Desemprego fora da pauta

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Publicada em 31/10/2018 às 06:24:00

 

A fusão e extinção de ministérios, 
possíveis nomeações, a reforma 
da previdência e a intenção de revogar o estatuto do desarmamento, as principais preocupações alardeadas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro nestes primeiros dias da transição, ignoram aquele que talvez seja o maior desafio a ser enfrentado pelo seu governo: a necessidade de gerar empregos.
Os números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) divulgados ontem sublinham a necessidade de providências. Apesar de uma ligeira queda no índico de desemprego, pelo menos 12,5 milhões de trabalhadores ainda aguardam uma oportunidade. A situação é dramática. Quase cinco milhões de trabalhadores entregaram os pontos e simplesmente desistiram de procurar trabalho. Estes são os chamados desalentados.
A agenda de Bolsonaro tem razão de ser. O presidente eleito espera, assim, dar uma resposta rápida aos próprios eleitores, muito sensíveis em questão de comportamento, além de apaziguar a ansiedade própria do mercado. De tal modo, a polêmica, principal marca de sua candidatura, segue na ordem do dia.
Conservador em matéria costumes e liberal na economia, o presidente Bolsonaro vai passar por uma prova de fogo logo nos primeiros meses de seu governo, com início em janeiro. Eleito como uma espécie de 'outsider', numa chapa puro sangue, alheio às alianças partidárias, ele vai precisar demonstrar muita habilidade política numa futura relação com o Congresso. Se o futuro presidente não demonstrar autoridade, as questões mais delicadas e urgentes tendem a ficar prejudicadas.

A fusão e extinção de ministérios,  possíveis nomeações, a reforma  da previdência e a intenção de revogar o estatuto do desarmamento, as principais preocupações alardeadas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro nestes primeiros dias da transição, ignoram aquele que talvez seja o maior desafio a ser enfrentado pelo seu governo: a necessidade de gerar empregos.
Os números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) divulgados ontem sublinham a necessidade de providências. Apesar de uma ligeira queda no índico de desemprego, pelo menos 12,5 milhões de trabalhadores ainda aguardam uma oportunidade. A situação é dramática. Quase cinco milhões de trabalhadores entregaram os pontos e simplesmente desistiram de procurar trabalho. Estes são os chamados desalentados.
A agenda de Bolsonaro tem razão de ser. O presidente eleito espera, assim, dar uma resposta rápida aos próprios eleitores, muito sensíveis em questão de comportamento, além de apaziguar a ansiedade própria do mercado. De tal modo, a polêmica, principal marca de sua candidatura, segue na ordem do dia.
Conservador em matéria costumes e liberal na economia, o presidente Bolsonaro vai passar por uma prova de fogo logo nos primeiros meses de seu governo, com início em janeiro. Eleito como uma espécie de 'outsider', numa chapa puro sangue, alheio às alianças partidárias, ele vai precisar demonstrar muita habilidade política numa futura relação com o Congresso. Se o futuro presidente não demonstrar autoridade, as questões mais delicadas e urgentes tendem a ficar prejudicadas.