Petrobras adia fechamento da Fafen para 31 de janeiro

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NOVO PRAZO ANUNCIADO PELA PETROBRAS AGORA É 31 DE JANEIRO
NOVO PRAZO ANUNCIADO PELA PETROBRAS AGORA É 31 DE JANEIRO

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Publicada em 31/10/2018 às 06:14:00

 

Milton Alves Júnior
31 de janeiro do próxi-
mo ano. Esta é a 
nova data estipulada pela diretoria nacional da Petrobras para promover a hibernação da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen-SE), que fica instalada no município de Laranjeiras, região Leste do Estado. A nova elasticidade do prazo ocorre em virtude da conclusão das análises que estudam alternativas à hibernação na perspectiva de manter o que a estatal chama de 'níveis mínimos de rentabilidade' da empresa. Em março deste ano, após relatar que em 2017 a Petrobras teria contabilizado um prejuízo de R$ 800 milhões, o Governo Federal anunciou a hibernação da Fafen.
Com o apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), e do Sindicato Unificado dos Trabalhadores Petroleiros, Petroquímicos, Químicos e Plástico nos Estado de Sergipe e Bahia (Sindipetro), a classe trabalhadora - amparada diretamente pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), garante que permanecerá intensificando as atividades democráticas a fim de pressionar o poder executivo Federal a desfazer a perspectiva de encerramento das atividades. Agora com Jair Bolsonaro eleito, os profissionais acreditam que será necessário multiplicar as ações a fim de convencer o presidente eleito.
Para o sindicalista Jorge Alberto, apesar de compreender as dificuldades a serem enfrentadas no campo administrativo ao longo dos próximos dois anos, é de fundamental importância que o governador reeleito Belivaldo Chagas, deputados, senadores e os gestores municipais permaneçam colaborando com o pleito da categoria. "Temos a consciência que o novo presidente possui interesse em sair privatizando tudo que é órgão público. Para quem pensa em vender a Petrobras, fechar a Fafen de Sergipe é problema pequeno. Por este motivo precisamos fazer valer a nossa força e continuar lutando pela manutenção da fábrica e dos nossos empregos", disse. A Petrobras trabalha ainda com a perspectiva de também hibernar a unidade instalada em Camaçari (BA).
Histórico - A fábrica de Sergipe entrou em operação em 6 de outubro de 1982 e marcou um novo ciclo do desenvolvimento no estado, com a construção da adutora do Rio São Francisco, a ampliação da rede de energia elétrica, a revitalização da ferrovia que liga Sergipe à Bahia e ainda com a instalação do Terminal Portuário Ignácio Barbosa, em Barra dos Coqueiros, a 36 quilômetros de Aracaju. Ocupando uma área de 1 Km², a fábrica produz amônia, uréia fertilizante, uréia pecuária, uréia industrial, ácido nítrico, hidrogênio e gás carbônico.
Desde 2014, a Fafen-SE conta com uma planta de produção de sulfato de amônio com capacidade para produzir até 303 mil toneladas/ano, o que equivale a 80% da importação da região Nordeste em 2014. O sulfato de amônio contém nitrogênio na composição e também é excelente fonte de enxofre, muito utilizado no cultivo de milho, cana-de-açúcar e algodão.

31 de janeiro do próxi- mo ano. Esta é a  nova data estipulada pela diretoria nacional da Petrobras para promover a hibernação da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen-SE), que fica instalada no município de Laranjeiras, região Leste do Estado. A nova elasticidade do prazo ocorre em virtude da conclusão das análises que estudam alternativas à hibernação na perspectiva de manter o que a estatal chama de 'níveis mínimos de rentabilidade' da empresa. Em março deste ano, após relatar que em 2017 a Petrobras teria contabilizado um prejuízo de R$ 800 milhões, o Governo Federal anunciou a hibernação da Fafen.
Com o apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), e do Sindicato Unificado dos Trabalhadores Petroleiros, Petroquímicos, Químicos e Plástico nos Estado de Sergipe e Bahia (Sindipetro), a classe trabalhadora - amparada diretamente pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), garante que permanecerá intensificando as atividades democráticas a fim de pressionar o poder executivo Federal a desfazer a perspectiva de encerramento das atividades. Agora com Jair Bolsonaro eleito, os profissionais acreditam que será necessário multiplicar as ações a fim de convencer o presidente eleito.
Para o sindicalista Jorge Alberto, apesar de compreender as dificuldades a serem enfrentadas no campo administrativo ao longo dos próximos dois anos, é de fundamental importância que o governador reeleito Belivaldo Chagas, deputados, senadores e os gestores municipais permaneçam colaborando com o pleito da categoria. "Temos a consciência que o novo presidente possui interesse em sair privatizando tudo que é órgão público. Para quem pensa em vender a Petrobras, fechar a Fafen de Sergipe é problema pequeno. Por este motivo precisamos fazer valer a nossa força e continuar lutando pela manutenção da fábrica e dos nossos empregos", disse. A Petrobras trabalha ainda com a perspectiva de também hibernar a unidade instalada em Camaçari (BA).

Histórico - A fábrica de Sergipe entrou em operação em 6 de outubro de 1982 e marcou um novo ciclo do desenvolvimento no estado, com a construção da adutora do Rio São Francisco, a ampliação da rede de energia elétrica, a revitalização da ferrovia que liga Sergipe à Bahia e ainda com a instalação do Terminal Portuário Ignácio Barbosa, em Barra dos Coqueiros, a 36 quilômetros de Aracaju. Ocupando uma área de 1 Km², a fábrica produz amônia, uréia fertilizante, uréia pecuária, uréia industrial, ácido nítrico, hidrogênio e gás carbônico.
Desde 2014, a Fafen-SE conta com uma planta de produção de sulfato de amônio com capacidade para produzir até 303 mil toneladas/ano, o que equivale a 80% da importação da região Nordeste em 2014. O sulfato de amônio contém nitrogênio na composição e também é excelente fonte de enxofre, muito utilizado no cultivo de milho, cana-de-açúcar e algodão.