Médicos em greve promovem o 'Enterro da Saúde'

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A manifestação dos médicos marcou o 105º dia de greve
A manifestação dos médicos marcou o 105º dia de greve

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Publicada em 02/11/2018 às 11:18:00

 

Milton Alves Júnior
Em alusão ao Dia dos Finados, celebrado hoje em todo o país, médicos da rede municipal de saúde realizaram na manhã de ontem mais uma manifestação contrária à Prefeitura de Aracaju. De braços cruzados há exatos 105 dias, a classe trabalhadora segue em greve, na luta por reajuste salarial com porcentagem igual ou superior à inflação, melhoria das condições de trabalho e contratação de novos profissionais por intermédio de concurso público. Coordenado pelo Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe (Sindimed), o ato ocorreu no calçadão da Praia 13 de Julho e foi denominado 'Luto pelo Sistema Único de Saúde'.
"Não poderia ser diferente. Estamos nessa luta ao lado dos milhares de usuários do sistema, contamos com o apoio do próprio Tribunal de Justiça de Sergipe que rejeitou sabiamente o pedido de ilegalidade da greve solicitado pela prefeitura, e mesmo assim o prefeito Edvaldo Nogueira em uma nítida demonstração de indiferença com os servidores sequer recebe nossa comissão para discutir as reivindicações", declarou o presidente sindical, João Augusto. Ainda de acordo com o profissional da medicina, ao longo dos últimos dias alguns assessores do prefeito tentam plantar junto à sociedade que os médicos pleiteiam um reajuste de 40%. Ele garante que trata-se de 'mentira'.
Conforme destacado por João Augusto, é preciso que o prefeito busque compartilhar a verdade, atender a categoria e repassar o reajuste unificado, para todas as categorias, de, ao menos, 2,99%. O presidente do Sindimed informou ainda que estudos apresentados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a administração municipal da capital sergipana possui condições reais de repassar um reajuste de até 5% para o funcionalismo público. Ainda diante da proposta de 'reajuste zero', a categoria garante permanecer com a greve por tempo indeterminado.
"Estamos batalhando para conquistar nossos direitos como cidadãos trabalhadores, bem como a qualificação da saúde pública em geral. Infelizmente a Prefeitura mente ao dizer que estamos pedindo 40% de reajuste. Isso não é verdade, é fake news na tentativa de direcionar os aracajuanos contra o nosso pleito. É preocupante perceber que a prefeitura não nos recebe, e quando marcam reunião o prefeito não está e os assessores dizem que não possuem condições de atender às nossas demandas", disse. No acumulado dos dias parados, ao menos 315 mil aracajuanos deixaram de ser atendidos dentro da perspectiva normal do serviço.
Prefeitura - Por meio de nota a Secretaria Municipal da Saúde informou que: "reconhece que o ato dos médicos faz parte do processo democrático, mas que, infelizmente, como já foi comprovado ao próprio Sindimed pela comissão de secretários, não há recursos suficientes para conceder reajuste este ano, o que não impede que as negociações sejam iniciadas já no início do ano que vem. A secretaria reforça ainda que está aguardando a decisão judicial sobre o caso, e espera que os profissionais possam voltar às atividades o mais rápido possível".

Em alusão ao Dia dos Finados, celebrado hoje em todo o país, médicos da rede municipal de saúde realizaram na manhã de ontem mais uma manifestação contrária à Prefeitura de Aracaju. De braços cruzados há exatos 105 dias, a classe trabalhadora segue em greve, na luta por reajuste salarial com porcentagem igual ou superior à inflação, melhoria das condições de trabalho e contratação de novos profissionais por intermédio de concurso público. Coordenado pelo Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe (Sindimed), o ato ocorreu no calçadão da Praia 13 de Julho e foi denominado 'Luto pelo Sistema Único de Saúde'.
"Não poderia ser diferente. Estamos nessa luta ao lado dos milhares de usuários do sistema, contamos com o apoio do próprio Tribunal de Justiça de Sergipe que rejeitou sabiamente o pedido de ilegalidade da greve solicitado pela prefeitura, e mesmo assim o prefeito Edvaldo Nogueira em uma nítida demonstração de indiferença com os servidores sequer recebe nossa comissão para discutir as reivindicações", declarou o presidente sindical, João Augusto. Ainda de acordo com o profissional da medicina, ao longo dos últimos dias alguns assessores do prefeito tentam plantar junto à sociedade que os médicos pleiteiam um reajuste de 40%. Ele garante que trata-se de 'mentira'.
Conforme destacado por João Augusto, é preciso que o prefeito busque compartilhar a verdade, atender a categoria e repassar o reajuste unificado, para todas as categorias, de, ao menos, 2,99%. O presidente do Sindimed informou ainda que estudos apresentados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a administração municipal da capital sergipana possui condições reais de repassar um reajuste de até 5% para o funcionalismo público. Ainda diante da proposta de 'reajuste zero', a categoria garante permanecer com a greve por tempo indeterminado.
"Estamos batalhando para conquistar nossos direitos como cidadãos trabalhadores, bem como a qualificação da saúde pública em geral. Infelizmente a Prefeitura mente ao dizer que estamos pedindo 40% de reajuste. Isso não é verdade, é fake news na tentativa de direcionar os aracajuanos contra o nosso pleito. É preocupante perceber que a prefeitura não nos recebe, e quando marcam reunião o prefeito não está e os assessores dizem que não possuem condições de atender às nossas demandas", disse. No acumulado dos dias parados, ao menos 315 mil aracajuanos deixaram de ser atendidos dentro da perspectiva normal do serviço.

Prefeitura - Por meio de nota a Secretaria Municipal da Saúde informou que: "reconhece que o ato dos médicos faz parte do processo democrático, mas que, infelizmente, como já foi comprovado ao próprio Sindimed pela comissão de secretários, não há recursos suficientes para conceder reajuste este ano, o que não impede que as negociações sejam iniciadas já no início do ano que vem. A secretaria reforça ainda que está aguardando a decisão judicial sobre o caso, e espera que os profissionais possam voltar às atividades o mais rápido possível".