É terror e é culpa da Justiça

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Publicada em 25/10/2018 às 06:13:00

 

* Rômulo Rodrigues
O PT pautou sua governabilidade definida em dois eixos: 1) Inclusão pela renda e, 2) Inclusão pelo direito. Na inclusão pela renda, a prioridade foi fazer o dinheiro circular pelos investimentos em programas sociais para as populações até então excluídas e, fazer a economia crescer, trazendo o País da 13ª economia para a 6ª economia mundial.
Foi esse salto olímpico que fez com que a burguesia brasileira, pré-capitalista, não aceitar a explosão do consumo interno, tão somente, por abominar ver a grande massa de excluídos fazer três refeições por dia, outra grande massa atravessar as barreiras do conhecimento e mais outra, adquirir bens de consumo, em que ela aufere os lucros, mas não quer que os pobres tenham acesso. Foi isso que a fez tremer de medo.
Então, no desespero, vendo seus representantes políticos rejeitados, apostou no quanto pior, melhor, Bolsonaro; que nega a Ética, a própria Moral burguesa e quer o Brasil regredindo 50 anos.
Notícias do Terror que está em marcha não faltam; os que já vieram à superfície são mortes; ataques de homofobia; ameaças de fuzilamentos; deportações e desmoralização total de Instituições como o STE, STJ e STF, como as feitas pelo filho de Bolsonaro e o coronel do Exército Carlos Alves que, aliás, jogou a disciplina militar ao rés do chão.
O grau de deboche chegou aos píncaros quando o filho deu o disparo; para fechar o STF bastam um Soldado e um Cabo, o que mede também, o intenso desprezo que nutre pelas duas patentes inferiores da própria força que o impulsionou à base de ameaças veladas e está por trás do Plano Estratégico de levar o Brasil para o Fascismo e eliminar os Democratas que reagem e reagirão à venda do País; avacalhamento de sua Soberania, aniquilamento dos direitos individuais e coletivos e a redução do conceito de Nação quando pregam: "Meu Partido é o Brasil", ignorando solenemente que um Partido Político é, tão somente, parte organizada da sociedade.
Este talvez seja o maior objetivo do Terror posto em evidência; negar o princípio de nacionalidade; transformando-a em um mero grupo social que faz disputa política na Democracia.
Porém, isto nem é burrice e nem ignorância; é um projeto de dominação para minar as forças resistentes e poder vender o País para uma potência e dividir o botim entre poucos.
Engrossando o coro de aberrações, nas pegadas do filho de Bolsonaro, o coronel do Exército Carlos Alves declarou que a Presidente do TSE e também Ministra do STF, Rosa Weber, não passa de uma corrupta e vagabunda.
Com o avanço da participação de altos comandante militares no debate político, em desrespeito à Constituição, está revelado outro partido não legalizado que é o Partido Militar, para se juntar ao Partido Midiático, ao da Justiça e o Moderador.
Na última semana, três episódios mostraram a face mais cruel, da revelação do Partido Policial e das Milícias, com o julgamento de um Tenente Coronel da polícia militar de São Paulo que foi condenado a 19 anos de prisão em regime fechado, por fraude com dinheiro da própria polícia, lavado em empresa laranja da namorada.
No Sul do Rio de Janeiro 25 policiais foram presos por associação e proteção ao crime organizado e no final de semana dois grupos contendo policiais civis, entre os quais dois delegados, se enfrentaram a bala, com morte de um policial, quando protegiam uma troca de milhões de Dólares por Reais, parte deles falsos, em Minas Gerais, com um detalhe que não foi explorado na acanhada divulgação da mídia: Em nenhum dos casos havia qualquer dos criminosos com vinculação ao Partido dos Trabalhadores e daí o silêncio.
O mais grave de toda essa conjuntura de Terror é que fica claro o que disse o Senador derrotado Romero Jucá bem antes da conflagração final do golpe, mesmo que, em processo adiantado de conspiração; já conversei com chefes militares e com Ministros do STF e é só tirar a Dilma para botar o Michel e estancar a sangria da Lava Jato. Vai ser tudo como foi combinado; com o Supremo, com tudo.
As práticas repetidas de crimes feitos por Bolsonaro e sua gente, deixam claro que ele não teme mais nada. Desde uma Bíblia roubada em um comício de Haddad, em Fortaleza, que apareceu nas mãos de um Deputado do PSL dizendo que Haddad a tinha jogado no lixo, aos possíveis R$ 2 bilhões gastos com recursos de Caixa 2, para disparos de Whatsapp em 40 mil grupos, no Brasil e no exterior, com Fake News contra Haddad e Manuela, patrocinados por 175 empresários que pagaram R$ 12 milhões cada um, revelado com documentação pela Folha de São Paulo, rastreado e comprovado como crime eleitoral e de Caixa 2, coordenado por um americano, Steve Bannon, cuja especialidade é a fabricação de mentiras para alterar resultados eleitorais e derrubar governos na América latina são parte de uma lista extensa de atividades criminosas cuja a de maior relevância foi a de destruir a reputação do casal Clinton para dar a vitória a Donald Trump.
Diante de tudo isso, se você entender que seu voto vai lhe tirar o 13º salário, o terço de férias, a escola de seu filho e a sua aposentadoria, ainda dá tempo de mudar o seu voto e votar 13; você estará votando pelo Brasil.
* Rômulo Rodrigues é militante político

* Rômulo Rodrigues

O PT pautou sua governabilidade definida em dois eixos: 1) Inclusão pela renda e, 2) Inclusão pelo direito. Na inclusão pela renda, a prioridade foi fazer o dinheiro circular pelos investimentos em programas sociais para as populações até então excluídas e, fazer a economia crescer, trazendo o País da 13ª economia para a 6ª economia mundial.
Foi esse salto olímpico que fez com que a burguesia brasileira, pré-capitalista, não aceitar a explosão do consumo interno, tão somente, por abominar ver a grande massa de excluídos fazer três refeições por dia, outra grande massa atravessar as barreiras do conhecimento e mais outra, adquirir bens de consumo, em que ela aufere os lucros, mas não quer que os pobres tenham acesso. Foi isso que a fez tremer de medo.
Então, no desespero, vendo seus representantes políticos rejeitados, apostou no quanto pior, melhor, Bolsonaro; que nega a Ética, a própria Moral burguesa e quer o Brasil regredindo 50 anos.
Notícias do Terror que está em marcha não faltam; os que já vieram à superfície são mortes; ataques de homofobia; ameaças de fuzilamentos; deportações e desmoralização total de Instituições como o STE, STJ e STF, como as feitas pelo filho de Bolsonaro e o coronel do Exército Carlos Alves que, aliás, jogou a disciplina militar ao rés do chão.
O grau de deboche chegou aos píncaros quando o filho deu o disparo; para fechar o STF bastam um Soldado e um Cabo, o que mede também, o intenso desprezo que nutre pelas duas patentes inferiores da própria força que o impulsionou à base de ameaças veladas e está por trás do Plano Estratégico de levar o Brasil para o Fascismo e eliminar os Democratas que reagem e reagirão à venda do País; avacalhamento de sua Soberania, aniquilamento dos direitos individuais e coletivos e a redução do conceito de Nação quando pregam: "Meu Partido é o Brasil", ignorando solenemente que um Partido Político é, tão somente, parte organizada da sociedade.
Este talvez seja o maior objetivo do Terror posto em evidência; negar o princípio de nacionalidade; transformando-a em um mero grupo social que faz disputa política na Democracia.
Porém, isto nem é burrice e nem ignorância; é um projeto de dominação para minar as forças resistentes e poder vender o País para uma potência e dividir o botim entre poucos.
Engrossando o coro de aberrações, nas pegadas do filho de Bolsonaro, o coronel do Exército Carlos Alves declarou que a Presidente do TSE e também Ministra do STF, Rosa Weber, não passa de uma corrupta e vagabunda.
Com o avanço da participação de altos comandante militares no debate político, em desrespeito à Constituição, está revelado outro partido não legalizado que é o Partido Militar, para se juntar ao Partido Midiático, ao da Justiça e o Moderador.
Na última semana, três episódios mostraram a face mais cruel, da revelação do Partido Policial e das Milícias, com o julgamento de um Tenente Coronel da polícia militar de São Paulo que foi condenado a 19 anos de prisão em regime fechado, por fraude com dinheiro da própria polícia, lavado em empresa laranja da namorada.
No Sul do Rio de Janeiro 25 policiais foram presos por associação e proteção ao crime organizado e no final de semana dois grupos contendo policiais civis, entre os quais dois delegados, se enfrentaram a bala, com morte de um policial, quando protegiam uma troca de milhões de Dólares por Reais, parte deles falsos, em Minas Gerais, com um detalhe que não foi explorado na acanhada divulgação da mídia: Em nenhum dos casos havia qualquer dos criminosos com vinculação ao Partido dos Trabalhadores e daí o silêncio.
O mais grave de toda essa conjuntura de Terror é que fica claro o que disse o Senador derrotado Romero Jucá bem antes da conflagração final do golpe, mesmo que, em processo adiantado de conspiração; já conversei com chefes militares e com Ministros do STF e é só tirar a Dilma para botar o Michel e estancar a sangria da Lava Jato. Vai ser tudo como foi combinado; com o Supremo, com tudo.
As práticas repetidas de crimes feitos por Bolsonaro e sua gente, deixam claro que ele não teme mais nada. Desde uma Bíblia roubada em um comício de Haddad, em Fortaleza, que apareceu nas mãos de um Deputado do PSL dizendo que Haddad a tinha jogado no lixo, aos possíveis R$ 2 bilhões gastos com recursos de Caixa 2, para disparos de Whatsapp em 40 mil grupos, no Brasil e no exterior, com Fake News contra Haddad e Manuela, patrocinados por 175 empresários que pagaram R$ 12 milhões cada um, revelado com documentação pela Folha de São Paulo, rastreado e comprovado como crime eleitoral e de Caixa 2, coordenado por um americano, Steve Bannon, cuja especialidade é a fabricação de mentiras para alterar resultados eleitorais e derrubar governos na América latina são parte de uma lista extensa de atividades criminosas cuja a de maior relevância foi a de destruir a reputação do casal Clinton para dar a vitória a Donald Trump.
Diante de tudo isso, se você entender que seu voto vai lhe tirar o 13º salário, o terço de férias, a escola de seu filho e a sua aposentadoria, ainda dá tempo de mudar o seu voto e votar 13; você estará votando pelo Brasil.

* Rômulo Rodrigues é militante político