Notícia do Brasil real

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Publicada em 23/10/2018 às 06:34:00

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Os intelectuais não 
sabem nada do 
mundo real, desconhecem gente de carne e osso. De outro modo, não estariam surpresos com os rumos dramáticos da corrida presidencial. O brasileiro médio vive mergulhado em trevas. Basta ficar de cara pra cima numa feira livre de Aracaju para perceber a nulidade das hashtags progressistas, a ausência de ressonância das palavras de ordem formuladas pelos iluminados na fila do pão. 
O colega Adiberto de Souza recitou o beabá, em sua coluna no portal Infonet. A pesquisa 'Retratos da Leitura' revela que 44% da população não lê e 30% nunca comprou um livro. Os livros religiosos - a bíblia, em especial - esgotam quase toda a literatura consumida pelos raros leitores da brava gente.
A pesquisa revela em números uma realidade percebida a olho nu. Deus não habita em templos de pedra e cal, mas as igrejas prosperam como nunca. Beneficiadas pelo status de instituição filantrópica, isentas de contribuição fiscal, as organizações religiosas atuam desde sempre como força política e econômica, com a ambição declarada de influência em todas as esferas da vida pública. Os palcos, trios elétricos e fanáticos ocupando as ruas no feriado de Corpus Christi, durante a 'Marcha para Jesus', por exemplo, mandam um recado mundano, em alto e bom som: os cristãos são muitos.
Não é de se espantar, portanto, a presença de lideranças partidárias em espaços de devoção, essencialmente estranhos à performance política, e vice-versa. Quem não lembra do governador Jackson Barreto e o recém eleito prefeito Edvaldo Nogueira, compenetrados servidores públicos, presentes à inauguração da pedra fundamental de um faraônico templo evangélico, no início do ano passado? Pediam bênçãos, em pose contrita, mas aceitariam os votos dos crentes de bom grado.
A tal da Pátria Educadora nunca passou de uma peça de marketing político. Assim, aos pares, carentes de leitores e livros, ensaiamos os primeiros passos de uma valsa à beira do abismo. Verdade seja dita: Perto da influência de líderes religiosos no pleito do próximo domingo, Caixa 2 e Fake News é pinto.

Os intelectuais não  sabem nada do  mundo real, desconhecem gente de carne e osso. De outro modo, não estariam surpresos com os rumos dramáticos da corrida presidencial. O brasileiro médio vive mergulhado em trevas. Basta ficar de cara pra cima numa feira livre de Aracaju para perceber a nulidade das hashtags progressistas, a ausência de ressonância das palavras de ordem formuladas pelos iluminados na fila do pão. 
O colega Adiberto de Souza recitou o beabá, em sua coluna no portal Infonet. A pesquisa 'Retratos da Leitura' revela que 44% da população não lê e 30% nunca comprou um livro. Os livros religiosos - a bíblia, em especial - esgotam quase toda a literatura consumida pelos raros leitores da brava gente.
A pesquisa revela em números uma realidade percebida a olho nu. Deus não habita em templos de pedra e cal, mas as igrejas prosperam como nunca. Beneficiadas pelo status de instituição filantrópica, isentas de contribuição fiscal, as organizações religiosas atuam desde sempre como força política e econômica, com a ambição declarada de influência em todas as esferas da vida pública. Os palcos, trios elétricos e fanáticos ocupando as ruas no feriado de Corpus Christi, durante a 'Marcha para Jesus', por exemplo, mandam um recado mundano, em alto e bom som: os cristãos são muitos.
Não é de se espantar, portanto, a presença de lideranças partidárias em espaços de devoção, essencialmente estranhos à performance política, e vice-versa. Quem não lembra do governador Jackson Barreto e o recém eleito prefeito Edvaldo Nogueira, compenetrados servidores públicos, presentes à inauguração da pedra fundamental de um faraônico templo evangélico, no início do ano passado? Pediam bênçãos, em pose contrita, mas aceitariam os votos dos crentes de bom grado.
A tal da Pátria Educadora nunca passou de uma peça de marketing político. Assim, aos pares, carentes de leitores e livros, ensaiamos os primeiros passos de uma valsa à beira do abismo. Verdade seja dita: Perto da influência de líderes religiosos no pleito do próximo domingo, Caixa 2 e Fake News é pinto.