Setransp pede passagem de R$ 4,44 e alega "alta dos custos"

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Empresas querem um novo reajuste para a tarifa de ônibus
Empresas querem um novo reajuste para a tarifa de ônibus

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Publicada em 31/10/2018 às 06:06:00

 

Gabriel Damásio
As empresas de ônibus 
de Aracaju vão pedir 
mais um aumento na tarifa do transporte coletivo da capital. O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Aracaju (Setransp) confirmou ontem que apresentou nesta segunda-feira à Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) um documento com a planilha de cálculo tarifário de custos do transporte. Segundo a entidade, esta planilha já aponta o valor de R$ 4,44 como tarifa necessária para estabelecer o equilíbrio entre os custos para a operação do serviço e o número de passageiros pagantes atendidos na capital e região metropolitana. 
O documento ainda será analisado pela SMTT e por um conselho que inclui ainda representantes da Empresa Municipal de Obras e Urbanismo (Emurb), da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) e da Secretaria Municipal de Fazenda (Semfaz), antes de passar por análise do prefeito Edvaldo Nogueira. O último aumento da passagem de ônibus foi em agosto de 2017, quando o preço foi fixado em R$ 3,50. A planilha do cálculo tarifário, que é regulamentada por Lei Municipal, foi apresentada à SMTT para a avaliação das condições econômicas do sistema de transporte e do pleito de reajuste tarifário anual.  
O setor argumenta que, como em Aracaju, a tarifa do transporte é a única fonte de custeio do serviço, reflexos como o aumento do número de gratuidades, aumento do preço do combustível e a queda do número de passageiros pagantes acabam recaindo sobre o próprio passageiro. "Desde o último reajuste tarifário, as empresas de ônibus já alertavam através do Setransp sobre a necessidade de se conceder uma tarifa que compensasse os aumentos nos custos e a queda do número de passageiros, haja vista que esse desequilíbrio só tende a crescer. O preço do diesel, por exemplo, subiu 26% desde agosto de 2017. O valor do combustível, que é um dos maiores insumos no custo da operação do serviço do transporte coletivo, de R$ 2,73 e contínuos acréscimos, já marca atualmente R$ 3,44", diz o Setransp, em nota. 
Outro motivo alegado foi o aumento de passageiros com direito à gratuidade da passagem. Comparando 2014 e 2018, de janeiro a setembro, o número de gratuidades no sistema do transporte subiu 84%, foram mais de 1,3 milhão de novas gratuidades. E em contrapartida, o número de passageiros pagantes caiu 24% também nos últimos quatro anos. O transporte atendia em média 283 mil passageiros diariamente (em 2014), e passa a transportar hoje em média 222 mil por dia (em 2018). Para se ter uma ideia, são mais de 15,4 milhões de passageiros pagantes a menos usando o serviço. Esse desequilíbrio entre aumento de despesas e queda de receita já vinha preocupando as empresas prestadoras do transporte coletivo, porque interfere diretamente na operação do serviço. O percentual do último reajuste tarifário já não garantia investimentos com renovação de frota, o que acaba por comprometer a idade média dos ônibus. E com a aproximação do fim de ano, a situação econômica das empresas de ônibus se agrava ainda mais diante da necessidade de pagamento de décimo terceiro dos funcionários, haja vista que a mão de obra representa 45% dos insumos do transporte.  
Em nota, a SMTT confirma que recebeu ontem do Setransp uma planilha com alterações nos custos do serviço, mas o documento ainda será analisado pela equipe técnica do órgão.

As empresas de ônibus  de Aracaju vão pedir  mais um aumento na tarifa do transporte coletivo da capital. O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Aracaju (Setransp) confirmou ontem que apresentou nesta segunda-feira à Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) um documento com a planilha de cálculo tarifário de custos do transporte. Segundo a entidade, esta planilha já aponta o valor de R$ 4,44 como tarifa necessária para estabelecer o equilíbrio entre os custos para a operação do serviço e o número de passageiros pagantes atendidos na capital e região metropolitana. 
O documento ainda será analisado pela SMTT e por um conselho que inclui ainda representantes da Empresa Municipal de Obras e Urbanismo (Emurb), da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) e da Secretaria Municipal de Fazenda (Semfaz), antes de passar por análise do prefeito Edvaldo Nogueira. O último aumento da passagem de ônibus foi em agosto de 2017, quando o preço foi fixado em R$ 3,50. A planilha do cálculo tarifário, que é regulamentada por Lei Municipal, foi apresentada à SMTT para a avaliação das condições econômicas do sistema de transporte e do pleito de reajuste tarifário anual.  
O setor argumenta que, como em Aracaju, a tarifa do transporte é a única fonte de custeio do serviço, reflexos como o aumento do número de gratuidades, aumento do preço do combustível e a queda do número de passageiros pagantes acabam recaindo sobre o próprio passageiro. "Desde o último reajuste tarifário, as empresas de ônibus já alertavam através do Setransp sobre a necessidade de se conceder uma tarifa que compensasse os aumentos nos custos e a queda do número de passageiros, haja vista que esse desequilíbrio só tende a crescer. O preço do diesel, por exemplo, subiu 26% desde agosto de 2017. O valor do combustível, que é um dos maiores insumos no custo da operação do serviço do transporte coletivo, de R$ 2,73 e contínuos acréscimos, já marca atualmente R$ 3,44", diz o Setransp, em nota. 
Outro motivo alegado foi o aumento de passageiros com direito à gratuidade da passagem. Comparando 2014 e 2018, de janeiro a setembro, o número de gratuidades no sistema do transporte subiu 84%, foram mais de 1,3 milhão de novas gratuidades. E em contrapartida, o número de passageiros pagantes caiu 24% também nos últimos quatro anos. O transporte atendia em média 283 mil passageiros diariamente (em 2014), e passa a transportar hoje em média 222 mil por dia (em 2018). Para se ter uma ideia, são mais de 15,4 milhões de passageiros pagantes a menos usando o serviço. Esse desequilíbrio entre aumento de despesas e queda de receita já vinha preocupando as empresas prestadoras do transporte coletivo, porque interfere diretamente na operação do serviço. O percentual do último reajuste tarifário já não garantia investimentos com renovação de frota, o que acaba por comprometer a idade média dos ônibus. E com a aproximação do fim de ano, a situação econômica das empresas de ônibus se agrava ainda mais diante da necessidade de pagamento de décimo terceiro dos funcionários, haja vista que a mão de obra representa 45% dos insumos do transporte.  
Em nota, a SMTT confirma que recebeu ontem do Setransp uma planilha com alterações nos custos do serviço, mas o documento ainda será analisado pela equipe técnica do órgão.