Vereadores criam comissão para reabrir negociações com médicos

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Publicada em 19/10/2018 às 06:57:00

 

Milton Alves Júnior
Vereadores de Aracaju pretendem criar já nos próximos dias uma Comissão Parlamentar Especial (CPE), a qual possui o intuito exclusivo de mediar os conflitos protagonizados ao longo dos últimos três meses entre os médicos da rede municipal e o prefeito de Aracaju. De um lado os profissionais da medicina reivindicam a realização de concurso público, melhoria nas condições de trabalho e reajuste salarial de 2,94%; em contraponto desde o mês de Junho deste ano a prefeitura da capital sergipana enaltece inviabilidade administrativa/ financeira para atender ao pleito e já anunciaram reajuste 'zero' para este ano. Em meio a essa troca de farpas estão milhares de aracajuanos dependentes do Sistema Único de Saúde (SUS).
Se levar em consideração que, ao menos, por dia, três mil pessoas deixam de ser atendidos em virtude da paralisação dos médicos, desde o início da greve - em 20 de julho -, 273 mil aracajuanos já foram diretamente prejudicados com a mobilização grevista. Paralelo aos 30% do efetivo que permanece em atuação por determinação constitucional, os serviços de urgência e emergência não foram interferidos. Os demais seguem enfrentando baixa na escala assistencial desde o primeiro dia de greve oficializada. No mês passado a Prefeitura ajuizou um pedido de ilegalidade da greve. O colegiado do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe rejeitou e votou à favor da categoria.
A perspectiva, de acordo com os vereadores Américo de Deus (Rede), e Seu Marcos (PHS), é que os vereadores interessados em participar da comissão busquem participar de uma audiência junto à Edvaldo Nogueira e encontrem uma solução para o impasse. Na concepção de Seu Marcos, está evidente que a permanência da greve ocorre, também, pela insistente falta de diálogo entre o poder executivo municipal e a direção do Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed). A primeira proposta da comissão é conscientizar o prefeito a receber representantes da categoria e debater os assuntos de forma coletiva. "Apenas com o diálogo será possível entrar em acordo e restabelecer o serviço público de saúde", avaliou.
Para o presidente do Sindimed, João Augusto, a perspectiva agora é que esta comissão seja criada com brevidade e o prefeito atenda às recomendações dos vereadores. "Temos plena consciência da importância de cada vereador nesta nossa luta, da mesma forma que o poder judiciário também é peça fundamental. Assim como ficou deliberado, a comissão será criada com certa brevidade e nós então seguiremos, em greve, aguardando o tão esperado convite para se reunir com o prefeito. Estamos esperançosos que desta vez conseguiremos avançar e dialogar com Edvaldo, já que sempre os secretários foram os responsáveis para nos atender em reunião", disse.
No início desta semana, por meio de nota oficial, a Secretaria Municipal de Saúde informou que: "já dialogou com o Sindimed diversas vezes esse ano. Desde fevereiro, os gestores do município se reuniram com representantes do sindicato em 08 de fevereiro; 01 de março; 23 e 28 de maio, 12 de julho, 30 de agosto e 24 de setembro. Durante os encontros, foi demonstrado que não há condições financeiras para conceder o reajuste pleiteado pela categoria. Os documentos comprobatórios também já foram encaminhados para todos os órgãos de controle. No início deste mês, a gestão municipal já recorreu à Justiça para que os atendimentos à população sejam restabelecidos pela classe médica.

Vereadores de Aracaju pretendem criar já nos próximos dias uma Comissão Parlamentar Especial (CPE), a qual possui o intuito exclusivo de mediar os conflitos protagonizados ao longo dos últimos três meses entre os médicos da rede municipal e o prefeito de Aracaju. De um lado os profissionais da medicina reivindicam a realização de concurso público, melhoria nas condições de trabalho e reajuste salarial de 2,94%; em contraponto desde o mês de Junho deste ano a prefeitura da capital sergipana enaltece inviabilidade administrativa/ financeira para atender ao pleito e já anunciaram reajuste 'zero' para este ano. Em meio a essa troca de farpas estão milhares de aracajuanos dependentes do Sistema Único de Saúde (SUS).
Se levar em consideração que, ao menos, por dia, três mil pessoas deixam de ser atendidos em virtude da paralisação dos médicos, desde o início da greve - em 20 de julho -, 273 mil aracajuanos já foram diretamente prejudicados com a mobilização grevista. Paralelo aos 30% do efetivo que permanece em atuação por determinação constitucional, os serviços de urgência e emergência não foram interferidos. Os demais seguem enfrentando baixa na escala assistencial desde o primeiro dia de greve oficializada. No mês passado a Prefeitura ajuizou um pedido de ilegalidade da greve. O colegiado do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe rejeitou e votou à favor da categoria.
A perspectiva, de acordo com os vereadores Américo de Deus (Rede), e Seu Marcos (PHS), é que os vereadores interessados em participar da comissão busquem participar de uma audiência junto à Edvaldo Nogueira e encontrem uma solução para o impasse. Na concepção de Seu Marcos, está evidente que a permanência da greve ocorre, também, pela insistente falta de diálogo entre o poder executivo municipal e a direção do Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed). A primeira proposta da comissão é conscientizar o prefeito a receber representantes da categoria e debater os assuntos de forma coletiva. "Apenas com o diálogo será possível entrar em acordo e restabelecer o serviço público de saúde", avaliou.
Para o presidente do Sindimed, João Augusto, a perspectiva agora é que esta comissão seja criada com brevidade e o prefeito atenda às recomendações dos vereadores. "Temos plena consciência da importância de cada vereador nesta nossa luta, da mesma forma que o poder judiciário também é peça fundamental. Assim como ficou deliberado, a comissão será criada com certa brevidade e nós então seguiremos, em greve, aguardando o tão esperado convite para se reunir com o prefeito. Estamos esperançosos que desta vez conseguiremos avançar e dialogar com Edvaldo, já que sempre os secretários foram os responsáveis para nos atender em reunião", disse.
No início desta semana, por meio de nota oficial, a Secretaria Municipal de Saúde informou que: "já dialogou com o Sindimed diversas vezes esse ano. Desde fevereiro, os gestores do município se reuniram com representantes do sindicato em 08 de fevereiro; 01 de março; 23 e 28 de maio, 12 de julho, 30 de agosto e 24 de setembro. Durante os encontros, foi demonstrado que não há condições financeiras para conceder o reajuste pleiteado pela categoria. Os documentos comprobatórios também já foram encaminhados para todos os órgãos de controle. No início deste mês, a gestão municipal já recorreu à Justiça para que os atendimentos à população sejam restabelecidos pela classe médica.