Sobre duas rodas

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Publicada em 16/10/2018 às 08:23:00

 

O equilíbrio sobre duas rodas é dos 
mais precários, não é novidade 
pra ninguém. Os dados relacionados aos acidentes de trânsito com vítimas motociclistas, no entanto, são sempre chocantes. Último fim de semana, por exemplo, durante o feriado prolongado, 530 pacientes deram entrada no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). Destes, meia centena se arrebentaram em cima de uma moto.
Os acidentes de trânsito envolvendo motociclistas é questão complexa, que deriva em custos milionários. Além de relacionados às dificuldades de mobilidade observada nos grandes centros urbanos brasileiros - cidades de médio porte, como Aracaju, incluídas -, esses casos acabaram se tornando também uma questão de saúde pública. As vítimas assistidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) dão corpo a uma verdadeira epidemia.
O movimento do Huse neste fim de semana é exemplar do quadro aqui apontado: Entre os prontuários gerados por acidente de trânsito, foram realizados 50 atendimentos a vítimas de acidentes com motos, 12 atendimentos de vítimas de automobilístico e 4 vítimas de atropelamento. Os dados sublinham a vulnerabilidade de quem recorre à motocicleta, contra todas as sugestões em sentido contrário.
Se esta é uma questão de saúde pública, como os números supracitados e diversos estudos sugerem, o poder público tem de atuar no sentido de inibir o uso da motocicleta. Há diversas vias pelas quais tal interferência poderia se dar. A fiscal, inclusive. Mas como esta é também uma questão social - basta observar que grande parte dos motociclistas são trabalhadores de baixa renda -, convém buscar caminhos mais amenos. Uma campanha informativa a respeito dos riscos a que se dispõem os motociclistas seria bom começo.

O equilíbrio sobre duas rodas é dos  mais precários, não é novidade  pra ninguém. Os dados relacionados aos acidentes de trânsito com vítimas motociclistas, no entanto, são sempre chocantes. Último fim de semana, por exemplo, durante o feriado prolongado, 530 pacientes deram entrada no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). Destes, meia centena se arrebentaram em cima de uma moto.
Os acidentes de trânsito envolvendo motociclistas é questão complexa, que deriva em custos milionários. Além de relacionados às dificuldades de mobilidade observada nos grandes centros urbanos brasileiros - cidades de médio porte, como Aracaju, incluídas -, esses casos acabaram se tornando também uma questão de saúde pública. As vítimas assistidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) dão corpo a uma verdadeira epidemia.
O movimento do Huse neste fim de semana é exemplar do quadro aqui apontado: Entre os prontuários gerados por acidente de trânsito, foram realizados 50 atendimentos a vítimas de acidentes com motos, 12 atendimentos de vítimas de automobilístico e 4 vítimas de atropelamento. Os dados sublinham a vulnerabilidade de quem recorre à motocicleta, contra todas as sugestões em sentido contrário.
Se esta é uma questão de saúde pública, como os números supracitados e diversos estudos sugerem, o poder público tem de atuar no sentido de inibir o uso da motocicleta. Há diversas vias pelas quais tal interferência poderia se dar. A fiscal, inclusive. Mas como esta é também uma questão social - basta observar que grande parte dos motociclistas são trabalhadores de baixa renda -, convém buscar caminhos mais amenos. Uma campanha informativa a respeito dos riscos a que se dispõem os motociclistas seria bom começo.