Pelo modo como agimos

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Publicada em 25/10/2018 às 06:16:00

 

* Dom Edvaldo Gonçalves Amaral, SDB
(publicação de Raymundinho Mello)
Olá, amigos! Tenho o privilegio de substi-
tuir - mais uma vez e interinamente - o 
nosso querido Dom Edvaldo no seu artigo semanal das quintas-feiras. Pensei em lhes falar sobre o tema 'Missões', já que no domingo passado (21/10) a Igreja Católica celebrou o 'Dia Mundial das Missões e da Obra Pontifícia da Infância Missionária'.
Missões e Infância... duas palavras que muito nos lembram a vida e o apostolado de 'Dom Bosco, o Santo fundador dos Salesianos'. Sua vida, por inteiro - desde criança, inclusive -, foi um estar em estado permanente de missão. Evangelizar. Levar Deus ao coração das pessoas. Conquistar as pessoas para Deus. Era tudo o que ele pedia ao Senhor: "Dai-me almas e ficai com o resto". Este era o seu lema. Queria todos para Deus, mas, em especial, às crianças e aos jovens mais dedicou o seu trabalho missionário. Repetia insistentemente: "O que me importa é a juventude santa".
O 'Monsenhor Jonas Abib', que fundou a "Comunidade Canção Nova", um dos ramos da 'Família Salesiana', assimilou, como Salesiano que fora - que é -, o pensamento de Dom Bosco, e nos instrui: "Dom Bosco nos ensinou esta graça de se consumir pela salvação das almas. Ele gastou todas as suas forças para salvar a juventude a todo custo. Se fez tudo para todos". E continua: "Homem ousado, que soube unir como ninguém o trabalho com a oração - trabalho santificado. Quando no seu processo de canonização questionavam-se quando Dom Bosco rezava, pois só o viam preocupado com o trabalho, a resposta para estes foi: Quando era que Dom Bosco não rezava? Sua vida era uma perene oração. Tudo o que fazia era em oração, sempre de joelhos no chão, confiando à Divina Providência o auxílio para conseguir dar conta de tamanha obra e dos muitos trabalhos para salvar a juventude".
A Igreja dedica este mês de outubro à reflexão sobre a nossa condição de missionários. Quando ouvimos esta palavra - missionários -, é comum virem à nossa mente bispos, padres e consagrados das mais diferentes ordens que se dedicam a fazer missão pelo mundo. Mas, precisamos nos conscientizar de que é missão de todos nós, como batizados, evangelizar. "Não é cristão de verdade quem não fala de Cristo e da Igreja. O Batismo nos faz 'membros do Corpo de Cristo', a Igreja, e, assim, participantes de Sua missão de salvar o mundo, levando-o para Deus, por meio da vivência dos ensinamentos de Jesus", assim nos instrui o Prof. Felipe Aquino, em seu programa na TV Canção Nova.
E nós? Como estamos vivendo a nossa missão de batizados de levar Jesus às pessoas? Estamos evangelizando com a nossa vida os ambientes que frequentamos? Evangelizar não é necessariamente estar o tempo todo falando em religião. Evangelizamos com o nosso jeito diferente de ser, com a nossa conduta alinhada com os princípios e os valores cristãos.
Evangelizamos quando dizemos "NÃO" a tudo o que contraria o que aprendemos no Evangelho, nos ensinamentos de Jesus, e ao que nos ensina a Sua Igreja, através dos documentos que os Papas nos escrevem, para nos instruírem - fiéis à Palavra de Deus - sobre as questões pertinentes ao mundo contemporâneo. É preciso conhecermos o que nos diz a Igreja através do seu Magistério. Assim, estaremos preparados para "combater o bom combate, guardar a fé", como nos ensina São Paulo na 2.ª Carta a Timóteo, capítulo 4, versículo 7.
Nesta Carta, São Paulo transmite o que lhe foi confiado ao jovem sucessor, mas seus conselhos são lições atualíssimas para nós, cristãos do século XXI. Reflitamos sobre os versículos 1-4 do mesmo capítulo: "Diante de Deus e do Cristo Jesus que vai julgar os vivos e os mortos, eu te peço com insistência, pela manifestação de Cristo e por seu reinado: proclama a Palavra, insiste oportuna ou inoportunamente, convence, repreende, exorta, com toda a paciência e com a preocupação de ensinar. Pois vai chegar um tempo em que muitos não suportarão a sã doutrina, mas conforme seu gosto se cercarão de uma série de mestres que só atiçam o ouvido. E assim, deixando de ouvir a verdade, eles se desviarão para as fábulas. Tu, porém, vigia em tudo, suporta as provações, faze o trabalho de um evangelizador, desempenha bem o teu ministério".
Dom Bosco ainda completou, ao dizer aos jovens do Oratório de Valdocco: "Levamos Jesus às pessoas não apenas com o que dizemos, mas, também, pelo modo como agimos".
Concluindo, relembro um antigo hino muito cantado nas missões, que os mais idosos certamente lembrarão e poderão cantá-lo para os mais novos: "Vinde, pais! Vinde, mães! Vinde, filhos! Vinde, todos à missão! São dias de misericórdia, são dias de consolação! (...) É favor de vossa graça, de nossa alma a salvação. Ó Jesus misericordioso, concedei-nos o perdão! (...) Vinde, agora, pois é tempo de cuidar da salvação!".
* Dom Edvaldo Gonçalves Amaral, SDB é Arcebispo Emérito de Maceió (foi Bispo Auxiliar de Aracaju - 1975 a 1980) 
dedvaldo@salesianorecife.org.br;
Raymundinho Mello é Fiel Cristão Leigo Consagrado
raymundinhomello@gmail.com

* Dom Edvaldo Gonçalves Amaral, SDB

(publicação de Raymundinho Mello)

Olá, amigos! Tenho o privilegio de substi- tuir - mais uma vez e interinamente - o  nosso querido Dom Edvaldo no seu artigo semanal das quintas-feiras. Pensei em lhes falar sobre o tema 'Missões', já que no domingo passado (21/10) a Igreja Católica celebrou o 'Dia Mundial das Missões e da Obra Pontifícia da Infância Missionária'.
Missões e Infância... duas palavras que muito nos lembram a vida e o apostolado de 'Dom Bosco, o Santo fundador dos Salesianos'. Sua vida, por inteiro - desde criança, inclusive -, foi um estar em estado permanente de missão. Evangelizar. Levar Deus ao coração das pessoas. Conquistar as pessoas para Deus. Era tudo o que ele pedia ao Senhor: "Dai-me almas e ficai com o resto". Este era o seu lema. Queria todos para Deus, mas, em especial, às crianças e aos jovens mais dedicou o seu trabalho missionário. Repetia insistentemente: "O que me importa é a juventude santa".
O 'Monsenhor Jonas Abib', que fundou a "Comunidade Canção Nova", um dos ramos da 'Família Salesiana', assimilou, como Salesiano que fora - que é -, o pensamento de Dom Bosco, e nos instrui: "Dom Bosco nos ensinou esta graça de se consumir pela salvação das almas. Ele gastou todas as suas forças para salvar a juventude a todo custo. Se fez tudo para todos". E continua: "Homem ousado, que soube unir como ninguém o trabalho com a oração - trabalho santificado. Quando no seu processo de canonização questionavam-se quando Dom Bosco rezava, pois só o viam preocupado com o trabalho, a resposta para estes foi: Quando era que Dom Bosco não rezava? Sua vida era uma perene oração. Tudo o que fazia era em oração, sempre de joelhos no chão, confiando à Divina Providência o auxílio para conseguir dar conta de tamanha obra e dos muitos trabalhos para salvar a juventude".
A Igreja dedica este mês de outubro à reflexão sobre a nossa condição de missionários. Quando ouvimos esta palavra - missionários -, é comum virem à nossa mente bispos, padres e consagrados das mais diferentes ordens que se dedicam a fazer missão pelo mundo. Mas, precisamos nos conscientizar de que é missão de todos nós, como batizados, evangelizar. "Não é cristão de verdade quem não fala de Cristo e da Igreja. O Batismo nos faz 'membros do Corpo de Cristo', a Igreja, e, assim, participantes de Sua missão de salvar o mundo, levando-o para Deus, por meio da vivência dos ensinamentos de Jesus", assim nos instrui o Prof. Felipe Aquino, em seu programa na TV Canção Nova.
E nós? Como estamos vivendo a nossa missão de batizados de levar Jesus às pessoas? Estamos evangelizando com a nossa vida os ambientes que frequentamos? Evangelizar não é necessariamente estar o tempo todo falando em religião. Evangelizamos com o nosso jeito diferente de ser, com a nossa conduta alinhada com os princípios e os valores cristãos.
Evangelizamos quando dizemos "NÃO" a tudo o que contraria o que aprendemos no Evangelho, nos ensinamentos de Jesus, e ao que nos ensina a Sua Igreja, através dos documentos que os Papas nos escrevem, para nos instruírem - fiéis à Palavra de Deus - sobre as questões pertinentes ao mundo contemporâneo. É preciso conhecermos o que nos diz a Igreja através do seu Magistério. Assim, estaremos preparados para "combater o bom combate, guardar a fé", como nos ensina São Paulo na 2.ª Carta a Timóteo, capítulo 4, versículo 7.
Nesta Carta, São Paulo transmite o que lhe foi confiado ao jovem sucessor, mas seus conselhos são lições atualíssimas para nós, cristãos do século XXI. Reflitamos sobre os versículos 1-4 do mesmo capítulo: "Diante de Deus e do Cristo Jesus que vai julgar os vivos e os mortos, eu te peço com insistência, pela manifestação de Cristo e por seu reinado: proclama a Palavra, insiste oportuna ou inoportunamente, convence, repreende, exorta, com toda a paciência e com a preocupação de ensinar. Pois vai chegar um tempo em que muitos não suportarão a sã doutrina, mas conforme seu gosto se cercarão de uma série de mestres que só atiçam o ouvido. E assim, deixando de ouvir a verdade, eles se desviarão para as fábulas. Tu, porém, vigia em tudo, suporta as provações, faze o trabalho de um evangelizador, desempenha bem o teu ministério".
Dom Bosco ainda completou, ao dizer aos jovens do Oratório de Valdocco: "Levamos Jesus às pessoas não apenas com o que dizemos, mas, também, pelo modo como agimos".
Concluindo, relembro um antigo hino muito cantado nas missões, que os mais idosos certamente lembrarão e poderão cantá-lo para os mais novos: "Vinde, pais! Vinde, mães! Vinde, filhos! Vinde, todos à missão! São dias de misericórdia, são dias de consolação! (...) É favor de vossa graça, de nossa alma a salvação. Ó Jesus misericordioso, concedei-nos o perdão! (...) Vinde, agora, pois é tempo de cuidar da salvação!".

* Dom Edvaldo Gonçalves Amaral, SDB é Arcebispo Emérito de Maceió (foi Bispo Auxiliar de Aracaju - 1975 a 1980) dedvaldo@salesianorecife.org.br;Raymundinho Mello é Fiel Cristão Leigo Consagradoraymundinhomello@gmail.com