Soldados da Democracia

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Publicada em 31/10/2018 às 06:21:00

 

*Inocêncio Nóbrega
Em França de Napoleão e Queda da Bastilha, duas correntes ideológicas tomam conta do cenário político do país: gerondinos, moderados que pregam respeito à Constituição, assim preservando seus privilégios, e jacobinos, radicais que defendem a instituição da República,  preocupados com a sorte do povo. No Parlamento francês, os primeiros sentavam-se à direita, enquanto a outra ala à esquerda. Nobreza x plebeu,  divisões que as levaram à grande Revolução de 1789.
Como vimos, a história da humanidade é essencialmente binária, e não seria diferente nas Américas. Até hoje há controvérsia, no que tange à primazia de visitá-la: Colombo ou Sanchez Huelva? No Brasil, Cabral ou Duarte Pacheco? Colonizadores e colonizados; coroas x vassalos; brancos x indígenas; reinóis x pagadores de impostos; casa grande x senzala; burgueses x camponeses; latifúndio x campesinato; mencheviques x bolcheviques, na Rússia; classe dominante x proletária; socialismo x capitalismo, e assim um rosário de posições duais, espalhadas pelo mundo e vivenciadas pelos povos.
Chegamos ao nosso Brasil, alguns acontecimentos anteriores à luta pela independência. Nesse contexto, social e histórico, teríamos, por exemplos: cabanos (índios e mestiços) x elite (fazendeiros e comerciantes)-PA;  mascates x srs. de engenho;  liberais  x  federalistas-PE; maragatos x chimangos-RS; malês (escravos) x escravocratas-BA; republicanos x monarquistas; Constituinte x  absolutismo, ou Confederação do Equador,  sem falarmos nos episódios políticos, regionais e locais. Dualismos já incorporados à tradição e ao nosso comportamento, dentro da sociedade. Os embates partidários sinalizam essa tendência, com gravames, na maioria das vezes, para a população.
Na Velha e Nova Repúblicas, o destaque  fica por conta dos "ismos": liberalismo, comunismo, nacionalismo,  populismo, versus movimentos das classes conservadoras e de dominação econômica:  entreguismo, autoritarismo, centralismo, imperialismo, elitismo, machismo, racismo, separatismo, dentre outros. A democracia e a república foram duramente atacadas, no decorrer desse período, ressurgidas de duas ditaduras, embora sofrendo intervalos de golpes de estado.
  A partir deste 2º turno, pode nascer um novo adversário, o fascismo. Democracia x fascismo - exorto aos brasileiros, contra esse binômio. Transformemo-nos em soldados da democracia. Penosa caminhada, com ocorrências de batalhas perdidas, mas através de uma frente unida poderemos vencer a guerra.  Isso foi possível em 1946 e 1985, por que não, agora? Não percamos tempo, participe dessa luta, por todos os meios, pelo retorno ao regime democrático e defesa da Nação, ora em perigo. A história nos ensina.
*Inocêncio Nóbrega é jornalista
inocnf@gmail.com

*Inocêncio Nóbrega

Em França de Napoleão e Queda da Bastilha, duas correntes ideológicas tomam conta do cenário político do país: gerondinos, moderados que pregam respeito à Constituição, assim preservando seus privilégios, e jacobinos, radicais que defendem a instituição da República,  preocupados com a sorte do povo. No Parlamento francês, os primeiros sentavam-se à direita, enquanto a outra ala à esquerda. Nobreza x plebeu,  divisões que as levaram à grande Revolução de 1789.
Como vimos, a história da humanidade é essencialmente binária, e não seria diferente nas Américas. Até hoje há controvérsia, no que tange à primazia de visitá-la: Colombo ou Sanchez Huelva? No Brasil, Cabral ou Duarte Pacheco? Colonizadores e colonizados; coroas x vassalos; brancos x indígenas; reinóis x pagadores de impostos; casa grande x senzala; burgueses x camponeses; latifúndio x campesinato; mencheviques x bolcheviques, na Rússia; classe dominante x proletária; socialismo x capitalismo, e assim um rosário de posições duais, espalhadas pelo mundo e vivenciadas pelos povos.
Chegamos ao nosso Brasil, alguns acontecimentos anteriores à luta pela independência. Nesse contexto, social e histórico, teríamos, por exemplos: cabanos (índios e mestiços) x elite (fazendeiros e comerciantes)-PA;  mascates x srs. de engenho;  liberais  x  federalistas-PE; maragatos x chimangos-RS; malês (escravos) x escravocratas-BA; republicanos x monarquistas; Constituinte x  absolutismo, ou Confederação do Equador,  sem falarmos nos episódios políticos, regionais e locais. Dualismos já incorporados à tradição e ao nosso comportamento, dentro da sociedade. Os embates partidários sinalizam essa tendência, com gravames, na maioria das vezes, para a população.
Na Velha e Nova Repúblicas, o destaque  fica por conta dos "ismos": liberalismo, comunismo, nacionalismo,  populismo, versus movimentos das classes conservadoras e de dominação econômica:  entreguismo, autoritarismo, centralismo, imperialismo, elitismo, machismo, racismo, separatismo, dentre outros. A democracia e a república foram duramente atacadas, no decorrer desse período, ressurgidas de duas ditaduras, embora sofrendo intervalos de golpes de estado.
  A partir deste 2º turno, pode nascer um novo adversário, o fascismo. Democracia x fascismo - exorto aos brasileiros, contra esse binômio. Transformemo-nos em soldados da democracia. Penosa caminhada, com ocorrências de batalhas perdidas, mas através de uma frente unida poderemos vencer a guerra.  Isso foi possível em 1946 e 1985, por que não, agora? Não percamos tempo, participe dessa luta, por todos os meios, pelo retorno ao regime democrático e defesa da Nação, ora em perigo. A história nos ensina.

*Inocêncio Nóbrega é jornalistainocnf@gmail.com