A caixa preta do Cirurgia

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Publicada em 06/11/2018 às 22:36:00

 

Já passou da hora de os entes pú-
blicos com a responsabilidade de 
zelar pelo erário estadual abrirem a caixa preta do Hospital Cirurgia. Considerada uma entidade filantrópica, sem fins lucrativos, a unidade de saúde vem sendo gerida de maneira flagrantemente descuidada, para dizer o mínimo. O resultado é a suspensão frequente dos serviços conveniados com o Governo de Sergipe, em prejuízo da assistência médica de milhares de cidadãos.
Falta transparência. A intervenção autorizada ontem pelo juiz Aldo de Albuquerque, da 7ª Vara Cível de Aracaju, com o afastamento de todos os diretores do Hospital, tem de resultar em um escrutínio dos mais rigorosos, com o fim de apurar competências e, possibilidade mais grave, a eventual falta de lisura no trato com os recursos públicos.
Assim foi determinada pela Justiça. O presidente da Fundação Beneficente Cirurgia, Milton Souza Santana, bem como seus colaboradores diretos, estão impedidos de exercer qualquer cargo na unidade de saúde até a conclusão de investigação de cunho criminal. O processo movido pelo Ministério Público os acusa de improbidade administrativa. Em bom português, há suspeita razoável de que os dirigentes do Cirurgia têm as mãos grandes.
Certo é que o funcionamento regular do Hospital Cirurgia é fundamental para a assistência médica em Sergipe. Aqui, a carência de leitos e vagas é dramática. Qualquer querela, justa ou injusta, que resulta na interrupção dos serviços prestados pela entidade filantrópica deriva em prejuízo e risco de vida para a população.

Já passou da hora de os entes pú- blicos com a responsabilidade de  zelar pelo erário estadual abrirem a caixa preta do Hospital Cirurgia. Considerada uma entidade filantrópica, sem fins lucrativos, a unidade de saúde vem sendo gerida de maneira flagrantemente descuidada, para dizer o mínimo. O resultado é a suspensão frequente dos serviços conveniados com o Governo de Sergipe, em prejuízo da assistência médica de milhares de cidadãos.
Falta transparência. A intervenção autorizada ontem pelo juiz Aldo de Albuquerque, da 7ª Vara Cível de Aracaju, com o afastamento de todos os diretores do Hospital, tem de resultar em um escrutínio dos mais rigorosos, com o fim de apurar competências e, possibilidade mais grave, a eventual falta de lisura no trato com os recursos públicos.
Assim foi determinada pela Justiça. O presidente da Fundação Beneficente Cirurgia, Milton Souza Santana, bem como seus colaboradores diretos, estão impedidos de exercer qualquer cargo na unidade de saúde até a conclusão de investigação de cunho criminal. O processo movido pelo Ministério Público os acusa de improbidade administrativa. Em bom português, há suspeita razoável de que os dirigentes do Cirurgia têm as mãos grandes.
Certo é que o funcionamento regular do Hospital Cirurgia é fundamental para a assistência médica em Sergipe. Aqui, a carência de leitos e vagas é dramática. Qualquer querela, justa ou injusta, que resulta na interrupção dos serviços prestados pela entidade filantrópica deriva em prejuízo e risco de vida para a população.