Polícia registra 15 prisões, incluindo a de dois mesários

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Publicada em 30/10/2018 às 10:58:00

 

Gabriel Damásio 
A Polícia Federal e a 
Secretaria da Segu-
rança Pública (SSP) registraram poucos incidentes envolvendo crimes eleitorais e a segurança da votação do segundo turno das eleições gerais. Ao longo do dia de domingo, 15 pessoas foram detidas por equipes do Corpo de Bombeiros e das polícias Civil e Militar, que trabalharam no esquema de segurança da votação em todo o estado. Ao todo, foram 22 ocorrências policiais, sendo em sua maioria relacionadas à propaganda irregular (boca-de-urna) e a desentendimentos entre eleitores, cabos eleitorais e servidores da Justiça Eleitoral. 
O principal caso ocorreu ontem à tarde em São Francisco (Baixo São Francisco), onde dois mesários foram detidos por suspeita de fazer boca-de-urna. Segundo o delegado regional plantonista João Eduardo Dantas, um dos mesários estaria com um telefone celular que tocava a musica de campanha de um candidato a presidente, enquanto o outro perguntava aos eleitores em quem eles iria votar e tentava argumentar para mudar o voto, influenciando os eleitores. A conduta foi denunciada a servidores da Justiça Federal, que foram aos acusados e lhes deram voz de prisão.
 
A dupla foi encaminhada à Delegacia Regional de Propriá e mandada de volta à Delegacia de São Francisco, onde foram interrogados e autuados. Segundo a Polícia Civil, eles responderão em liberdade a um inquérito policial, instaurado a pedido do juiz eleitoral da cidade, e devem ser processados pelo artigo 81 da Lei Eleitoral, podendo ser condenados a um ano de prisão, mais o pagamento de uma multa de até R$ 15 mil. No decorrer da tarde nos municípios de Japoatã, Carmópolis e Simão Dias, três pessoas, uma em cada localidade, foram detidas por violação do sigilo de voto.
O outro caso aconteceu ao final da manhã no Colégio Estadual Juscelino Kubitschek, no conjunto João Alves, em Nossa Senhora do Socorro (Grande Aracaju). Segundo a Polícia Militar, um homem entrou no local de votação, anunciou em voz alta os candidatos em quem votaria e, ao ser repreendido, discutiu violentamente com o presidente da seção eleitoral, que chamou os policiais. O eleitor foi preso em flagrante e levado para a 5ª Delegacia Metropolitana, onde acabou autuado por desacato e perturbação de sossego.
Em Aquidabã, duas ocorrências foram registradas. Por volta de 1h30 da madrugada, um homem de 23 anos invadiu a sede da Fundação Nacional de Saúde, no centro do município, e teria tentado levar uma das três urnas eleitorais ali instaladas. A invasão foi flagrada por soldados do Corpo de Bombeiros que faziam a segurança do local. O invasor foi flagrado com uma faca e levado à Delegacia Regional de Propriá, onde o caso foi registrado. Já pela manhã, outra equipe dos bombeiros socorreu uma eleitora de 37 anos, que passou mal ao votar em uma escola do povoado Lagoa do Mato, também em Aquidabã. Ela recebeu os primeiros socorros e levada a um posto médico da cidade.
Assim como no primeiro turno, a SSP empregou mais de 3 mil policiais e bombeiros para reforçar a segurança das eleições em todo o estado, dispensando a convocação de tropas federais. "Tanto no primeiro turno, quanto no segundo turno, além de conseguirmos garantir segurança ao cidadão sergipano no momento do voto, também conseguimos tirar de circulação várias pessoas que estavam cometendo crimes eleitorais, uma proporção muito mais alta do que em pleitos anteriores. Isto demonstra a adequação do nosso planejamento, que foi posto em prática de maneira efetiva", frisou o coronel Paulo Paiva, coordenador-geral do policiamento empregado nas Eleições 2018.
PF - Todo o efetivo da Polícia Federal foi empregado no plantão de ontem e ficou de prontidão para atender a ocorrências de crime eleitoral. Viaturas com agentes do órgão percorreram os locais de votação em Aracaju, Lagarto e Itabaiana, onde foram montados postos avançados. Segundo a assessoria local da PF, não houve registros de ocorrências. 
Já ao longo de toda a campanha eleitoral, 130 inquéritos policiais foram instaurados em todo o estado para apurar a prática de crimes eleitorais, sobretudo a compra de votos e ameaças de atos violentos contra eleitores e candidatos adversários. Um dos casos é o da 'Operação Bravata', deflagrada na última sexta-feira para investigar ameaças de atentado feitas em um grupo de whatsapp contra simpatizantes do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). O balanço final da operação de eleições da PF deverá ser divulgado nesta semana.

A Polícia Federal e a  Secretaria da Segu- rança Pública (SSP) registraram poucos incidentes envolvendo crimes eleitorais e a segurança da votação do segundo turno das eleições gerais. Ao longo do dia de domingo, 15 pessoas foram detidas por equipes do Corpo de Bombeiros e das polícias Civil e Militar, que trabalharam no esquema de segurança da votação em todo o estado. Ao todo, foram 22 ocorrências policiais, sendo em sua maioria relacionadas à propaganda irregular (boca-de-urna) e a desentendimentos entre eleitores, cabos eleitorais e servidores da Justiça Eleitoral. 
O principal caso ocorreu ontem à tarde em São Francisco (Baixo São Francisco), onde dois mesários foram detidos por suspeita de fazer boca-de-urna. Segundo o delegado regional plantonista João Eduardo Dantas, um dos mesários estaria com um telefone celular que tocava a musica de campanha de um candidato a presidente, enquanto o outro perguntava aos eleitores em quem eles iria votar e tentava argumentar para mudar o voto, influenciando os eleitores. A conduta foi denunciada a servidores da Justiça Federal, que foram aos acusados e lhes deram voz de prisão. A dupla foi encaminhada à Delegacia Regional de Propriá e mandada de volta à Delegacia de São Francisco, onde foram interrogados e autuados. Segundo a Polícia Civil, eles responderão em liberdade a um inquérito policial, instaurado a pedido do juiz eleitoral da cidade, e devem ser processados pelo artigo 81 da Lei Eleitoral, podendo ser condenados a um ano de prisão, mais o pagamento de uma multa de até R$ 15 mil. No decorrer da tarde nos municípios de Japoatã, Carmópolis e Simão Dias, três pessoas, uma em cada localidade, foram detidas por violação do sigilo de voto.
O outro caso aconteceu ao final da manhã no Colégio Estadual Juscelino Kubitschek, no conjunto João Alves, em Nossa Senhora do Socorro (Grande Aracaju). Segundo a Polícia Militar, um homem entrou no local de votação, anunciou em voz alta os candidatos em quem votaria e, ao ser repreendido, discutiu violentamente com o presidente da seção eleitoral, que chamou os policiais. O eleitor foi preso em flagrante e levado para a 5ª Delegacia Metropolitana, onde acabou autuado por desacato e perturbação de sossego.
Em Aquidabã, duas ocorrências foram registradas. Por volta de 1h30 da madrugada, um homem de 23 anos invadiu a sede da Fundação Nacional de Saúde, no centro do município, e teria tentado levar uma das três urnas eleitorais ali instaladas. A invasão foi flagrada por soldados do Corpo de Bombeiros que faziam a segurança do local. O invasor foi flagrado com uma faca e levado à Delegacia Regional de Propriá, onde o caso foi registrado. Já pela manhã, outra equipe dos bombeiros socorreu uma eleitora de 37 anos, que passou mal ao votar em uma escola do povoado Lagoa do Mato, também em Aquidabã. Ela recebeu os primeiros socorros e levada a um posto médico da cidade.
Assim como no primeiro turno, a SSP empregou mais de 3 mil policiais e bombeiros para reforçar a segurança das eleições em todo o estado, dispensando a convocação de tropas federais. "Tanto no primeiro turno, quanto no segundo turno, além de conseguirmos garantir segurança ao cidadão sergipano no momento do voto, também conseguimos tirar de circulação várias pessoas que estavam cometendo crimes eleitorais, uma proporção muito mais alta do que em pleitos anteriores. Isto demonstra a adequação do nosso planejamento, que foi posto em prática de maneira efetiva", frisou o coronel Paulo Paiva, coordenador-geral do policiamento empregado nas Eleições 2018.

PF - Todo o efetivo da Polícia Federal foi empregado no plantão de ontem e ficou de prontidão para atender a ocorrências de crime eleitoral. Viaturas com agentes do órgão percorreram os locais de votação em Aracaju, Lagarto e Itabaiana, onde foram montados postos avançados. Segundo a assessoria local da PF, não houve registros de ocorrências. 
Já ao longo de toda a campanha eleitoral, 130 inquéritos policiais foram instaurados em todo o estado para apurar a prática de crimes eleitorais, sobretudo a compra de votos e ameaças de atos violentos contra eleitores e candidatos adversários. Um dos casos é o da 'Operação Bravata', deflagrada na última sexta-feira para investigar ameaças de atentado feitas em um grupo de whatsapp contra simpatizantes do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). O balanço final da operação de eleições da PF deverá ser divulgado nesta semana.