Taxistas protestam contra aumento previsto para o GNV

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Publicada em 31/10/2018 às 06:12:00

 

A partir de amanhã os proprietários de veículos abastecidos com Gás Natural Veicular (GNV), devem sofrer um impacto representativo no bolso na hora de abastecer o automóvel. Previsto na recém criada política tarifária da Petrobras, o Governo Federal apresentou um reajuste de 11,08%. O que chama a atenção em especial dos taxistas - grupo de trabalhadores com maior aquisição do sistema GNV -, é que o setor já acumulou aumentos na ordem de 31,37%. Diante do mais novo reajuste, motoristas de toda a região metropolitana de Aracaju se mobilizam na perspectiva de promover um ato público unificado nesta quinta-feira, 01.
Sem poupar críticas ao Governo Federal, o taxista Wilian Santos fez um balanço do cenário vivenciado pela categoria. "Lamentavelmente a campanha passou, o discurso de violência pública dominou os debates e raramente eu vi algum candidato à presidência falar sobre reforma tributária. Essa forma de gestão com reajuste frequentes prejudica demais os brasileiros que já sofrem para manter as demandas financeiras. Nós taxistas a situação é ainda mais complicada. Além da concorrência alta, agora esses aumentos abusivos nos forçam a abandonar a profissão. Decisão essa que já está sendo adotada por muitos amigos meus", declarou.
No que se refere aos consecutivos reajustes inflacionários no comércio do GNV, no dia  1º de agosto deste ano a Petrobras já havia aplicado um aumento de 10,44%. De acordo com os consumidores, a proposta do Governo Federal em estudar a tabela de preços a cada três meses não atende aos interesses da população, uma vez que, na maioria das atualizações os valores costumam reajustar para mais, e não para menos como desejam os brasileiros. Compartilhando com as lamentações dos motoristas, a direção do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Sergipe (Sindpese), se mostra preocupada com os sucessivos aumentos.
"Precisamos todos do apoio do Sindicato mesmo. Na realidade não somente do sindicato, como também do governo, dos senadores, dos deputados federais, inclusive daqueles que possuem mandato, mas não foram reeleitos esse ano. É preciso que lutem até o final e combatam essa loucura de reajuste trimestral", declarou o funcionário público Eliberto Nogueira, que concluiu dizendo: "não sou taxista, nunca rodei com Uber, mas se realizarem mesmo uma manifestação eu estarei presente para reforçar essa batalha popular. O que não podemos mais é permitir a continuidade desse absurdo de reajuste". (Milton Alves Júnior)

A partir de amanhã os proprietários de veículos abastecidos com Gás Natural Veicular (GNV), devem sofrer um impacto representativo no bolso na hora de abastecer o automóvel. Previsto na recém criada política tarifária da Petrobras, o Governo Federal apresentou um reajuste de 11,08%. O que chama a atenção em especial dos taxistas - grupo de trabalhadores com maior aquisição do sistema GNV -, é que o setor já acumulou aumentos na ordem de 31,37%. Diante do mais novo reajuste, motoristas de toda a região metropolitana de Aracaju se mobilizam na perspectiva de promover um ato público unificado nesta quinta-feira, 01.
Sem poupar críticas ao Governo Federal, o taxista Wilian Santos fez um balanço do cenário vivenciado pela categoria. "Lamentavelmente a campanha passou, o discurso de violência pública dominou os debates e raramente eu vi algum candidato à presidência falar sobre reforma tributária. Essa forma de gestão com reajuste frequentes prejudica demais os brasileiros que já sofrem para manter as demandas financeiras. Nós taxistas a situação é ainda mais complicada. Além da concorrência alta, agora esses aumentos abusivos nos forçam a abandonar a profissão. Decisão essa que já está sendo adotada por muitos amigos meus", declarou.
No que se refere aos consecutivos reajustes inflacionários no comércio do GNV, no dia  1º de agosto deste ano a Petrobras já havia aplicado um aumento de 10,44%. De acordo com os consumidores, a proposta do Governo Federal em estudar a tabela de preços a cada três meses não atende aos interesses da população, uma vez que, na maioria das atualizações os valores costumam reajustar para mais, e não para menos como desejam os brasileiros. Compartilhando com as lamentações dos motoristas, a direção do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Sergipe (Sindpese), se mostra preocupada com os sucessivos aumentos.
"Precisamos todos do apoio do Sindicato mesmo. Na realidade não somente do sindicato, como também do governo, dos senadores, dos deputados federais, inclusive daqueles que possuem mandato, mas não foram reeleitos esse ano. É preciso que lutem até o final e combatam essa loucura de reajuste trimestral", declarou o funcionário público Eliberto Nogueira, que concluiu dizendo: "não sou taxista, nunca rodei com Uber, mas se realizarem mesmo uma manifestação eu estarei presente para reforçar essa batalha popular. O que não podemos mais é permitir a continuidade desse absurdo de reajuste". (Milton Alves Júnior)