Fora da realidade

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 01/11/2018 às 08:40:00

 

Qualquer valor acrescido à pas-
sagem de ônibus praticada na 
capital sergipana é percebido pelo usuário como um abuso. E não é para menos. Fala-se aqui de um serviço dos mais precários, caracterizado pela ausência de pontualidade e veículos caindo aos pedaços. Na óptica do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Aracaju (Setransp), no entanto, a população reclama de barriga cheia.
A proposta de reajuste divulgada ontem pelo Setransp beira o deboche. Segundo eles, a alta dos custos na operação do sistema forçaria o reajuste, fixando a tarifa em absurdos R$ 4,44, um valor fora da realidade. Não custa lembrar, entretanto, que a planilha de custos embasando a reclamação já foi desautorizada em juízo por incorrer em fraude, em passado recente. Nada mais natural, portanto, que o trabalhador conserve uma pulga atrás da orelha, uma vez confrontado pelos mesmos argumentos de sempre.
Verdade é que o transporte coletivo de passageiros em Aracaju deixa muito a desejar. Como se não bastassem os ônibus imundos, entupidos de gente, conduzidos sem qualquer respeito pelos passageiros, as passagens sofrem reajustes regulares, sem qualquer contrapartida na prestação do serviço. A política do Setransp é a do venha a nós. Vosso reino, nada.
Justo ou injusto, o pleito do Setransp rima com os problemas de mobilidade negligenciados pela gestão do ex-prefeito João Alves Filho, ainda presentes no cotidiano de Aracaju. Sem a realização de uma licitação estabelecendo parâmetros aceitáveis para o transporte coletivo de passageiros, uma promessa pendente do prefeito Edvaldo Nogueira, o usuário continuará pagando caro por um serviço porco. E assim não há qualidade de vida que se sustente.

Qualquer valor acrescido à pas- sagem de ônibus praticada na  capital sergipana é percebido pelo usuário como um abuso. E não é para menos. Fala-se aqui de um serviço dos mais precários, caracterizado pela ausência de pontualidade e veículos caindo aos pedaços. Na óptica do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Aracaju (Setransp), no entanto, a população reclama de barriga cheia.
A proposta de reajuste divulgada ontem pelo Setransp beira o deboche. Segundo eles, a alta dos custos na operação do sistema forçaria o reajuste, fixando a tarifa em absurdos R$ 4,44, um valor fora da realidade. Não custa lembrar, entretanto, que a planilha de custos embasando a reclamação já foi desautorizada em juízo por incorrer em fraude, em passado recente. Nada mais natural, portanto, que o trabalhador conserve uma pulga atrás da orelha, uma vez confrontado pelos mesmos argumentos de sempre.
Verdade é que o transporte coletivo de passageiros em Aracaju deixa muito a desejar. Como se não bastassem os ônibus imundos, entupidos de gente, conduzidos sem qualquer respeito pelos passageiros, as passagens sofrem reajustes regulares, sem qualquer contrapartida na prestação do serviço. A política do Setransp é a do venha a nós. Vosso reino, nada.
Justo ou injusto, o pleito do Setransp rima com os problemas de mobilidade negligenciados pela gestão do ex-prefeito João Alves Filho, ainda presentes no cotidiano de Aracaju. Sem a realização de uma licitação estabelecendo parâmetros aceitáveis para o transporte coletivo de passageiros, uma promessa pendente do prefeito Edvaldo Nogueira, o usuário continuará pagando caro por um serviço porco. E assim não há qualidade de vida que se sustente.