Papel da universidade na resistência democrática marca entrega de Título de Cidadania Sergipana a professores da UFS

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Publicada em 01/11/2018 às 08:21:00

 

"Contra a ideia da força, a força das ideias!". Foi com a frase do intelectual orgânico Florestan Fernandes que a deputada estadual Ana Lula iniciou a solenidade de Outorga de Título de Cidadania Sergipana às professoras Bartira Telles Pereira Santos e Silvana Aparecida Bretas e aos professores José Mário Aleluia Oliveira, Romero Júnior Venâncio Silva. A homenagem foi concedida na manhã desta quarta-feira, quando, em nome da Assembleia Legislativa de Sergipe, Ana Lúcia entregou em mãos o Título de Cidadania Sergipana a estes professores que têm dedicado suas vidas à comunidade universitária e à produção intelectual, sempre na perspectiva de transformação social e da construção de um ensino superior aberto aos filhos e filhas da classe trabalhadora.
Os homenageados apresentaram as preocupações e o repúdio pelo cenário político de retrocessos que estamos vivenciando no Brasil, e chamaram a atenção para o papel dos professores e professoras no processo de enfrentamento ao fascismo.
 "Não somos doutrinadores, nós professores. São as instituições religiosas, principalmente as mais fundamentalistas que doutrinam. Esta homenagem é simbólica para mim devido ao momento político que vivemos no Brasil. Desde o golpe de Dilma, em que a mídia, o executivo, o legislativo e o judiciário, atacam e atacaram professores e professoras, nos culpando, levianamente de sermos a causa dos problemas da previdência e nos apresentando à sociedade como profissionais sem ética, ao afirmarem que doutrinamos nossos alunos", denunciou o homenageado José Mário Aleluia.
Ao agradecer os colegas de trabalho, com quem divide a tarefa de formar outros colegas professores, Silvana Bretas destacou que os dias da categoria "não estão sendo nada fáceis, afinal é necessário pensar em praticar a formação política e didática dos professores, tendo em vista a realidade da escola pública cada dia mais precarizadas. (…) Somente na convivência com meus colegas que esta tarefa ganha dimensão do trabalho coletivo e intencional, e que apesar dessa realidade, seguiremos firmes em nossos propósitos", apontou.

"Contra a ideia da força, a força das ideias!". Foi com a frase do intelectual orgânico Florestan Fernandes que a deputada estadual Ana Lula iniciou a solenidade de Outorga de Título de Cidadania Sergipana às professoras Bartira Telles Pereira Santos e Silvana Aparecida Bretas e aos professores José Mário Aleluia Oliveira, Romero Júnior Venâncio Silva. A homenagem foi concedida na manhã desta quarta-feira, quando, em nome da Assembleia Legislativa de Sergipe, Ana Lúcia entregou em mãos o Título de Cidadania Sergipana a estes professores que têm dedicado suas vidas à comunidade universitária e à produção intelectual, sempre na perspectiva de transformação social e da construção de um ensino superior aberto aos filhos e filhas da classe trabalhadora.
Os homenageados apresentaram as preocupações e o repúdio pelo cenário político de retrocessos que estamos vivenciando no Brasil, e chamaram a atenção para o papel dos professores e professoras no processo de enfrentamento ao fascismo.
 "Não somos doutrinadores, nós professores. São as instituições religiosas, principalmente as mais fundamentalistas que doutrinam. Esta homenagem é simbólica para mim devido ao momento político que vivemos no Brasil. Desde o golpe de Dilma, em que a mídia, o executivo, o legislativo e o judiciário, atacam e atacaram professores e professoras, nos culpando, levianamente de sermos a causa dos problemas da previdência e nos apresentando à sociedade como profissionais sem ética, ao afirmarem que doutrinamos nossos alunos", denunciou o homenageado José Mário Aleluia.
Ao agradecer os colegas de trabalho, com quem divide a tarefa de formar outros colegas professores, Silvana Bretas destacou que os dias da categoria "não estão sendo nada fáceis, afinal é necessário pensar em praticar a formação política e didática dos professores, tendo em vista a realidade da escola pública cada dia mais precarizadas. (…) Somente na convivência com meus colegas que esta tarefa ganha dimensão do trabalho coletivo e intencional, e que apesar dessa realidade, seguiremos firmes em nossos propósitos", apontou.