Família não acredita em conclusão sobre morte de menino

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A delegada-geral, Katarina Feitoza
A delegada-geral, Katarina Feitoza

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Publicada em 23/10/2018 às 06:56:00

 

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) realizou ontem uma coletiva de imprensa para o esclarecimento das investigações sobre a morte do garoto Ruan Henrique Oliveira dos Santos, 8 anos. O caso aconteceu no dia 10 de outubro, no bairro Soledade (zona norte de Aracaju). As investigações sobre o caso estão sendo conduzidas pelo delegado André Luiz Gouveia, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que explicou a nova versão contada pelo adolescente que estava com Ruan e está agora sob acompanhamento de setores de apoio psicossocial do Estado.
"Com a nova versão apresentada pelo adolescente, não existia a presença desses dois homens. Ele alegou que os dois teriam saído para brincar de pipa, momento em que o Ruan subiu em uma árvore, e ele mesmo teria balançado a árvore, que resultou na queda do garoto, onde ele bateu a cabeça e morreu", explica o delegado. 
A conclusão anunciada pela SSP não convenceu os familiares de Ruan, que afirmam ter certeza de que o menino foi assassinado ou sofreu algum tipo de violência. A mãe do garoto, Adriana dos Santos, disse em entrevista à TV Atalaia não ser possível que a morte dele tenha ocorrido da forma como está sendo descrita e sem a participação de outras pessoas, o que segundo ela, precisa ser melhor explicada pela polícia. "Eu peço justiça e quero o esclarecimento de tudo isso que está aí se passando, o que ela sabe que é mentira. Eu quero saber se tem mais gente envolvida nisso, porque não é possível que ele [o adolescente de 13 anos], com a frieza que ele tem, tenha feito tudo isso sozinho", disse ela.
Em sua primeira declaração à polícia, o adolescente teria dito que ele, juntamente com Ruan, teriam sido levados por dois homens armados com facão enquanto brincavam próximo ao mangue, mas ele teria conseguido fugir e pedir socorro. Porém, após verificação das câmeras das redondezas, e depois de ouvir diversas pessoas no local, ficou constado que não havia nenhum indício da participação desses dois homens no caso. 
A delegada-geral, Katarina Feitoza, fala sobre a conclusão do caso. "Nós não temos como afirmar o final desse inquérito, uma vez que, o que temos é a declaração de um adolescente de 13 anos. O que podemos descartar, como já foi dito pelo delegado, André Gouveia, é a presença de outras pessoas no local do fato, porém, seria muito prematuro dizer agora como será concluído esse inquérito. Ainda faltam algumas diligências e nós confiamos que, assim que o delegado estiver com os laudos periciais em mãos, ele conclua e encaminhe o caso ao Ministério Público", destacou. 
Intolerância - A Polícia Civil também confirmou ontem que abriu inquérito policial para apurar o ataque ocorrido em um terreiro de candomblé que foi incendiado por moradores no bairro Soledade, próximo ao mangue onde o garoto desapareceu. No dia em que o menino foi achado desacordado e quase morto, surgiram especulações de que Ruan teria sido supostamente usado em um ritual de magia negra. A mentira se espalhou e motivou algumas pessoas a colocarem fogo na casa de axé. O balalorixá Tiago do Nascimento negou qualquer envolvimento de sua religião com o caso e denunciou o ataque como um crime de intolerância, motivado pelo preconceito e pelos boatos. 
A delegada Katarina Feitoza confirmou que este episódio é investigado pelo Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV), que tem uma delegacia especializada em crimes de ódio, como racismo, homofobia e intolerância religiosa. Ela assegurou que os responsáveis pelo ataque serão identificados e processados na forma da lei. 

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) realizou ontem uma coletiva de imprensa para o esclarecimento das investigações sobre a morte do garoto Ruan Henrique Oliveira dos Santos, 8 anos. O caso aconteceu no dia 10 de outubro, no bairro Soledade (zona norte de Aracaju). As investigações sobre o caso estão sendo conduzidas pelo delegado André Luiz Gouveia, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que explicou a nova versão contada pelo adolescente que estava com Ruan e está agora sob acompanhamento de setores de apoio psicossocial do Estado.
"Com a nova versão apresentada pelo adolescente, não existia a presença desses dois homens. Ele alegou que os dois teriam saído para brincar de pipa, momento em que o Ruan subiu em uma árvore, e ele mesmo teria balançado a árvore, que resultou na queda do garoto, onde ele bateu a cabeça e morreu", explica o delegado. 
A conclusão anunciada pela SSP não convenceu os familiares de Ruan, que afirmam ter certeza de que o menino foi assassinado ou sofreu algum tipo de violência. A mãe do garoto, Adriana dos Santos, disse em entrevista à TV Atalaia não ser possível que a morte dele tenha ocorrido da forma como está sendo descrita e sem a participação de outras pessoas, o que segundo ela, precisa ser melhor explicada pela polícia. "Eu peço justiça e quero o esclarecimento de tudo isso que está aí se passando, o que ela sabe que é mentira. Eu quero saber se tem mais gente envolvida nisso, porque não é possível que ele [o adolescente de 13 anos], com a frieza que ele tem, tenha feito tudo isso sozinho", disse ela.
Em sua primeira declaração à polícia, o adolescente teria dito que ele, juntamente com Ruan, teriam sido levados por dois homens armados com facão enquanto brincavam próximo ao mangue, mas ele teria conseguido fugir e pedir socorro. Porém, após verificação das câmeras das redondezas, e depois de ouvir diversas pessoas no local, ficou constado que não havia nenhum indício da participação desses dois homens no caso. 
A delegada-geral, Katarina Feitoza, fala sobre a conclusão do caso. "Nós não temos como afirmar o final desse inquérito, uma vez que, o que temos é a declaração de um adolescente de 13 anos. O que podemos descartar, como já foi dito pelo delegado, André Gouveia, é a presença de outras pessoas no local do fato, porém, seria muito prematuro dizer agora como será concluído esse inquérito. Ainda faltam algumas diligências e nós confiamos que, assim que o delegado estiver com os laudos periciais em mãos, ele conclua e encaminhe o caso ao Ministério Público", destacou. 

Intolerância - A Polícia Civil também confirmou ontem que abriu inquérito policial para apurar o ataque ocorrido em um terreiro de candomblé que foi incendiado por moradores no bairro Soledade, próximo ao mangue onde o garoto desapareceu. No dia em que o menino foi achado desacordado e quase morto, surgiram especulações de que Ruan teria sido supostamente usado em um ritual de magia negra. A mentira se espalhou e motivou algumas pessoas a colocarem fogo na casa de axé. O balalorixá Tiago do Nascimento negou qualquer envolvimento de sua religião com o caso e denunciou o ataque como um crime de intolerância, motivado pelo preconceito e pelos boatos. 
A delegada Katarina Feitoza confirmou que este episódio é investigado pelo Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV), que tem uma delegacia especializada em crimes de ódio, como racismo, homofobia e intolerância religiosa. Ela assegurou que os responsáveis pelo ataque serão identificados e processados na forma da lei.