Lampião, a lenda, o mito

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NA FOTO HISTÓRICA, LAMPIÃO E A BONITA MARIA DO CAPITÃO
NA FOTO HISTÓRICA, LAMPIÃO E A BONITA MARIA DO CAPITÃO

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Publicada em 06/11/2012 às 22:09:00

Uma vida tão trepidante e heróica como a de Virgulino Ferreira da Silva, o justiceiro Lampião, faz por merecer um filme que conte toda a sua história de forma isenta e verdadeira. Mostrá-lo como ele realmente foi, um homem que teve, ainda criança, toda a sua família dizimada de forma covarde e vil. Que fazer diante de tal situação, numa época em que imperava no sertão brasileiro a "lei dos coronéis", os seus algozes impiedosos, acobertados pelos donos do poder dominante numa permanente "troca de favores"! No seu lugar eu teria feito o mesmo: justiça com as próprias mãos, juntando-me a outros injustiçados, clamando por um viver com igualdade de condições para todos, já que "a terra é do homem, não é de Deus nem do diabo".

O meu pai - de saudosa memória -, ele que conheceu Lampião pessoalmente, convivendo alguns dias com o justiceiro e o seu bando, sempre dizia que muitos crimes hediondos eram praticados pelos "macacos", bando de policiais mal-intencionados, pondo a culpa em Lampião. Incluindo-se aí estupros, seqüestros, saques e destruição de residências. E quando algum cangaceiro praticava algum ato de violência - como estupro, por exemplo - Lampião não hesitava em puni-lo severamente. E na reincidência, o infeliz era expulso sumariamente do bando.

Em 1996, o fotógrafo mineiro José Geraldo Aguiar, declarou publicamente que o Capitão Virgulino não teria morrido de emboscada, em Angicos, no dia 28 de julho de 1938. Ele teria escapado da polícia assassina e só viria a morrer em 1993. Mas o juiz Humberto da Silveira, da comarca de Arinos (MG) negou permissão para exumação do cadáver do fazendeiro Antonio Maria da Conceição, morto em 1993, por insuficiência cardíaca. O fotógrafo José Geraldo acredita até hoje que ali esteja enterrado Virgulino Ferreira da Silva, o heróico Lampião.

Para a historiadora Aglaé Lima de Oliveira, ela que estuda o cangaço há mais de 30 anos, o certo é que Lampião negociava com membros do governo Getúlio Vargas uma retirada da vida errante. E no lugar dele, teria morrido em 1938, o cangaceiro conhecido como Zé do Sapo.

Controvérsias à parte, o certo mesmo é que Lampião precisa ter a sua mitologia histórica revelada em toda a sua pujança e impetuosidade num filme de Cacá Diegues ou Nelson Pereira dos Santos, por exemplo. "O Cangaceiro", de Lima Barreto, para mim o melhor filme da história do cinema brasileiro é uma obra ficcional e romântica e o Capitão Galdino (vivido brilhantemente por Milton Ribeiro, nada tem de Lampião, o ícone justiceiro. Injustiçado até depois de sua morte).

Simples assim
"É com meu trabalho que toco a minha vida e a da minha companheira. É muito simples viver, a gente é que complica". - Tony Ramos - ator. Revista Quem, edição de 05.10.2012.

Geleia Geral
... Em minuciosa correspondência, o amigo Divaldo Franco fala-me de sua nova peregrinação ao redor do mundo: "Estou viajando a Cingapura, Nova Zelândia, Austrália, no fim do universo que habitamos..." É isso aí, o peso da idade não esmorece o ânimo do peregrino da paz em sua gloriosa missão. Exemplo de vida e do mais legítimo amor ao próximo. Algo raro em nossos dias onde prevalecem a intriga e o desamor.

... Divaldo termina sua mensagem dizendo: "... envolvo-o em dúlcidas vibrações de saúde e de paz. Siga adiante, amigo da alma, certo da vitória final. Sempre devotado, seu velho irmão e amigo que o abraça, Divaldo".
 
... Por deferência do companheiro Augusto dos Santos, recebo o mais novo número do jornal estanciano "Folha da Região", que fala da vitória de Carlos Magno para prefeito do município, com 55.65% dos votos. A partir de janeiro, os estancianos irão vivenciar um novo tempo. Espera-se que não seja apenas novo, mas que seja, sobretudo, BOM. Amém!