O PROTAGONISMO DOS CONSUMIDORES DE ALIMENTOS SAUDÁVEIS

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Publicada em 02/11/2018 às 11:30:00

 

* Manoel Moacir Costa Macêdo
A agricultura brasileira tem mostrado, uma destacada performance na produção de alimentos para os brasileiros e na balança comercial do país.  A sua pauta comercial alcança cento e cinquenta países dos diversos continentes. Uma contribuição relevante à segurança alimentar e captação de recursos para às políticas sociais compensatórias dos vulneráveis, e importação de bens sofisticados para os abastados. A fome, não advém da escassez de comida, nem da incapacidade do setor produtivo em produzir alimentos baratos, mas à persistente e indesejável desigualdade, que incapacita o poder de compra dos pobres. 
Outros desafios estão postos à agricultura, como a continuada produção de alimentos para uma crescente população, que em breve chegará a dez bilhões de habitantes. O destino está traçado. No curto prazo o Brasil, será o maior produtor e exportador de alimentos do planeta. Além disso, a agricultura está desafiada às novas demandas além da linear da produção e produtividade das lavouras, e ganhos de escala numa perspectiva quantitativa: a oferta alimentos de base biológica, livre de insumos químicos e com agregação de valor, a exemplo de vitaminas, minerais, proteínas, energia e medicamentos. 
Novos consumidores, buscam alimentos de base ecológica. Um imperativo da atualidade. A procura por alimentos naturais não para de crescer, motivada pelos cuidados com a saúde e a qualidade de vida. Novos produtos são lançados, e novos mercados são oportunizados. Pela legislação vigente, o produto orgânico, seja ele in natura ou processado, é produzido num sistema orgânico de produção agropecuária ou oriundo de processo extrativista sustentável, que não prejudique o ecossistema local.
No Brasil, as mulheres respondem por 70% das decisões de compra e dão prioridade a produtos benéficos à saúde. A qualidade da alimentação dos filhos é uma prioridade para as mães atentas à qualidade dos alimentos. A comercialização de alimentos orgânicos e sustentáveis no Brasil, movimentou R$ 3,5 bilhões em 2017, e mantém o crescimento de 20% ao ano. O perfil do consumidor de produtos orgânicos, mostrou que 15% dos consumidores compram esses alimentos com regularidade. Verduras, legumes e frutas são os alimentos mais consumidos. O supermercado é o local mais comum para a compra de orgânicos. Atualmente, a maior dificuldade, é o valor dos produtos orgânicos, que dificulta o consumo na rotina diária, em face da cruel desigualdade social da população. 
Desafios que fortalecem o processo produtivo agrícola vinculado a ciência e as demandas de consumidores esclarecidos e dispostos a gastarem com uma diferenciada alimentação. Primeiro, o consumidor chamado ecológico, conscientizado e informado - procura sair da alimentação industrializada e que tenha resíduos químicos. Segundo, o consumidor que inicia um novo estilo de vida e de consumo - busca um novo padrão de alimentação para melhorar a sua qualidade de vida. Nessa mesma categoria, estão os que prospectam um novo estilo de consumo por razões de doença ou intoxicação. Terceiro, o consumidor gourmet - acolhe um produto de alta qualidade. Os produtos orgânicos interessam na medida que são nutritivos, frescos e saborosos. Consumidores protagonizam um novo tipo de alimentação. Exigentes e seletivos por uma alimentação e um novo estilo de bem viver. Isso não é futuro, é presente. 
* Manoel Moacir Costa Macêdo, Engenheiro Agrônomo, PhD pela University of Sussex, Brigthon, Inglaterra

* Manoel Moacir Costa Macêdo

 A agricultura brasileira tem mostrado, uma destacada performance na produção de alimentos para os brasileiros e na balança comercial do país.  A sua pauta comercial alcança cento e cinquenta países dos diversos continentes. Uma contribuição relevante à segurança alimentar e captação de recursos para às políticas sociais compensatórias dos vulneráveis, e importação de bens sofisticados para os abastados. A fome, não advém da escassez de comida, nem da incapacidade do setor produtivo em produzir alimentos baratos, mas à persistente e indesejável desigualdade, que incapacita o poder de compra dos pobres. 
Outros desafios estão postos à agricultura, como a continuada produção de alimentos para uma crescente população, que em breve chegará a dez bilhões de habitantes. O destino está traçado. No curto prazo o Brasil, será o maior produtor e exportador de alimentos do planeta. Além disso, a agricultura está desafiada às novas demandas além da linear da produção e produtividade das lavouras, e ganhos de escala numa perspectiva quantitativa: a oferta alimentos de base biológica, livre de insumos químicos e com agregação de valor, a exemplo de vitaminas, minerais, proteínas, energia e medicamentos. 
Novos consumidores, buscam alimentos de base ecológica. Um imperativo da atualidade. A procura por alimentos naturais não para de crescer, motivada pelos cuidados com a saúde e a qualidade de vida. Novos produtos são lançados, e novos mercados são oportunizados. Pela legislação vigente, o produto orgânico, seja ele in natura ou processado, é produzido num sistema orgânico de produção agropecuária ou oriundo de processo extrativista sustentável, que não prejudique o ecossistema local.
No Brasil, as mulheres respondem por 70% das decisões de compra e dão prioridade a produtos benéficos à saúde. A qualidade da alimentação dos filhos é uma prioridade para as mães atentas à qualidade dos alimentos. A comercialização de alimentos orgânicos e sustentáveis no Brasil, movimentou R$ 3,5 bilhões em 2017, e mantém o crescimento de 20% ao ano. O perfil do consumidor de produtos orgânicos, mostrou que 15% dos consumidores compram esses alimentos com regularidade. Verduras, legumes e frutas são os alimentos mais consumidos. O supermercado é o local mais comum para a compra de orgânicos. Atualmente, a maior dificuldade, é o valor dos produtos orgânicos, que dificulta o consumo na rotina diária, em face da cruel desigualdade social da população. 
Desafios que fortalecem o processo produtivo agrícola vinculado a ciência e as demandas de consumidores esclarecidos e dispostos a gastarem com uma diferenciada alimentação. Primeiro, o consumidor chamado ecológico, conscientizado e informado - procura sair da alimentação industrializada e que tenha resíduos químicos. Segundo, o consumidor que inicia um novo estilo de vida e de consumo - busca um novo padrão de alimentação para melhorar a sua qualidade de vida. Nessa mesma categoria, estão os que prospectam um novo estilo de consumo por razões de doença ou intoxicação. Terceiro, o consumidor gourmet - acolhe um produto de alta qualidade. Os produtos orgânicos interessam na medida que são nutritivos, frescos e saborosos. Consumidores protagonizam um novo tipo de alimentação. Exigentes e seletivos por uma alimentação e um novo estilo de bem viver. Isso não é futuro, é presente. 

* Manoel Moacir Costa Macêdo, Engenheiro Agrônomo, PhD pela University of Sussex, Brigthon, Inglaterra