Educação faz de conta

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Publicada em 30/10/2018 às 11:19:00

 

O maior presente que um pai pode 
dar a um filho é a educação. Pois 
do mesmo modo podem agir os governantes. O governador de Sergipe, por exemplo, elegeu a educação como prioridade. Ontem, poucas horas depois de conquistar novo mandato por intermédio das urnas, Belivaldo Chagas viajou a Brasília com o fim de levantar os recursos necessários para reformar escolas, ampliar as vagas no ensino integral e, finalmente, honrar o magistério.
A disposição chega em boa hora. A cada dois anos, quando o índice de Desenvolvimento de Educação Básica (Ideb) é divulgado, gestores e profissionais da educação são obrigados a admitir a falência dos próprios esforços. Na ponta do lápis, os índices de aprendizagem são insuficientes e a evasão escolar exacerbada. Os dados demonstram que os estudantes não encontram serventia para as lições no quadro negro e, muitas vezes, não têm qualquer motivação para frequentar a sala de aula.
O desafio é imenso. Os índices mais recentes auferindo a capacidade de aprendizado dos estudantes sergipanos colocam o estado em situação francamente vexatória, como prova o Ideb divulgado o ano passado. Sergipe pontuou abaixo da já modesta média nacional. 
Belivaldo Chagas acertou em cheio, portanto, ao fazer da educação a maior prioridade do seu governo. Os números apontam a necessidade de providências e a razão para a defasagem no ensino são muitas. Vão desde a jornada de trabalho imposta aos profissionais de educação à ausência de estrutura adequada na rede de ensino pública. Certo é que sem providências, as escolas brasileiras e sergipanas vêm formando gerações inteiras de analfabetos funcionais. Não dá mais para seguir no mesmo compasso. A escola não é lugar de faz de conta.

O maior presente que um pai pode  dar a um filho é a educação. Pois  do mesmo modo podem agir os governantes. O governador de Sergipe, por exemplo, elegeu a educação como prioridade. Ontem, poucas horas depois de conquistar novo mandato por intermédio das urnas, Belivaldo Chagas viajou a Brasília com o fim de levantar os recursos necessários para reformar escolas, ampliar as vagas no ensino integral e, finalmente, honrar o magistério.
A disposição chega em boa hora. A cada dois anos, quando o índice de Desenvolvimento de Educação Básica (Ideb) é divulgado, gestores e profissionais da educação são obrigados a admitir a falência dos próprios esforços. Na ponta do lápis, os índices de aprendizagem são insuficientes e a evasão escolar exacerbada. Os dados demonstram que os estudantes não encontram serventia para as lições no quadro negro e, muitas vezes, não têm qualquer motivação para frequentar a sala de aula.
O desafio é imenso. Os índices mais recentes auferindo a capacidade de aprendizado dos estudantes sergipanos colocam o estado em situação francamente vexatória, como prova o Ideb divulgado o ano passado. Sergipe pontuou abaixo da já modesta média nacional. 
Belivaldo Chagas acertou em cheio, portanto, ao fazer da educação a maior prioridade do seu governo. Os números apontam a necessidade de providências e a razão para a defasagem no ensino são muitas. Vão desde a jornada de trabalho imposta aos profissionais de educação à ausência de estrutura adequada na rede de ensino pública. Certo é que sem providências, as escolas brasileiras e sergipanas vêm formando gerações inteiras de analfabetos funcionais. Não dá mais para seguir no mesmo compasso. A escola não é lugar de faz de conta.