Radialista acidentado briga na Justiça para receber indenização

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Publicada em 20/10/2018 às 07:05:00

 

Milton Alves Júnior
Afastado das atividades 
trabalhistas por invali-
dez, desde o mês de março de 2012 o radialista Aloísio Tavares dos Santos segue lutando na justiça para que os respectivos direitos constitucionais envolvendo o Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT), sejam devidamente respeitados. Após sofrer dois acidentes de moto em menos de seis meses (em 02 de março e 22 de agosto de 2012, no município sergipano de Japaratuba), o denunciante lamenta que possíveis manobras administrativas estejam interferindo no repasse real dos respectivos valores previstos na legislação brasileira.
Em posse de autos e comprovações médicas que indicam a incapacidade motora de retornar às atividades trabalhistas, Aloísio Tavares garante que o DPVAT, em Sergipe, desrespeita às próprias normas. Existente desde 1974, o seguro possui como valor da indenização R$ 13.500 em caso de morte, e de até R$ 13.500 nos casos de invalidez permanente, variando conforme o grau da invalidez, e de até R$ 2.700 em reembolso de despesas médicas e hospitalares comprovadas. Os boletins que indicam a invalidez do radialista foram emitidos pelo Instituto Médico Legal (IML), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), e pelo Hospital de Urgência de Sergipe (Huse).
Apesar das sucessivas intervenções jurídicas na perspectiva de conquistar o valor integral do benefício, o denunciante garante que o DPVAT regional ofertou uma indenização de R$ 4.725 a ser quitada em prestações. A proposta do seguro inclui ainda a aplicação de 1% ao mês, que, no acumulado desde 2012, alcança a casa dos cinco mil reais. Valor, segundo Aloísio, incapaz de amenizar o conjunto de sofrimento acumulado ao longo dos últimos seis anos. Na próxima terça-feira, 23, uma nova rodada de diálogo entre advogados de defesa e acusação será realizada sob a mediação do Tribunal de justiça do Estado de Sergipe.
"Os meus laudos mostram que eu tenho pelo menos 50% dos movimentos perdidos, tenho uma dificuldade grande, muitas vezes beirando o insuportável, e mesmo assim o DPVAT insiste em me repassar uma quantia totalmente contraditória às minhas condições. Com base nos laudos que recebi de vários especialistas eu possuo plena convicção que estou apto para receber o valor integral. Estou lutando por um direito que me assiste, e, em especial, para que outras pessoas não sofram o conjunto de desrespeito e humilhação sofrida desde o primeiro acidente", declarou. Por considerar um sinistro de menor dano físico/mental, o primeiro acidente o DPVAT repassou R$ 675.
Aloísio Tavares lamentou que o segundo, comprovado maior gravidade, a proposta inicial era de R$ 1.683. Apesar da nova rodada de diálogo entre os advogados, o denunciante não possui boas expectativas para o resultado. "Depois de todo o trabalho ainda em vigor para reajustar para mais este valor, a informação que recebi recentemente é que o grupo de defesa do DPVAT mostra interesse em reajustar para menos. Preciso e solicito piedosamente o apoio dos desembargadores para que esse problema seja solucionado nesta próxima reunião. Apenas com a intervenção ética do poder judiciário será possível combater essa manobra equivocada aplicada sob o meu caso que certamente se confunde com alguns outros devido a semelhança dos fatos", afirmou.
O Jornal do Dia entrou em contato com a central de relacionamento regional do Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres, mas a informação atribuída é que apenas os profissionais envolvidos na causa estão habilitados e com base de informações suficientes para detalhar o caso. O JD segue à disposição do DPVAT, caso o seguro deseje apresentar esclarecimentos sobre este caso.

Afastado das atividades  trabalhistas por invali- dez, desde o mês de março de 2012 o radialista Aloísio Tavares dos Santos segue lutando na justiça para que os respectivos direitos constitucionais envolvendo o Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT), sejam devidamente respeitados. Após sofrer dois acidentes de moto em menos de seis meses (em 02 de março e 22 de agosto de 2012, no município sergipano de Japaratuba), o denunciante lamenta que possíveis manobras administrativas estejam interferindo no repasse real dos respectivos valores previstos na legislação brasileira.
Em posse de autos e comprovações médicas que indicam a incapacidade motora de retornar às atividades trabalhistas, Aloísio Tavares garante que o DPVAT, em Sergipe, desrespeita às próprias normas. Existente desde 1974, o seguro possui como valor da indenização R$ 13.500 em caso de morte, e de até R$ 13.500 nos casos de invalidez permanente, variando conforme o grau da invalidez, e de até R$ 2.700 em reembolso de despesas médicas e hospitalares comprovadas. Os boletins que indicam a invalidez do radialista foram emitidos pelo Instituto Médico Legal (IML), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), e pelo Hospital de Urgência de Sergipe (Huse).
Apesar das sucessivas intervenções jurídicas na perspectiva de conquistar o valor integral do benefício, o denunciante garante que o DPVAT regional ofertou uma indenização de R$ 4.725 a ser quitada em prestações. A proposta do seguro inclui ainda a aplicação de 1% ao mês, que, no acumulado desde 2012, alcança a casa dos cinco mil reais. Valor, segundo Aloísio, incapaz de amenizar o conjunto de sofrimento acumulado ao longo dos últimos seis anos. Na próxima terça-feira, 23, uma nova rodada de diálogo entre advogados de defesa e acusação será realizada sob a mediação do Tribunal de justiça do Estado de Sergipe.
"Os meus laudos mostram que eu tenho pelo menos 50% dos movimentos perdidos, tenho uma dificuldade grande, muitas vezes beirando o insuportável, e mesmo assim o DPVAT insiste em me repassar uma quantia totalmente contraditória às minhas condições. Com base nos laudos que recebi de vários especialistas eu possuo plena convicção que estou apto para receber o valor integral. Estou lutando por um direito que me assiste, e, em especial, para que outras pessoas não sofram o conjunto de desrespeito e humilhação sofrida desde o primeiro acidente", declarou. Por considerar um sinistro de menor dano físico/mental, o primeiro acidente o DPVAT repassou R$ 675.
Aloísio Tavares lamentou que o segundo, comprovado maior gravidade, a proposta inicial era de R$ 1.683. Apesar da nova rodada de diálogo entre os advogados, o denunciante não possui boas expectativas para o resultado. "Depois de todo o trabalho ainda em vigor para reajustar para mais este valor, a informação que recebi recentemente é que o grupo de defesa do DPVAT mostra interesse em reajustar para menos. Preciso e solicito piedosamente o apoio dos desembargadores para que esse problema seja solucionado nesta próxima reunião. Apenas com a intervenção ética do poder judiciário será possível combater essa manobra equivocada aplicada sob o meu caso que certamente se confunde com alguns outros devido a semelhança dos fatos", afirmou.
O Jornal do Dia entrou em contato com a central de relacionamento regional do Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres, mas a informação atribuída é que apenas os profissionais envolvidos na causa estão habilitados e com base de informações suficientes para detalhar o caso. O JD segue à disposição do DPVAT, caso o seguro deseje apresentar esclarecimentos sobre este caso.