O ódio saiu vitorioso?

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Publicada em 01/11/2018 às 08:37:00

 

* Rômulo Rodrigues
No primeiro turno da eleição, uma estratégia montada pelo especialista americano Steve Bannon; nos moldes da que deu a vitória a Donald Trump, uma enxurrada de disparos de canhões de Fake News, feitos por 40 mil grupos utilizando Robôs, em uma semana, quase atingiu o objetivo de dar a vitória a Bolsonaro no primeiro turno, a um custo de R$ 2 bilhões, tudo financiado por Caixa 2, solenemente ignorado pelo TSE.
O resultado foi: 49.276.990 votos para ele; 31.342.005 votos para Haddad; 13.344.366 para Ciro e mais uns 14 milhões para os demais.
Aqui, cabe uma comparação com o resultado de 2014, entre Dilma e Aécio, eleição que também foi para o segundo turno com Dilma na liderança.
O destaque imediato de toda a mídia foi que o projeto do PT fora derrotado no primeiro turno, com intensa massificação em todos os veículos de comunicação corporativos, quase virando o jogo no segundo turno.
Agora em 2018, esquecimento total de que o projeto de Bolsonaro, seguindo a mesma lógica tortuosa, também foi derrotado no primeiro turno.
Mesmo assim, a narrativa sempre esteve dentro de uma visão particular dos outros atores em cena e pela liberdade de expressão, foi repetida intensamente.
No final da contagem Dilma ganhou, mas, os perdedores partiram com tudo para a destruição de um projeto de governo exitoso em 12 anos.
Na eleição de domingo, a narrativa deles foi baseada em um sofisticado esquema de fraudar a vontade popular pela lógica determinada pelo estrategista; minta; minta; minta que alguma coisa fica. Pelo visto, ficou o suficiente; a mentira do "Kit Gay" que nenhuma Editora publicou, nenhuma Escola recebeu e nenhum Professor teve conhecimento e, talvez por isso, O Estadão tenha classificado a eleição de Tiriricarização da Política.
Vejamos alguns dados: Bolsonaro teve 57.655.036 votos no segundo turno; um amento de 8.378.046 votos. Ele não teve os votos de 78 milhões de eleitores e eleitoras.
Haddad teve um aumento de 15.621.304 votos, quase o dobro e, mesmo com todo o esquema de Fake News identificado e denunciado, o TSE fez apenas pose.
Mesmo assim, vejamos a postura de Fernando Haddad para com o vencedor, que havia anunciado que se perdesse não o cumprimentaria.
Disse Haddad pelo Twitter; "Presidente Jair Bolsonaro. Desejo-lhe sucesso. Nosso País merece o melhor. Escrevo essa mensagem, hoje, de coração leve, com sinceridade, para que ela estimule o melhor de todos nós. Boa sorte!
A grandeza de Fernando Haddad o coloca na condição de grande liderança capaz marchar no comando da nova frente ampla e democrática e, com muita propriedade, alguém lembrou o imortal Mario Lago.
Em 1989, quando Collor venceu, um grupo grande de pessoas acompanhava a apuração do sempre militante Poeta.
Terminada a apuração, todos decepcionados, frustrados, tristes, O velho Mario é então questionado por jovem que estava lá: "O que faremos agora?" Mario levantou-se da poltrona e, altivo respondeu: "Vamos fazer o que sempre fizemos. Começar tudo de novo!".
Enquanto civilidade o gesto de Haddad em cumprimentar Jair Bolsonaro põe ao rés do chão a falácia sobre ser democrática da extrema direita que acaba de ganhar a eleição.
É só lembrar da primeira reação advinda da Âncora da TV-VEJA, Joyce Hasselmann ao propor, cinco minutos após a vitória de Dilma, que já era hora de iniciar um processo de Impeachment.
Lembrar também da primeira reação de Aécio Neves de pedir recontagem dos votos e de quando, o mesmo Aécio, na primeira aparição na Tribuna do Senado, após ser derrotado, dizer que o PSDB faria de tudo para tornar a vida de Dilma num inferno.
Haddad cumprimentou Bolsonaro educada e diplomaticamente e, talvez aí, tenha mostrado ao mundo, o porquê do ódio.
Fazer o que sempre fizemos, é continuar de onde estamos com mais ação, mais energia e mais organização, dando o primeiro passo, evitando qualquer dispersão; o segundo, conservando a Frente Ampla pela Democracia e o terceiro, impulsionando as Brigadas de Vira Votos como interlocutoras diretas junto à população, organizando-a a partir de suas demandas imediatas.
O lado que não venceu a eleição sai na frente com a consolidação de quatro novas lideranças nacionais abraçadas pelas massas em todos os cantos do Brasil; Fernando Haddad, Manuela Dàvila, Guilherme Boullos e Gleisi Hoffmann.
O lado que venceu, tem uma mentira que não exercerá nenhuma liderança, até porque, nunca exerceu e, quando o Cavalo selado passou embaixo de sua janela, mandou tange-lo com violência. 
O certo é que em doze anos de governos o PT não trocou a cor da Bandeira do Brasil, não transformou o País nem numa Cuba, nem numa Venezuela, não mandou prender nem exilar adversários não criou Partido dentro das Escolas como apregoaram as mentiras repetidas que, antes até de formado o novo governo já deixa um caudaloso Rio de Sangue.
Se só sabem plantar ódio, que fiquem com sua colheita. Os que plantaram a Paz; continuarão a semeá-la.
* Rômulo Rodrigues é militante político

* Rômulo Rodrigues

No primeiro turno da eleição, uma estratégia montada pelo especialista americano Steve Bannon; nos moldes da que deu a vitória a Donald Trump, uma enxurrada de disparos de canhões de Fake News, feitos por 40 mil grupos utilizando Robôs, em uma semana, quase atingiu o objetivo de dar a vitória a Bolsonaro no primeiro turno, a um custo de R$ 2 bilhões, tudo financiado por Caixa 2, solenemente ignorado pelo TSE.
O resultado foi: 49.276.990 votos para ele; 31.342.005 votos para Haddad; 13.344.366 para Ciro e mais uns 14 milhões para os demais.
Aqui, cabe uma comparação com o resultado de 2014, entre Dilma e Aécio, eleição que também foi para o segundo turno com Dilma na liderança.
O destaque imediato de toda a mídia foi que o projeto do PT fora derrotado no primeiro turno, com intensa massificação em todos os veículos de comunicação corporativos, quase virando o jogo no segundo turno.
Agora em 2018, esquecimento total de que o projeto de Bolsonaro, seguindo a mesma lógica tortuosa, também foi derrotado no primeiro turno.
Mesmo assim, a narrativa sempre esteve dentro de uma visão particular dos outros atores em cena e pela liberdade de expressão, foi repetida intensamente.
No final da contagem Dilma ganhou, mas, os perdedores partiram com tudo para a destruição de um projeto de governo exitoso em 12 anos.
Na eleição de domingo, a narrativa deles foi baseada em um sofisticado esquema de fraudar a vontade popular pela lógica determinada pelo estrategista; minta; minta; minta que alguma coisa fica. Pelo visto, ficou o suficiente; a mentira do "Kit Gay" que nenhuma Editora publicou, nenhuma Escola recebeu e nenhum Professor teve conhecimento e, talvez por isso, O Estadão tenha classificado a eleição de Tiriricarização da Política.
Vejamos alguns dados: Bolsonaro teve 57.655.036 votos no segundo turno; um amento de 8.378.046 votos. Ele não teve os votos de 78 milhões de eleitores e eleitoras.
Haddad teve um aumento de 15.621.304 votos, quase o dobro e, mesmo com todo o esquema de Fake News identificado e denunciado, o TSE fez apenas pose.
Mesmo assim, vejamos a postura de Fernando Haddad para com o vencedor, que havia anunciado que se perdesse não o cumprimentaria.
Disse Haddad pelo Twitter; "Presidente Jair Bolsonaro. Desejo-lhe sucesso. Nosso País merece o melhor. Escrevo essa mensagem, hoje, de coração leve, com sinceridade, para que ela estimule o melhor de todos nós. Boa sorte!
A grandeza de Fernando Haddad o coloca na condição de grande liderança capaz marchar no comando da nova frente ampla e democrática e, com muita propriedade, alguém lembrou o imortal Mario Lago.
Em 1989, quando Collor venceu, um grupo grande de pessoas acompanhava a apuração do sempre militante Poeta.
Terminada a apuração, todos decepcionados, frustrados, tristes, O velho Mario é então questionado por jovem que estava lá: "O que faremos agora?" Mario levantou-se da poltrona e, altivo respondeu: "Vamos fazer o que sempre fizemos. Começar tudo de novo!".
Enquanto civilidade o gesto de Haddad em cumprimentar Jair Bolsonaro põe ao rés do chão a falácia sobre ser democrática da extrema direita que acaba de ganhar a eleição.
É só lembrar da primeira reação advinda da Âncora da TV-VEJA, Joyce Hasselmann ao propor, cinco minutos após a vitória de Dilma, que já era hora de iniciar um processo de Impeachment.
Lembrar também da primeira reação de Aécio Neves de pedir recontagem dos votos e de quando, o mesmo Aécio, na primeira aparição na Tribuna do Senado, após ser derrotado, dizer que o PSDB faria de tudo para tornar a vida de Dilma num inferno.
Haddad cumprimentou Bolsonaro educada e diplomaticamente e, talvez aí, tenha mostrado ao mundo, o porquê do ódio.
Fazer o que sempre fizemos, é continuar de onde estamos com mais ação, mais energia e mais organização, dando o primeiro passo, evitando qualquer dispersão; o segundo, conservando a Frente Ampla pela Democracia e o terceiro, impulsionando as Brigadas de Vira Votos como interlocutoras diretas junto à população, organizando-a a partir de suas demandas imediatas.
O lado que não venceu a eleição sai na frente com a consolidação de quatro novas lideranças nacionais abraçadas pelas massas em todos os cantos do Brasil; Fernando Haddad, Manuela Dàvila, Guilherme Boullos e Gleisi Hoffmann.
O lado que venceu, tem uma mentira que não exercerá nenhuma liderança, até porque, nunca exerceu e, quando o Cavalo selado passou embaixo de sua janela, mandou tange-lo com violência. 
O certo é que em doze anos de governos o PT não trocou a cor da Bandeira do Brasil, não transformou o País nem numa Cuba, nem numa Venezuela, não mandou prender nem exilar adversários não criou Partido dentro das Escolas como apregoaram as mentiras repetidas que, antes até de formado o novo governo já deixa um caudaloso Rio de Sangue.
Se só sabem plantar ódio, que fiquem com sua colheita. Os que plantaram a Paz; continuarão a semeá-la.

* Rômulo Rodrigues é militante político