Os náufragos do amor

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Carne e coração de Carnaval
Carne e coração de Carnaval

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Publicada em 26/10/2018 às 06:29:00

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Há poucos dias, dei a 
sorte de topar com 
Cássio Murilo, o homem à frente da Funcaju, no café de uma livraria. Conversamos muito e ainda deixamos uma entrevista formal agendada. Para mim, eis o que importa dividir com o leitor, o encontro serviu de alento. Somos, hoje, os partidários das liberdades individuais, verdadeiros náufragos. Mas estaremos todos bem enquanto evitarmos o abraço dos afogados.
Refiro-me, naturalmente, à conjuntura política, a sensibilidade beligerante revelada pelo embate eleitoral ainda em curso. Pode até soar afetado, paciência. Mas o meu maior receio é que as meninas de pele preta voltem a mutilar a própria majestade e alisem de novo os cabelos crespos.
Não me amarra dinheiro, não. Não entendo nada de economia, nem pretendo. A mim, importa ver as pessoas florescendo em cor, vibração e movimento. Fundamentalista da beleza, sensível a todo tipo de energia, evito o alarme com todas as forças. Mas não dá para fechar os olhos ante as nuvens pesadas de chumbo no horizonte. Quando a chuva desabar, finalmente, sem um pingo de alegria, pesada, sem clemência, melhor estarmos todos juntos.
É imperativo manter as portas do Centro Cultural de Aracaju escancaradas, fazer número na Casa 10, a sede do grupo Caixa Cênica, tomar o Centro de Criatividade na marra. Agora, todos os caminhos precisam dar no Bugio, anunciado um lugar de gente por obra e graça do grupo Boca de Cena. A gente vai precisar fazer muito barulho nas madrugadas da cidade, acordar os vizinhos do Capitão Cook. A nossa vida precisa ser virada em festa, uma questão de sobrevivência, a única chance.
'De repente, há urgência...', nas palavras do poeta Mário Jorge, carne e coração de Carnaval. Se o pior ocorrer, a soma de todos os medos, o amor terá de ser convertido em um gesto político violento.

Há poucos dias, dei a  sorte de topar com  Cássio Murilo, o homem à frente da Funcaju, no café de uma livraria. Conversamos muito e ainda deixamos uma entrevista formal agendada. Para mim, eis o que importa dividir com o leitor, o encontro serviu de alento. Somos, hoje, os partidários das liberdades individuais, verdadeiros náufragos. Mas estaremos todos bem enquanto evitarmos o abraço dos afogados.
Refiro-me, naturalmente, à conjuntura política, a sensibilidade beligerante revelada pelo embate eleitoral ainda em curso. Pode até soar afetado, paciência. Mas o meu maior receio é que as meninas de pele preta voltem a mutilar a própria majestade e alisem de novo os cabelos crespos.
Não me amarra dinheiro, não. Não entendo nada de economia, nem pretendo. A mim, importa ver as pessoas florescendo em cor, vibração e movimento. Fundamentalista da beleza, sensível a todo tipo de energia, evito o alarme com todas as forças. Mas não dá para fechar os olhos ante as nuvens pesadas de chumbo no horizonte. Quando a chuva desabar, finalmente, sem um pingo de alegria, pesada, sem clemência, melhor estarmos todos juntos.
É imperativo manter as portas do Centro Cultural de Aracaju escancaradas, fazer número na Casa 10, a sede do grupo Caixa Cênica, tomar o Centro de Criatividade na marra. Agora, todos os caminhos precisam dar no Bugio, anunciado um lugar de gente por obra e graça do grupo Boca de Cena. A gente vai precisar fazer muito barulho nas madrugadas da cidade, acordar os vizinhos do Capitão Cook. A nossa vida precisa ser virada em festa, uma questão de sobrevivência, a única chance.
'De repente, há urgência...', nas palavras do poeta Mário Jorge, carne e coração de Carnaval. Se o pior ocorrer, a soma de todos os medos, o amor terá de ser convertido em um gesto político violento.