Calazar mata criança que estava internada no Huse

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Publicada em 06/11/2018 às 23:29:00

 

Milton Alves Júnior
Foi sepultado na tarde 
de ontem o corpo do 
menino Raí França Santos, de anos três anos, vítima de Leishmaniose, doença popularmente conhecida no Brasil como 'Calazar'. Natural do município de Neópolis, Leste sergipano, a criança esteve internada durante 20 dias na Sala de Estabilização do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). A pedido dos familiares, na tarde da última segunda-feira (05), o garoto foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI pediátrica), mas no início da noite sofreu complicações no quadro clínico e faleceu. Para os familiares houve negligência administrativa por parte da unidade hospitalar.
Conforme lamentado pela a mãe do garoto, Rayane França, desde o início da semana passada os acompanhantes - em especial, ela -, vinham reivindicando junto à equipe médica que a transferência fosse realizada o mais breve possível diante da situação debilitada a qual apresentava o filho. Durante a cerimônia fúnebre realizada na cidade natal da família, Rayane voltou a protestar contra a possível demora na transferência para um leito de acompanhamento clínico mais especializado e constante. Para ela, caso o pedido fosse aceito ainda na semana anterior possivelmente Raí França estaria lutando contra a doença que somente neste ano já vitimou fatalmente oito sergipanos.
"Eu dei a minha vida pela recuperação do meu filho, queria hoje continuar olhando para ele na esperança de melhoria, mas infelizmente a mudança para a UTI do Huse ocorreu tarde demais. Infelizmente depois de tanto implorar o hospital transferiu ele para a UTI, mas quando isso aconteceu ele já estava muito debilitado e poucas horas depois chegou a informação da morte. A gente tinha bastante esperança que mais cedo ou mais tarde a gente voltaria para Neópolis onde ele ficaria em casa de repouso, mas não foi isso o que ocorreu e agora preciso do apoio de Deus para suportar essa perda", disse.
Lamentando o ocorrido, em contraponto às críticas apresentadas pelos familiares de Raí França Santos, o superintendente do Huse, Darcy Tavares, garantiu que a criança recebeu todo o suporte necessário durante o período em que esteve internado sob os cuidados das equipes médicas. Sobre o pedido de transferência da Sala de Estabilização para a UTI pediátrica, o superintendente garantiu que todo o serviço anteriormente ofertado ao paciente foi equivalente ao que seria feito em uma Unidade de Tratamento específica. Darcy enalteceu que todos os equipamentos, remédios e profissionais da medicina necessários foram integralmente ofertamos a fim de salvar a vida da criança.
A doença - O calazar é causada pelo protozoário parasita Leishmania que é transmitido pela picada de mosquitos-palha infectados. O parasita ataca o sistema imunológico e, meses após a infecção inicial, a doença pode evoluir para uma forma visceral mais grave, que é quase sempre fatal se não for tratada. A doença, quando progride, se manifesta de dois a oito meses após a infecção com e se caracteriza por acessos irregulares de febre, perda de peso, fraqueza, aumento do baço e do fígado, nódulos linfáticos inchados e anemia. No entanto, se a carga parasitária é alta ou o nível de imunidade do paciente é baixo, o período de incubação é de 10 a 14 dias.
Foi o oitavo caso com morte registrado em Sergipe este ano.

Foi sepultado na tarde  de ontem o corpo do  menino Raí França Santos, de anos três anos, vítima de Leishmaniose, doença popularmente conhecida no Brasil como 'Calazar'. Natural do município de Neópolis, Leste sergipano, a criança esteve internada durante 20 dias na Sala de Estabilização do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). A pedido dos familiares, na tarde da última segunda-feira (05), o garoto foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI pediátrica), mas no início da noite sofreu complicações no quadro clínico e faleceu. Para os familiares houve negligência administrativa por parte da unidade hospitalar.
Conforme lamentado pela a mãe do garoto, Rayane França, desde o início da semana passada os acompanhantes - em especial, ela -, vinham reivindicando junto à equipe médica que a transferência fosse realizada o mais breve possível diante da situação debilitada a qual apresentava o filho. Durante a cerimônia fúnebre realizada na cidade natal da família, Rayane voltou a protestar contra a possível demora na transferência para um leito de acompanhamento clínico mais especializado e constante. Para ela, caso o pedido fosse aceito ainda na semana anterior possivelmente Raí França estaria lutando contra a doença que somente neste ano já vitimou fatalmente oito sergipanos.
"Eu dei a minha vida pela recuperação do meu filho, queria hoje continuar olhando para ele na esperança de melhoria, mas infelizmente a mudança para a UTI do Huse ocorreu tarde demais. Infelizmente depois de tanto implorar o hospital transferiu ele para a UTI, mas quando isso aconteceu ele já estava muito debilitado e poucas horas depois chegou a informação da morte. A gente tinha bastante esperança que mais cedo ou mais tarde a gente voltaria para Neópolis onde ele ficaria em casa de repouso, mas não foi isso o que ocorreu e agora preciso do apoio de Deus para suportar essa perda", disse.
Lamentando o ocorrido, em contraponto às críticas apresentadas pelos familiares de Raí França Santos, o superintendente do Huse, Darcy Tavares, garantiu que a criança recebeu todo o suporte necessário durante o período em que esteve internado sob os cuidados das equipes médicas. Sobre o pedido de transferência da Sala de Estabilização para a UTI pediátrica, o superintendente garantiu que todo o serviço anteriormente ofertado ao paciente foi equivalente ao que seria feito em uma Unidade de Tratamento específica. Darcy enalteceu que todos os equipamentos, remédios e profissionais da medicina necessários foram integralmente ofertamos a fim de salvar a vida da criança.

A doença - O calazar é causada pelo protozoário parasita Leishmania que é transmitido pela picada de mosquitos-palha infectados. O parasita ataca o sistema imunológico e, meses após a infecção inicial, a doença pode evoluir para uma forma visceral mais grave, que é quase sempre fatal se não for tratada. A doença, quando progride, se manifesta de dois a oito meses após a infecção com e se caracteriza por acessos irregulares de febre, perda de peso, fraqueza, aumento do baço e do fígado, nódulos linfáticos inchados e anemia. No entanto, se a carga parasitária é alta ou o nível de imunidade do paciente é baixo, o período de incubação é de 10 a 14 dias.
Foi o oitavo caso com morte registrado em Sergipe este ano.