Crimes de ódio

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Publicada em 24/10/2018 às 12:22:00

 

Justiça não tarda. Ou então falha. 
Assassinada com um golpe de faca, 
no centro de Aracaju, a travesti Laysa Fortuna não foi poupada da violência institucional do Governo de Sergipe nem mesmo quando bateu às portas da morte. Preso em flagrante, o acusado pelo atentado foi liberado em seguida. Apesar da gravidade evidente do caso, o delegado plantonista julgou se tratar de um caso de lesão corporal leve.
Até agora, ninguém chamou o feito à ordem. Nem o delegado se desculpou pelo descaso, nem a Secretaria de Segurança Pública cobrou explicação. A única providência prática, incapaz de oferecer consolo às pessoas próximas de Laysa, chegou muito tarde. Desde a última segunda-feira, a Delegacia de Atendimento a Grupos Vulneráveis funciona em regime de plantão, sete dias por semana, durante 24 horas.
Infelizmente, o caso de Laysa não é incidente isolado no País do Carnaval. Somente até outubro do ano passado, a violência contra homossexuais e transexuais foi responsável por 303 mortes em todo o Brasil . Cinco destes casos ocorreram em Sergipe. Na ausência de estatísticas oficiais, fruto do descaso institucional, o levantamento é feito diariamente pelo site ativista Homofobia Mata.
Segundo o Grupo Gay da Bahia, nunca se matou tantos homossexuais no Brasil. Em tal contexto, a criminalização da homofobia é uma pauta que ganha ainda mais relevância. Não se trata mais somente de garantir os direitos individuais de grupos específicos, mas de preservar a vida por força de Lei contra a investida do ódio.

Justiça não tarda. Ou então falha.  Assassinada com um golpe de faca,  no centro de Aracaju, a travesti Laysa Fortuna não foi poupada da violência institucional do Governo de Sergipe nem mesmo quando bateu às portas da morte. Preso em flagrante, o acusado pelo atentado foi liberado em seguida. Apesar da gravidade evidente do caso, o delegado plantonista julgou se tratar de um caso de lesão corporal leve.
Até agora, ninguém chamou o feito à ordem. Nem o delegado se desculpou pelo descaso, nem a Secretaria de Segurança Pública cobrou explicação. A única providência prática, incapaz de oferecer consolo às pessoas próximas de Laysa, chegou muito tarde. Desde a última segunda-feira, a Delegacia de Atendimento a Grupos Vulneráveis funciona em regime de plantão, sete dias por semana, durante 24 horas.
Infelizmente, o caso de Laysa não é incidente isolado no País do Carnaval. Somente até outubro do ano passado, a violência contra homossexuais e transexuais foi responsável por 303 mortes em todo o Brasil . Cinco destes casos ocorreram em Sergipe. Na ausência de estatísticas oficiais, fruto do descaso institucional, o levantamento é feito diariamente pelo site ativista Homofobia Mata.
Segundo o Grupo Gay da Bahia, nunca se matou tantos homossexuais no Brasil. Em tal contexto, a criminalização da homofobia é uma pauta que ganha ainda mais relevância. Não se trata mais somente de garantir os direitos individuais de grupos específicos, mas de preservar a vida por força de Lei contra a investida do ódio.