Professores de Porto da Folha ocupam sede da prefeitura

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Manifestação dos professores de Porto da Folha tem o apoio do Sintese
Manifestação dos professores de Porto da Folha tem o apoio do Sintese

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Publicada em 19/10/2018 às 07:00:00

 

Professores atuantes no município de Porto da Folha, no Sertão sergipano, ocuparam durante todo o dia de ontem a sede administrativa do poder executivo municipal com o propósito de pressionar o prefeito Miguel de Loureiro Feitosa Neto para que regularize o piso salarial da classe trabalhadora. De acordo com a direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (Sintese), desde o ano de 2015 os professores da rede municipal seguem amargando a falta de reajustes salariais previsto em Lei. Em assembleia extraordinária os docentes decidiram ocupar a prefeitura e 'intimar democraticamente' o gestor.
Para a professora Ivonete Cruz, presidente sindical, durante diálogo realizado no mês passado entre representantes da categoria e a administração de Porto da Folha, o próprio prefeito havia prometido apresentar na quarta-feira da semana passada, dia 10, um plano de regularização das pendências, mas isso não ocorreu e contribuiu para gerar maior impasse entre as partes. Questionada quanto a possibilidade de realização de novos atos públicos, a professora garantiu que todas as atribuições do sindicato são adotadas em comum acordo com a categoria, e oficializou que a paciência dos profissionais já atingiu o limite.
 "Infelizmente são três anos sem nenhum reajuste e durante todo esse período sempre estivemos dispostos a dialogar com o prefeito. Infelizmente novamente nos foi apresentada uma data para solução dos atrasos, mas mais uma vez não foi respeitado. A precariedade da educação pública começa pelo não respeito aos direitos constitucionais dos trabalhadores e isso até os estudantes e pais estão percebendo. O prefeito precisa cumprir com as promessas caso deseje não seguir enfrentando as nossas abordagens em busca, repito, do que é nosso de direito", disse.
Durante todo o dia de ontem o Jornal do Dia buscou conversar com o prefeito Miguel de Loureiro a fim de saber do gestor quais as providências a serem adotadas para solucionar o problema. Por telefone funcionários da prefeitura informaram que apenas o prefeito estaria apto para falar sobre o assunto. Até o início da noite não foi possível dialogar com Miguel de Loureiro. Sobre a continuidade das reivindicações, Ivonete Cruz garantiu que o Sindicato dos Trabalhadores em Educação permanece atento aos problemas enfrentadas pela categoria e que pretende intensificar a luta com o apoio do Ministério Público do Trabalho. (Milton Alves Júnior)

Professores atuantes no município de Porto da Folha, no Sertão sergipano, ocuparam durante todo o dia de ontem a sede administrativa do poder executivo municipal com o propósito de pressionar o prefeito Miguel de Loureiro Feitosa Neto para que regularize o piso salarial da classe trabalhadora. De acordo com a direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (Sintese), desde o ano de 2015 os professores da rede municipal seguem amargando a falta de reajustes salariais previsto em Lei. Em assembleia extraordinária os docentes decidiram ocupar a prefeitura e 'intimar democraticamente' o gestor.
Para a professora Ivonete Cruz, presidente sindical, durante diálogo realizado no mês passado entre representantes da categoria e a administração de Porto da Folha, o próprio prefeito havia prometido apresentar na quarta-feira da semana passada, dia 10, um plano de regularização das pendências, mas isso não ocorreu e contribuiu para gerar maior impasse entre as partes. Questionada quanto a possibilidade de realização de novos atos públicos, a professora garantiu que todas as atribuições do sindicato são adotadas em comum acordo com a categoria, e oficializou que a paciência dos profissionais já atingiu o limite.
 "Infelizmente são três anos sem nenhum reajuste e durante todo esse período sempre estivemos dispostos a dialogar com o prefeito. Infelizmente novamente nos foi apresentada uma data para solução dos atrasos, mas mais uma vez não foi respeitado. A precariedade da educação pública começa pelo não respeito aos direitos constitucionais dos trabalhadores e isso até os estudantes e pais estão percebendo. O prefeito precisa cumprir com as promessas caso deseje não seguir enfrentando as nossas abordagens em busca, repito, do que é nosso de direito", disse.
Durante todo o dia de ontem o Jornal do Dia buscou conversar com o prefeito Miguel de Loureiro a fim de saber do gestor quais as providências a serem adotadas para solucionar o problema. Por telefone funcionários da prefeitura informaram que apenas o prefeito estaria apto para falar sobre o assunto. Até o início da noite não foi possível dialogar com Miguel de Loureiro. Sobre a continuidade das reivindicações, Ivonete Cruz garantiu que o Sindicato dos Trabalhadores em Educação permanece atento aos problemas enfrentadas pela categoria e que pretende intensificar a luta com o apoio do Ministério Público do Trabalho. (Milton Alves Júnior)