AGRICULUTRA FAMLIAR, MELHORAMENTO PARTICIPATIVO E SUSTENTATABILIDADE

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Publicada em 20/10/2018 às 07:18:00

 

* Altair Toledo Machado e Manoel Moacir Costa Macêdo
O manejo de recursos vegetais nos sistemas produtivos de base ecológica, destaca o melhoramento participativo como relevante no protagonismo da agricultura familiar. Contribui para o ambiente produtivo sustentável, agrega renda, incorpora valores, fortalece a soberania alimentar e constrói autonomia na produção de sementes. O valioso insumo no processo produtivo agrícola e sustentável, guardião da diversidade genética.
O melhoramento participativo acolhe conhecimentos, habilidades, e saberes dos agricultores e da biodiversidade. O seu enfoque é estruturante, descentralizado, e autônomo na preservação de identidades e soberania alimentar. Destaque para o desenvolvimento de variedades adaptadas às autóctones adversidades. Uma parceria livre de contestações corporativas, fundamentadas na ética da ciência, será bem-vinda entre a pesquisa oficial e os agricultores familiares. Trará efetivas contribuições, a exemplo de variedades adaptadas aos sistemas produtivos sustentáveis. O desejado vai além de nichos, para ganhos competitivos de produtividade, conservação da biodiversidade, obtenção de germoplasmas produtivos e novos materiais. A agricultura brasileira é plural, diferenciada por processos históricos, localização geográfica, sistemas de produção, condições socioeconômicas e agrárias. Graças às inovações tropicais, em algumas contingências, inéditas no estado da arte, os ganhos em produção e produtividade, avançaram também em sustentabilidade.
Os sistemas sustentáveis acolhem a diversidade genética no modo autóctone de produzir, incorpora os ecossistemas, a paisagem, o controle biológico, e as experiências de onde vivem e trabalham os agricultores e familiares. A divulgação e incorporação desses ganhos e entregas, carecem de um suporte de pesquisa e desenvolvimento, a exemplo da prospecção de bases genéticas ecológicas, ações de assistência técnica, crédito, orientação e fomento. Ações fundamentais ao equilíbrio e manutenção da sustentabilidade. A inclusão social, ambiental e econômica são indispensáveis à melhoria, fortalecimento, e sobrevivência desse modo de produção. O melhoramento participativo vincula-se ao manejo genético e a agrodiversidade, imperativo no desenvolvimento de espécies adaptadas à complexidade biológica e social da agricultura familiar. As suas práticas, carregam uma lógica produtiva própria, nem sempre reproduzida nas organizações oficiais de ciência e tecnologia. Justificativa para a carência e custos onerosos de variedades autóctones e sustentáveis. Experiências exitosas mostram a potencialidade dos programas de melhoramento participativo, onde foram identificadas variedades com expressivo potencial produtivo. O caso da produção de milho no Estado de Goiás, é um exemplo exitoso.
Na atualidade, são crescentes as demandas por produtos de base ecológica e soberania genética. Alimentação saudável e orgânica é uma tendência na sociedade urbanizada e estratificada. No Brasil, 14% assumem que são vegetarianos, e nos últimos seis anos, dobrou os brasileiros que optaram por uma dieta sem proteína animal. Inúmeras experiências em sistemas produtivos convencionais adotam a metodologia participativa para alcançar as suas metas, como a integração-lavoura-pecuária-floresta, rotação de culturas, controle biológico, fixação biológica de nitrogênio, uso eficiente de nutrientes, cobertura morta, ciclagem de nutrientes, micorrizas, e processos de recuperação de áreas degradadas, entre outras. O fundamental, é a inclusão produtiva dos seus atores, na perspectiva do crescimento sustentável no longo prazo, e no bem-estar da população, na direção de uma sociedade menos desigual e com sustentabilidade. 
* Altair Toledo Machado e Manoel Moacir Costa Macêdo são engenheiros agrônomos

Na atualidade, são crescentes as demandas por produtos de base ecológica e soberania genética. Alimentação saudável e orgânica é uma tendência na sociedade urbanizada e estratificada. No Brasil, 14% assumem que são vegetarianos, e nos últimos seis anos, dobrou os brasileiros que optaram por uma dieta sem proteína animal

* Altair Toledo Machado e Manoel Moacir Costa Macêdo

O manejo de recursos vegetais nos sistemas produtivos de base ecológica, destaca o melhoramento participativo como relevante no protagonismo da agricultura familiar. Contribui para o ambiente produtivo sustentável, agrega renda, incorpora valores, fortalece a soberania alimentar e constrói autonomia na produção de sementes. O valioso insumo no processo produtivo agrícola e sustentável, guardião da diversidade genética.
O melhoramento participativo acolhe conhecimentos, habilidades, e saberes dos agricultores e da biodiversidade. O seu enfoque é estruturante, descentralizado, e autônomo na preservação de identidades e soberania alimentar. Destaque para o desenvolvimento de variedades adaptadas às autóctones adversidades. Uma parceria livre de contestações corporativas, fundamentadas na ética da ciência, será bem-vinda entre a pesquisa oficial e os agricultores familiares. Trará efetivas contribuições, a exemplo de variedades adaptadas aos sistemas produtivos sustentáveis. O desejado vai além de nichos, para ganhos competitivos de produtividade, conservação da biodiversidade, obtenção de germoplasmas produtivos e novos materiais. A agricultura brasileira é plural, diferenciada por processos históricos, localização geográfica, sistemas de produção, condições socioeconômicas e agrárias. Graças às inovações tropicais, em algumas contingências, inéditas no estado da arte, os ganhos em produção e produtividade, avançaram também em sustentabilidade.
Os sistemas sustentáveis acolhem a diversidade genética no modo autóctone de produzir, incorpora os ecossistemas, a paisagem, o controle biológico, e as experiências de onde vivem e trabalham os agricultores e familiares. A divulgação e incorporação desses ganhos e entregas, carecem de um suporte de pesquisa e desenvolvimento, a exemplo da prospecção de bases genéticas ecológicas, ações de assistência técnica, crédito, orientação e fomento. Ações fundamentais ao equilíbrio e manutenção da sustentabilidade. A inclusão social, ambiental e econômica são indispensáveis à melhoria, fortalecimento, e sobrevivência desse modo de produção. O melhoramento participativo vincula-se ao manejo genético e a agrodiversidade, imperativo no desenvolvimento de espécies adaptadas à complexidade biológica e social da agricultura familiar. As suas práticas, carregam uma lógica produtiva própria, nem sempre reproduzida nas organizações oficiais de ciência e tecnologia. Justificativa para a carência e custos onerosos de variedades autóctones e sustentáveis. Experiências exitosas mostram a potencialidade dos programas de melhoramento participativo, onde foram identificadas variedades com expressivo potencial produtivo. O caso da produção de milho no Estado de Goiás, é um exemplo exitoso.
Na atualidade, são crescentes as demandas por produtos de base ecológica e soberania genética. Alimentação saudável e orgânica é uma tendência na sociedade urbanizada e estratificada. No Brasil, 14% assumem que são vegetarianos, e nos últimos seis anos, dobrou os brasileiros que optaram por uma dieta sem proteína animal. Inúmeras experiências em sistemas produtivos convencionais adotam a metodologia participativa para alcançar as suas metas, como a integração-lavoura-pecuária-floresta, rotação de culturas, controle biológico, fixação biológica de nitrogênio, uso eficiente de nutrientes, cobertura morta, ciclagem de nutrientes, micorrizas, e processos de recuperação de áreas degradadas, entre outras. O fundamental, é a inclusão produtiva dos seus atores, na perspectiva do crescimento sustentável no longo prazo, e no bem-estar da população, na direção de uma sociedade menos desigual e com sustentabilidade. 

* Altair Toledo Machado e Manoel Moacir Costa Macêdo são engenheiros agrônomos