Nada será como antes

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Publicada em 26/10/2018 às 07:12:00

 

Independente do resultado auferido 
nas urnas, próximo domingo, nada 
será como antes. A corrida presidencial em curso no Brasil colocou a comunidade internacional em sobreaviso. De acordo com os observadores da Organização dos Estados Americanos, o quadro observado durante o primeiro turno não possui precedentes.
A disseminação massiva de Fake News era até previsível. Há quem atribua a eleição do presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, por exemplo, ao direcionamento de notícias falsas, fabricadas tendo em vista os dados colhidos em ambiente virtual, um cruzamento conhecido como Big Data. O volume de inverdades influenciando o voto dos brasileiros, entretanto, ultrapassou todos os limites conhecidos.
A bem da verdade, esta eleição foi disputada na base do vale tudo. As calúnias mais infames foram reproduzidas à exaustão, até ganhar status de verdade. Nem mesmo o trabalho saneador realizado pelo bom jornalismo, contrário à simples especulação, apoiado em fatos, foi suficiente para orientar o eleitorado. A desonestidade virou a regra do jogo. Infelizmente, o Tribunal Superior Eleitoral foi pego de surpresa, apesar de todos os avisos, e não se mostrou à altura do desafio sob a própria alçada.
Agora Inês é morta, não adianta chorar o leite derramado. Não se trata aqui, portanto, de questionar a vontade soberana do povo, manifesta por meio do voto. Mas de preservar os preceitos e princípios da Democracia representativa. As campanhas realizadas ao arrepio da Lei eleitoral podem até soar convincentes junto às parcelas mal informadas da população, independente de classe econômica e escolaridade. Mas a vigilância das instituições responsáveis pela manutenção dos fundamentos da República não há de falhar mais uma vez.

Independente do resultado auferido  nas urnas, próximo domingo, nada  será como antes. A corrida presidencial em curso no Brasil colocou a comunidade internacional em sobreaviso. De acordo com os observadores da Organização dos Estados Americanos, o quadro observado durante o primeiro turno não possui precedentes.
A disseminação massiva de Fake News era até previsível. Há quem atribua a eleição do presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, por exemplo, ao direcionamento de notícias falsas, fabricadas tendo em vista os dados colhidos em ambiente virtual, um cruzamento conhecido como Big Data. O volume de inverdades influenciando o voto dos brasileiros, entretanto, ultrapassou todos os limites conhecidos.
A bem da verdade, esta eleição foi disputada na base do vale tudo. As calúnias mais infames foram reproduzidas à exaustão, até ganhar status de verdade. Nem mesmo o trabalho saneador realizado pelo bom jornalismo, contrário à simples especulação, apoiado em fatos, foi suficiente para orientar o eleitorado. A desonestidade virou a regra do jogo. Infelizmente, o Tribunal Superior Eleitoral foi pego de surpresa, apesar de todos os avisos, e não se mostrou à altura do desafio sob a própria alçada.
Agora Inês é morta, não adianta chorar o leite derramado. Não se trata aqui, portanto, de questionar a vontade soberana do povo, manifesta por meio do voto. Mas de preservar os preceitos e princípios da Democracia representativa. As campanhas realizadas ao arrepio da Lei eleitoral podem até soar convincentes junto às parcelas mal informadas da população, independente de classe econômica e escolaridade. Mas a vigilância das instituições responsáveis pela manutenção dos fundamentos da República não há de falhar mais uma vez.