Para Haddad, Justiça é analógica para enfrentar "tsunami cibernético"

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Fernando Haddad em ato de campanha no Rio
Fernando Haddad em ato de campanha no Rio

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Publicada em 20/10/2018 às 06:39:00

 

Akemi Nitahara 
Agência Brasil  
O candidato à Presidência Fernando Haddad (PT) disse ontem (19) que a Justiça Eleitoral é analógica e está demorando para dar uma resposta ao que caracterizou como crime eleitoral cometido na forma de um "tsunami cibernético". Ele se referiu à suspeita da existência de um grupo de empresários que financiaria a disseminação de notícias falsas anti-PT.
No Rio de Janeiro para participar de um debate promovido pelo Clube de Engenharia, Haddad ressaltou que o resultado no primeiro turno foi influenciado por essas manobras virtuais, inclusive na eleição para o Congresso Nacional.
"É uma justiça analógica para lidar com problemas que são virtuais. O que aconteceu no final do primeiro turno já é muito grave, não pelo fato de a campanha presidencial ter sido influenciada, mas muitos parlamentares do novo Congresso, uma parte foi eleita com base nessa emissão de mensagens em massa pelo WhatsApp. Santinhos foram distribuídos em massa, isso custou dinheiro e o dinheiro não foi declarado."
Calúnia e difamação - Haddad afirmou que a disseminação de fake news é associada aos crimes de calúnia e difamação. "No meu caso é um pouco mais grave, porque além do caixa 2 e da compra de cadastro, duas práticas ilegais, você tem a calúnia e a difamação."
Para o candidato, a Justiça não pode se omitir diante dos acontecimentos. "Mesmo o santinho é ilegal com campanha em massa, então, vai ter um desequilíbrio daqui pra frente se a Justiça fizer vista grossa para o dinheiro de caixa 2 entrando nos cofres dessas empresas de tsunami cibernético, como eu chamei essas ondas de emissão de mensagens. Na minha opinião, a justiça deveria se debruçar sobre isso inclusive nessa campanha, porque nós estamos a 10 dias do segundo turno."
Ato de apoio - Após evento no Clube de Engenharia, Haddad se dirigiu, de carro, ao Buraco do Lume, a 250 metros do clube, onde ocorria um ato em apoio à sua candidatura, com parlamentares do PSOL. Ele discursou rapidamente e disse que é possível conter o tsunami cibernético.
"Nós descobrimos o esquema do Bolsonaro no WhatsApp. Os empresários que estão colocando dinheiro ilegal na campanha dele não vão poder fazer isso na semana que vem porque pode acontecer de a Polícia Federal rastrear e ter alguma prisão. Isso para nós é muito importante".
Ao lado do deputado federal eleito Marcelo Freixo (PSOL-RJ), Haddad homenageou Marielle Franco, vereadora assassinada em março. "Era uma representante da sua comunidade, uma pessoa que empunhou bandeiras muito importantes para a nossa sociedade."
O candidato do PT criticou as propostas que visam a armar a população. Segundo ele, há o risco de transformar o país em um Estado miliciano. Ele reiterou que está à disposição para participar de debates.

O candidato à Presidência Fernando Haddad (PT) disse ontem (19) que a Justiça Eleitoral é analógica e está demorando para dar uma resposta ao que caracterizou como crime eleitoral cometido na forma de um "tsunami cibernético". Ele se referiu à suspeita da existência de um grupo de empresários que financiaria a disseminação de notícias falsas anti-PT.
No Rio de Janeiro para participar de um debate promovido pelo Clube de Engenharia, Haddad ressaltou que o resultado no primeiro turno foi influenciado por essas manobras virtuais, inclusive na eleição para o Congresso Nacional.
"É uma justiça analógica para lidar com problemas que são virtuais. O que aconteceu no final do primeiro turno já é muito grave, não pelo fato de a campanha presidencial ter sido influenciada, mas muitos parlamentares do novo Congresso, uma parte foi eleita com base nessa emissão de mensagens em massa pelo WhatsApp. Santinhos foram distribuídos em massa, isso custou dinheiro e o dinheiro não foi declarado."

Calúnia e difamação - Haddad afirmou que a disseminação de fake news é associada aos crimes de calúnia e difamação. "No meu caso é um pouco mais grave, porque além do caixa 2 e da compra de cadastro, duas práticas ilegais, você tem a calúnia e a difamação."
Para o candidato, a Justiça não pode se omitir diante dos acontecimentos. "Mesmo o santinho é ilegal com campanha em massa, então, vai ter um desequilíbrio daqui pra frente se a Justiça fizer vista grossa para o dinheiro de caixa 2 entrando nos cofres dessas empresas de tsunami cibernético, como eu chamei essas ondas de emissão de mensagens. Na minha opinião, a justiça deveria se debruçar sobre isso inclusive nessa campanha, porque nós estamos a 10 dias do segundo turno."

Ato de apoio - Após evento no Clube de Engenharia, Haddad se dirigiu, de carro, ao Buraco do Lume, a 250 metros do clube, onde ocorria um ato em apoio à sua candidatura, com parlamentares do PSOL. Ele discursou rapidamente e disse que é possível conter o tsunami cibernético.
"Nós descobrimos o esquema do Bolsonaro no WhatsApp. Os empresários que estão colocando dinheiro ilegal na campanha dele não vão poder fazer isso na semana que vem porque pode acontecer de a Polícia Federal rastrear e ter alguma prisão. Isso para nós é muito importante".
Ao lado do deputado federal eleito Marcelo Freixo (PSOL-RJ), Haddad homenageou Marielle Franco, vereadora assassinada em março. "Era uma representante da sua comunidade, uma pessoa que empunhou bandeiras muito importantes para a nossa sociedade."
O candidato do PT criticou as propostas que visam a armar a população. Segundo ele, há o risco de transformar o país em um Estado miliciano. Ele reiterou que está à disposição para participar de debates.