Justiça faz nova audiência sobre o 'Caso Barriga'

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Publicada em 23/10/2018 às 06:58:00

 

Gabriel Damásio
Uma nova audiência 
de instrução foi re-
alizada ontem no Fórum Gumercindo Bessa, no Capucho (zona oeste), como parte do processo que apura o assassinato do líder sindical Clodoaldo dos Santos Melo, o 'Barriga', ocorrido no dia 14 de dezembro de 2017 em frente à casa dele, na Barra dos Coqueiros (Grande Aracaju). Nesta audiência, a juíza Heloísa de Oliveira Castro Alves, responsável pela Comarca local, ouviu o depoimento de dois meninos que presenciaram diretamente a execução do crime: o filho da vítima, de 12 anos, e um amigo dele, de 13. A oitiva durou pouco mais de duas horas e, por envolver crianças e adolescentes, exigiu um esquema especial para ser executada.
Em processos judiciais, os depoimentos de crianças e adolescentes precisam ocorrer em salas especiais, isoladas do contato com os envolvidos no processo (incluindo o juiz, o promotor e os advogados). As crianças a serem ouvidas são acompanhadas apenas por uma psicóloga ou assistente social capacitada, que recebe as perguntas do magistrado através de um ponto eletrônico e, mesmo assim, filtra quais deverão ser feitas ou não, determinando ainda como elas deverão ser feitas. O procedimento é realizado em um ambiente especial, preparado para esse tipo de audiência. O existente hoje no Gumercindo Bessa é o único disponível atualmente em todo o Poder Judiciário estadual.   
Os detalhes da audiência não foram revelados, porque o processo está em segredo de Justiça, mas, de acordo com familiares de Clodoaldo, os meninos foram chamados para descrever detalhes sobre como ocorreu o assassinato e informar se reconhecem ou não os dois homens que, segundo as investigações, estiveram na casa do sindicalista e atiraram contra ele, ao se passarem por desempregados que queriam entregar um currículo. Ao todo, foram presos sete suspeitos de envolvimento, incluindo os dois supostos executores. Os parentes de 'Barriga' acompanharam a audiência do lado de fora e manifestaram silenciosamente, pedindo justiça. 
As próximas audiências estão marcadas para os próximos dias 30 e 31, no Fórum da Barra dos Coqueiros. Todas elas são acompanhadas pelos sete réus presos que ainda aguardam julgamento detidos. Três dos acusados eram dirigentes do Sindicato de Manutenção e Montagem de Sergipe (Sindimont) e foram apontados pela Polícia Civil como mandantes do crime. A motivação estaria em uma suposta disputa da entidade com o 'Movimento SOS Emprego', liderado por e criado para reivindicar vagas de emprego e uso de mão-de-obra em empresas que estão sendo abertas na região, principalmente nas obras de construção da Usina Termoelétrica Porto de Sergipe (UTE), na Barra. A defesa dos envolvidos nega a acusação da polícia. 

Uma nova audiência  de instrução foi re- alizada ontem no Fórum Gumercindo Bessa, no Capucho (zona oeste), como parte do processo que apura o assassinato do líder sindical Clodoaldo dos Santos Melo, o 'Barriga', ocorrido no dia 14 de dezembro de 2017 em frente à casa dele, na Barra dos Coqueiros (Grande Aracaju). Nesta audiência, a juíza Heloísa de Oliveira Castro Alves, responsável pela Comarca local, ouviu o depoimento de dois meninos que presenciaram diretamente a execução do crime: o filho da vítima, de 12 anos, e um amigo dele, de 13. A oitiva durou pouco mais de duas horas e, por envolver crianças e adolescentes, exigiu um esquema especial para ser executada.
Em processos judiciais, os depoimentos de crianças e adolescentes precisam ocorrer em salas especiais, isoladas do contato com os envolvidos no processo (incluindo o juiz, o promotor e os advogados). As crianças a serem ouvidas são acompanhadas apenas por uma psicóloga ou assistente social capacitada, que recebe as perguntas do magistrado através de um ponto eletrônico e, mesmo assim, filtra quais deverão ser feitas ou não, determinando ainda como elas deverão ser feitas. O procedimento é realizado em um ambiente especial, preparado para esse tipo de audiência. O existente hoje no Gumercindo Bessa é o único disponível atualmente em todo o Poder Judiciário estadual.   
Os detalhes da audiência não foram revelados, porque o processo está em segredo de Justiça, mas, de acordo com familiares de Clodoaldo, os meninos foram chamados para descrever detalhes sobre como ocorreu o assassinato e informar se reconhecem ou não os dois homens que, segundo as investigações, estiveram na casa do sindicalista e atiraram contra ele, ao se passarem por desempregados que queriam entregar um currículo. Ao todo, foram presos sete suspeitos de envolvimento, incluindo os dois supostos executores. Os parentes de 'Barriga' acompanharam a audiência do lado de fora e manifestaram silenciosamente, pedindo justiça. 
As próximas audiências estão marcadas para os próximos dias 30 e 31, no Fórum da Barra dos Coqueiros. Todas elas são acompanhadas pelos sete réus presos que ainda aguardam julgamento detidos. Três dos acusados eram dirigentes do Sindicato de Manutenção e Montagem de Sergipe (Sindimont) e foram apontados pela Polícia Civil como mandantes do crime. A motivação estaria em uma suposta disputa da entidade com o 'Movimento SOS Emprego', liderado por e criado para reivindicar vagas de emprego e uso de mão-de-obra em empresas que estão sendo abertas na região, principalmente nas obras de construção da Usina Termoelétrica Porto de Sergipe (UTE), na Barra. A defesa dos envolvidos nega a acusação da polícia.