PF investiga ameaça a eleitores de Bolsonaro em SE

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Publicada em 27/10/2018 às 08:15:00

 

Gabriel Damásio 
A Polícia Federal deflagrou 
ontem à tarde a 'Opera-
ção Bravata', que investiga ameaças feitas em um grupo de Whatsapp contra eleitores do candidato Jair Bolsonaro (PSL), durante a apuração do resultado da eleição deste domingo. Cinco mandados de busca e apreensão expedidos pelo juízo da 2ª Vara Federal de Sergipe foram cumpridos por agentes federais, sendo um em Itabaiana (Agreste), um em Lagarto (Centro-Sul) e três em Aracaju - na capital, um dos locais visitados foi uma casa no bairro Ponto Novo (zona oeste). Nos locais, foram apreendidos celulares, notebooks e mídias de armazenamento digital.
Segundo a PF, o objetivo da 'Bravata', foi impedir a prática de violência contra eleitores. As investigações apontam que os suspeitos, integrantes de um grupo no qual se comunicavam, incitavam e planejavam a prática de atos violentos contra eleitores de determinado candidato, caso este vencesse as eleições do próximo domingo. A assessoria local da PF confirmou ao JORNAL DO DIA que os suspeitos faziam parte de um grupo chamado 'UFS contra o Fascismo', no qual apareceram mensagens que sugeriam um atentado a bomba contra uma concentração de eleitores bolsonaristas na Avenida Pedro Calazans, no Centro da capital, onde está marcada a comemoração de uma eventual vitória do presidenciável. Estas mensagens, às quais a reportagem teve acesso, foram printadas e circularam na última semana em outros grupos de Whatsapp. 
"Galera, se o Bolsorlixo [sic] ganhar, eles vão fazer um encontro na Pedro Calazan... Já poderíamos dar a resposta lá. Quem concorda de nós fazermos o nosso primeiro atentado? Não existe vitória sem luta", diz uma das mensagens, cujo autor sugeria um encontro pessoal entre pessoas que compartilhassem da mesma ideia e quisessem colocá-la em prática. "Então deveríamos começar a agir como os terroristas, conseguir explosivos e começar os atentados aos eleitores dele e aos políticos que apóia ele [sic]. (...) Tenho conexão com outros grupos de fora que está nessa mesma pegada [sic]", diz outra mensagem. Ainda não está clara qual a relação existente entre os autores das mensagens e o grupo, que reúne estudantes da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e se declara contra Jair Bolsonaro. 
Os celulares e outras mídias apreendidas devem passar por perícia e um inquérito policial foi instaurado para investigar as ameaças. Apesar disso, não houve decretos de prisões e os autores envolvidos devem ser convocados para prestar depoimento. As informações sobre a 'Operação Bravata' foram centralizadas na Divisão de Comunicação Social da Polícia Federal, em Brasília, com a qual a reportagem do JORNAL DO DIA não conseguiu contato na noite de ontem. A ação faz parte das atividades do Centro Integrado de Comando e Controle das Eleições 2018, instalado pelo governo federal para monitorar e combater possíveis crimes a serem cometidos durante o processo eleitoral em todo o Brasil. 
Um dos autores das mensagens, identificado como Eliezer, fez circular uma gravação em vídeo, na qual se diz arrependido delas e declara não ter qualquer intenção de praticar atentados. "Infelizmente cometi um ato que é vergonhoso e não condiz com a minha pessoa, dentro de um grupo de Whatsapp. Postei e falei coisas que não devia e, de repente, estou pagando um preço que já está no limite", disse ele. O JORNAL DO DIA está à disposição dos administradores do grupo 'UFS contra o Fascismo'. 

A Polícia Federal deflagrou  ontem à tarde a 'Opera- ção Bravata', que investiga ameaças feitas em um grupo de Whatsapp contra eleitores do candidato Jair Bolsonaro (PSL), durante a apuração do resultado da eleição deste domingo. Cinco mandados de busca e apreensão expedidos pelo juízo da 2ª Vara Federal de Sergipe foram cumpridos por agentes federais, sendo um em Itabaiana (Agreste), um em Lagarto (Centro-Sul) e três em Aracaju - na capital, um dos locais visitados foi uma casa no bairro Ponto Novo (zona oeste). Nos locais, foram apreendidos celulares, notebooks e mídias de armazenamento digital.
Segundo a PF, o objetivo da 'Bravata', foi impedir a prática de violência contra eleitores. As investigações apontam que os suspeitos, integrantes de um grupo no qual se comunicavam, incitavam e planejavam a prática de atos violentos contra eleitores de determinado candidato, caso este vencesse as eleições do próximo domingo. A assessoria local da PF confirmou ao JORNAL DO DIA que os suspeitos faziam parte de um grupo chamado 'UFS contra o Fascismo', no qual apareceram mensagens que sugeriam um atentado a bomba contra uma concentração de eleitores bolsonaristas na Avenida Pedro Calazans, no Centro da capital, onde está marcada a comemoração de uma eventual vitória do presidenciável. Estas mensagens, às quais a reportagem teve acesso, foram printadas e circularam na última semana em outros grupos de Whatsapp. 
"Galera, se o Bolsorlixo [sic] ganhar, eles vão fazer um encontro na Pedro Calazan... Já poderíamos dar a resposta lá. Quem concorda de nós fazermos o nosso primeiro atentado? Não existe vitória sem luta", diz uma das mensagens, cujo autor sugeria um encontro pessoal entre pessoas que compartilhassem da mesma ideia e quisessem colocá-la em prática. "Então deveríamos começar a agir como os terroristas, conseguir explosivos e começar os atentados aos eleitores dele e aos políticos que apóia ele [sic]. (...) Tenho conexão com outros grupos de fora que está nessa mesma pegada [sic]", diz outra mensagem. Ainda não está clara qual a relação existente entre os autores das mensagens e o grupo, que reúne estudantes da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e se declara contra Jair Bolsonaro. 
Os celulares e outras mídias apreendidas devem passar por perícia e um inquérito policial foi instaurado para investigar as ameaças. Apesar disso, não houve decretos de prisões e os autores envolvidos devem ser convocados para prestar depoimento. As informações sobre a 'Operação Bravata' foram centralizadas na Divisão de Comunicação Social da Polícia Federal, em Brasília, com a qual a reportagem do JORNAL DO DIA não conseguiu contato na noite de ontem. A ação faz parte das atividades do Centro Integrado de Comando e Controle das Eleições 2018, instalado pelo governo federal para monitorar e combater possíveis crimes a serem cometidos durante o processo eleitoral em todo o Brasil. 
Um dos autores das mensagens, identificado como Eliezer, fez circular uma gravação em vídeo, na qual se diz arrependido delas e declara não ter qualquer intenção de praticar atentados. "Infelizmente cometi um ato que é vergonhoso e não condiz com a minha pessoa, dentro de um grupo de Whatsapp. Postei e falei coisas que não devia e, de repente, estou pagando um preço que já está no limite", disse ele. O JORNAL DO DIA está à disposição dos administradores do grupo 'UFS contra o Fascismo'.