População tem papel fundamental no combate ao Aedes aegypti

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LIRAa DE ARACAJU APRESENTA OS MENORES ÍNDICES DO ANO
LIRAa DE ARACAJU APRESENTA OS MENORES ÍNDICES DO ANO

Agente de saúde orienta moradora na conservação da lavanderia
Agente de saúde orienta moradora na conservação da lavanderia

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Publicada em 24/10/2018 às 12:07:00

 

O último Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) realizado em Aracaju apontou, mais uma vez, uma redução dos números relacionados à infestação do mosquito transmissor da dengue, da chikungunya e da zika. Mas, entre os pontos do levantamento, o que mais chamou a atenção foi a diminuição significante dos índices de alguns bairros que, no quarto LIRAa, realizado em julho, foram classificados como locais de alto risco e, no quinto, concluído em setembro, passaram a ser localidades de baixo risco. Isso ocorreu, entre outros fatores, dada a participação da comunidade em torno da prevenção.  
O bairro Cidade Nova, localizado na zona Norte da capital, foi o que teve a mudança mais tangível. No quarto LIRAa, ele apresentou um índice de 4,4, considerado alto risco, já no quinto, surpreendentemente, foi registrado o índice de 0,3, de baixo risco. Esse acentuado registro se deu, além de um trabalho mais eficaz por parte dos agentes de saúde, devido a uma conscientização dos moradores, muitos que sentiram de perto os efeitos da falta de cuidado. 
Na casa do senhor Arnaldo Francisco Góes até as lavanderias foram trocadas. "A gente sabia que aquelas lavanderias mais antigas, que não tinham o ralo, era mais fácil de acumular água, então trocamos. Sabemos que não depende só da gente para cuidar do bairro todo, mas, fazemos a nossa parte. Eu mesmo cuido até do quintal dos meus vizinhos, justamente para diminuir o perigo de ter um foco do mosquito. Pode não ser muita coisa, mas, já fico mais tranquilo por fazer algo", considerou. 
Resultados positivos - Nos últimos 11 anos, a preocupação com relação ao mosquito Aedes aegypti se alastrou por todo o país, assim como os casos de doenças relacionados a ele. No entanto, Aracaju tem se mantido numa crescente nos últimos anos no que tange os números positivos, graças a um trabalho ostensivo e que, sobretudo, tem contado com uma população atuante. De 2016 a 2018, por exemplo, a capital sergipana registrou uma queda de 96,6% dos casos notificados e confirmados das doenças provenientes do mosquito (dengue, chikungunya e zika) e, focando somente neste ano, dos cinco Levantamentos Rápidos de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) realizados até o momento (são seis por ano), três deles colocaram Aracaju com baixa incidência. 
De acordo com a Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS) da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), o primeiro LIRAa, de janeiro, mostrou um índice de 0,8; o segundo, em março, chegou aos 0,9; o terceiro, divulgado em maio, 1,2; o quarto, concluído em julho, 1,6; e o quinto, finalizado em setembro, 0,9, sendo que os dois mais altos, classificados como média incidência, ocorreram em período chuvosos, o que é mais propício ao aparecimento de larvas, devido ao acúmulo de água da chuva.

O último Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) realizado em Aracaju apontou, mais uma vez, uma redução dos números relacionados à infestação do mosquito transmissor da dengue, da chikungunya e da zika. Mas, entre os pontos do levantamento, o que mais chamou a atenção foi a diminuição significante dos índices de alguns bairros que, no quarto LIRAa, realizado em julho, foram classificados como locais de alto risco e, no quinto, concluído em setembro, passaram a ser localidades de baixo risco. Isso ocorreu, entre outros fatores, dada a participação da comunidade em torno da prevenção.  
O bairro Cidade Nova, localizado na zona Norte da capital, foi o que teve a mudança mais tangível. No quarto LIRAa, ele apresentou um índice de 4,4, considerado alto risco, já no quinto, surpreendentemente, foi registrado o índice de 0,3, de baixo risco. Esse acentuado registro se deu, além de um trabalho mais eficaz por parte dos agentes de saúde, devido a uma conscientização dos moradores, muitos que sentiram de perto os efeitos da falta de cuidado. 
Na casa do senhor Arnaldo Francisco Góes até as lavanderias foram trocadas. "A gente sabia que aquelas lavanderias mais antigas, que não tinham o ralo, era mais fácil de acumular água, então trocamos. Sabemos que não depende só da gente para cuidar do bairro todo, mas, fazemos a nossa parte. Eu mesmo cuido até do quintal dos meus vizinhos, justamente para diminuir o perigo de ter um foco do mosquito. Pode não ser muita coisa, mas, já fico mais tranquilo por fazer algo", considerou. 

Resultados positivos - Nos últimos 11 anos, a preocupação com relação ao mosquito Aedes aegypti se alastrou por todo o país, assim como os casos de doenças relacionados a ele. No entanto, Aracaju tem se mantido numa crescente nos últimos anos no que tange os números positivos, graças a um trabalho ostensivo e que, sobretudo, tem contado com uma população atuante. De 2016 a 2018, por exemplo, a capital sergipana registrou uma queda de 96,6% dos casos notificados e confirmados das doenças provenientes do mosquito (dengue, chikungunya e zika) e, focando somente neste ano, dos cinco Levantamentos Rápidos de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) realizados até o momento (são seis por ano), três deles colocaram Aracaju com baixa incidência. 
De acordo com a Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS) da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), o primeiro LIRAa, de janeiro, mostrou um índice de 0,8; o segundo, em março, chegou aos 0,9; o terceiro, divulgado em maio, 1,2; o quarto, concluído em julho, 1,6; e o quinto, finalizado em setembro, 0,9, sendo que os dois mais altos, classificados como média incidência, ocorreram em período chuvosos, o que é mais propício ao aparecimento de larvas, devido ao acúmulo de água da chuva.