Erradicar a miséria: uma questão econômica ou de consciência?

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Publicada em 25/10/2018 às 06:15:00

 

* Paiva Netto
 
Dezessete de outubro, dia Internacional da Erradicação da Pobreza. Reitero o fato que venho alertando há muito tempo: a Solidariedade expandiu-se do luminoso campo da ética e apresenta-se como uma estratégia, de modo que o ser humano possa alcançar a própria sobrevivência. À globalização da miséria contrapomos a globalização da Fraternidade Ecumênica, que espiritualiza a Economia e solidariamente a disciplina, como forte instrumento de reação ao pseudofatalismo da pobreza.
Daí o indispensável valor da Caridade. E observem que não é de hoje que a tese de que "a Caridade não resolve nada" tem a defesa de alguns que atribuem a ela - acreditem - a manutenção do status quo, em que a pobreza e a miséria são apenas maquiadas por uma ineficiente ação assistencialista.
Esse tipo de postura carece, contudo, de um entendimento do real papel da Caridade na melhoria das condições de vida das populações. Vale notar, entretanto, que a defesa da inoperância dela, mesmo equivocada, chama a atenção para o combate à inércia e à covardia de muitos que, podendo auxiliar no incentivo e no crescimento social dos povos, preferem esquivar-se com parcas e míseras esmolas. Se bem que, para aquele que está com fome, toda ajuda é bem-vinda.
Disse o Profeta Muhammad (570-632) - "Que a Paz e as bênçãos de Deus estejam sobre ele!": "Jamais alcançareis a virtude, até que façais caridade com aquilo que mais apreciardes. E sabei que, de toda caridade que fazeis, Allah bem o sabe".
 A Caridade, aliada à Justiça, dentro da Verdade, é o combustível das transformações profundas. Sua ação é sutil, mas eficaz. A Caridade é Deus.
**
Sempre haverá Esperança
Dos originais de meu livro O Capital de Deus (Editora Elevação), ressalto: 
Se alguma coisa de ruim vier a nos acontecer coletivamente, será pelo abuso do que fizermos do nosso arbítrio livre, não porque o milênio esteja às portas (estávamos para entrar no milênio terceiro).
No livro Ação e Reação, de André Luiz, na psicografia do Legionário da Boa Vontade Francisco Cândido Xavier (1910-2002), em dado momento o Espírito Druso, diretor da Mansão Paz (uma notável escola de reajuste, no Mundo Espiritual), dirigindo-se a André Luiz e Hilário, que estão num aprendizado novo naquela Casa de transição, esclarece: "(...) Nossos atos tecem asas de libertação ou algemas de cativeiro, para a nossa vitória ou nossa perda. A ninguém devemos o nosso destino senão a nós próprios".
Não inventemos, pois, obstáculos para as facilidades que Deus coloca em nosso caminho. O progresso bem conduzido, iluminado pela Espiritualidade Superior, é satisfação para os povos. O Criador revela-se nas coisas mais simples. Como afirmava o filósofo grego Teócrito (320-250 a.C.): "Enquanto há vida, há Esperança".
Ora, a nossa existência verdadeira é eterna, portanto… sempre haverá Esperança.
Temos de sair da tangência dos problemas, para adentrar no cerne das soluções. Daí a importância do Evangelho-Apocalipse, ele é a base de toda a civilização moderna.
Cabe aqui esta exortação do Papa Pio XI (Achille Ratti, 1857-1939), na Encíclica Caritate Christi: "A crença em Deus é o fundamento indestrutível de toda a ordem social e de toda a responsabilidade sobre a Terra" (...).
É evidente que o ex-Cardeal de Milão, Itália, se refere ao Deus reconhecido como Amor, na definição de João Evangelista, em sua Primeira Epístola, 4:8 e 20: "Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é Amor. Se alguém disser: 'Amo a Deus', e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê".
* José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br - www.boavontade.com

* Paiva Netto

Dezessete de outubro, dia Internacional da Erradicação da Pobreza. Reitero o fato que venho alertando há muito tempo: a Solidariedade expandiu-se do luminoso campo da ética e apresenta-se como uma estratégia, de modo que o ser humano possa alcançar a própria sobrevivência. À globalização da miséria contrapomos a globalização da Fraternidade Ecumênica, que espiritualiza a Economia e solidariamente a disciplina, como forte instrumento de reação ao pseudofatalismo da pobreza.
Daí o indispensável valor da Caridade. E observem que não é de hoje que a tese de que "a Caridade não resolve nada" tem a defesa de alguns que atribuem a ela - acreditem - a manutenção do status quo, em que a pobreza e a miséria são apenas maquiadas por uma ineficiente ação assistencialista.
Esse tipo de postura carece, contudo, de um entendimento do real papel da Caridade na melhoria das condições de vida das populações. Vale notar, entretanto, que a defesa da inoperância dela, mesmo equivocada, chama a atenção para o combate à inércia e à covardia de muitos que, podendo auxiliar no incentivo e no crescimento social dos povos, preferem esquivar-se com parcas e míseras esmolas. Se bem que, para aquele que está com fome, toda ajuda é bem-vinda.
Disse o Profeta Muhammad (570-632) - "Que a Paz e as bênçãos de Deus estejam sobre ele!": "Jamais alcançareis a virtude, até que façais caridade com aquilo que mais apreciardes. E sabei que, de toda caridade que fazeis, Allah bem o sabe".
 A Caridade, aliada à Justiça, dentro da Verdade, é o combustível das transformações profundas. Sua ação é sutil, mas eficaz. A Caridade é Deus.

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Sempre haverá Esperança

Dos originais de meu livro O Capital de Deus (Editora Elevação), ressalto: 
Se alguma coisa de ruim vier a nos acontecer coletivamente, será pelo abuso do que fizermos do nosso arbítrio livre, não porque o milênio esteja às portas (estávamos para entrar no milênio terceiro).
No livro Ação e Reação, de André Luiz, na psicografia do Legionário da Boa Vontade Francisco Cândido Xavier (1910-2002), em dado momento o Espírito Druso, diretor da Mansão Paz (uma notável escola de reajuste, no Mundo Espiritual), dirigindo-se a André Luiz e Hilário, que estão num aprendizado novo naquela Casa de transição, esclarece: "(...) Nossos atos tecem asas de libertação ou algemas de cativeiro, para a nossa vitória ou nossa perda. A ninguém devemos o nosso destino senão a nós próprios".
Não inventemos, pois, obstáculos para as facilidades que Deus coloca em nosso caminho. O progresso bem conduzido, iluminado pela Espiritualidade Superior, é satisfação para os povos. O Criador revela-se nas coisas mais simples. Como afirmava o filósofo grego Teócrito (320-250 a.C.): "Enquanto há vida, há Esperança".
Ora, a nossa existência verdadeira é eterna, portanto… sempre haverá Esperança.
Temos de sair da tangência dos problemas, para adentrar no cerne das soluções. Daí a importância do Evangelho-Apocalipse, ele é a base de toda a civilização moderna.
Cabe aqui esta exortação do Papa Pio XI (Achille Ratti, 1857-1939), na Encíclica Caritate Christi: "A crença em Deus é o fundamento indestrutível de toda a ordem social e de toda a responsabilidade sobre a Terra" (...).
É evidente que o ex-Cardeal de Milão, Itália, se refere ao Deus reconhecido como Amor, na definição de João Evangelista, em sua Primeira Epístola, 4:8 e 20: "Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é Amor. Se alguém disser: 'Amo a Deus', e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê".

* José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.paivanetto@lbv.org.br - www.boavontade.com