Servidores da UFS protestam em defesa do serviço público

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SERVIDORES DA UFS FIZERAM UM DIA DE PARALISAÇÃO
SERVIDORES DA UFS FIZERAM UM DIA DE PARALISAÇÃO

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Publicada em 25/10/2018 às 06:25:00

 

Na manhã de ontem servidores técnicos da Universidade Federal de Sergipe (UFS) voltaram a se mobilizar na entrada principal do campi São Cristóvão, diante da proposta de chamar a atenção dos funcionários e acadêmicos sobre a necessidade de fortalecer os atos em defesa dos serviços públicos, da liberdade democrática, e da pressão atribuída junto ao Congresso Nacional quanto a necessidade imediata da revogação da Reforma Trabalhista e da Emenda Constitucional 95, que congelou por 20 anos os gastos públicos em saúde e educação. Todas essas mudanças promovidas nos últimos dois anos pelo governo do presidente Micael Temer.
Participando do ato, Bryane Araújo, coordenadora-geral do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação da UFS (SINTUFS), destacou que paralização foi orientada pelo Fórum Nacional dos Servidores Públicos Federais (FONASEFE). Manifestações semelhantes foram registradas em todas as unidades federativas do país. Apesar de buscar a imparcialidade das ações, nas vésperas do segundo turno dessas eleições, Bryane Araújo optou por não intensificar as críticas ao candidato Jair Bolsonaro (PSL), mas ressaltou que, diante dos projetos em disputa, Fernando Haddad é a melhor opção.
Em nota oficial emitida pelo SINTUFS, a categoria destacou que o representante do Partido dos Trabalhadores defende o aumento do investimento em educação para 10% do PIB, revogação da emenda do teto de gastos, aumento da educação em tempo integral, fomento de uma escola de "reflexão" em contraponto ao Escola Sem Partido e revogar a reforma do ensino médio, que foi aprovada pelo atual presidente Michel temer (MDB). Enquanto isso Bolsonaro propõe que a universidade trabalhe para "gerar avanços técnicos para o Brasil" e quer utilizar a educação à distância como "importante instrumento". Ele fala, ainda, em "expurgar a ideologia de Paulo Freire" e que os gastos com educação feitos no país, hoje em torno de 6%, são suficientes.
"Participamos dessa corrente nacional em virtude do medo que todos nós possuímos diante de um projeto ameaçador para o futuro da educação pública superior. Compreendemos que os avanços poderiam ter sido em maior escala ao longo dos últimos anos, mas também não podemos deixar de destacar a perspectiva boa de possuirmos um presidente professor e que já assumiu a pasta do Ministério da Educação. Defendemos a democracia e o aumento dos investimentos e não o retrocesso", declarou. Apesar de buscar o fortalecimento dos diálogos, representante da classe trabalhadora não descartou a possibilidade de greve unificada.
"Se pararmos para observar o candidato que lamentavelmente ainda lidera as pesquisas já sinalizou que existe a possibilidade de um futuro próximo haver cobrança de mensalidade dos alunos. Isso é um absurdo, um retrocesso sem tamanho. Contra esse projeto de governo irresponsável e antidemocrático, nos unimos à mobilização nacional para intensificar nossa força popular e defender, sobretudo, as instituições federais e as comunidades acadêmicas", declarou Bryane Araújo. (Milton Alves Júnior)

Na manhã de ontem servidores técnicos da Universidade Federal de Sergipe (UFS) voltaram a se mobilizar na entrada principal do campi São Cristóvão, diante da proposta de chamar a atenção dos funcionários e acadêmicos sobre a necessidade de fortalecer os atos em defesa dos serviços públicos, da liberdade democrática, e da pressão atribuída junto ao Congresso Nacional quanto a necessidade imediata da revogação da Reforma Trabalhista e da Emenda Constitucional 95, que congelou por 20 anos os gastos públicos em saúde e educação. Todas essas mudanças promovidas nos últimos dois anos pelo governo do presidente Micael Temer.
Participando do ato, Bryane Araújo, coordenadora-geral do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação da UFS (SINTUFS), destacou que paralização foi orientada pelo Fórum Nacional dos Servidores Públicos Federais (FONASEFE). Manifestações semelhantes foram registradas em todas as unidades federativas do país. Apesar de buscar a imparcialidade das ações, nas vésperas do segundo turno dessas eleições, Bryane Araújo optou por não intensificar as críticas ao candidato Jair Bolsonaro (PSL), mas ressaltou que, diante dos projetos em disputa, Fernando Haddad é a melhor opção.
Em nota oficial emitida pelo SINTUFS, a categoria destacou que o representante do Partido dos Trabalhadores defende o aumento do investimento em educação para 10% do PIB, revogação da emenda do teto de gastos, aumento da educação em tempo integral, fomento de uma escola de "reflexão" em contraponto ao Escola Sem Partido e revogar a reforma do ensino médio, que foi aprovada pelo atual presidente Michel temer (MDB). Enquanto isso Bolsonaro propõe que a universidade trabalhe para "gerar avanços técnicos para o Brasil" e quer utilizar a educação à distância como "importante instrumento". Ele fala, ainda, em "expurgar a ideologia de Paulo Freire" e que os gastos com educação feitos no país, hoje em torno de 6%, são suficientes.
"Participamos dessa corrente nacional em virtude do medo que todos nós possuímos diante de um projeto ameaçador para o futuro da educação pública superior. Compreendemos que os avanços poderiam ter sido em maior escala ao longo dos últimos anos, mas também não podemos deixar de destacar a perspectiva boa de possuirmos um presidente professor e que já assumiu a pasta do Ministério da Educação. Defendemos a democracia e o aumento dos investimentos e não o retrocesso", declarou. Apesar de buscar o fortalecimento dos diálogos, representante da classe trabalhadora não descartou a possibilidade de greve unificada.
"Se pararmos para observar o candidato que lamentavelmente ainda lidera as pesquisas já sinalizou que existe a possibilidade de um futuro próximo haver cobrança de mensalidade dos alunos. Isso é um absurdo, um retrocesso sem tamanho. Contra esse projeto de governo irresponsável e antidemocrático, nos unimos à mobilização nacional para intensificar nossa força popular e defender, sobretudo, as instituições federais e as comunidades acadêmicas", declarou Bryane Araújo. (Milton Alves Júnior)