Novembro, mês das almas do purgatório

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Publicada em 08/11/2018 às 05:05:00

 

* Dom Edvaldo Gonçalves Amaral, SDB
O mês de novembro é dedicado, na tradi-
ção da Igreja, à comemoração dos fiéis 
defuntos. É o mês da saudade, do reconhecimento e das orações por nossos parentes, amigos e benfeitores que já partiram para a Casa do Pai. O Santo Rosário de Maria pelas benditas Almas do Purgatório é uma prática cristã e familiar, que devemos conservar e/ou incentivar em nossas famílias.
O calendário salesiano prescreve, todos os anos, um dia do mês de novembro no qual em todas as casas salesianas é celebrada Missa por alma dos benfeitores e membros da Família Salesiana falecidos. E no dia 25 de novembro é também celebrada Missa de finados pelos pais falecidos dos Salesianos e das Filhas de Maria Auxiliadora. E isto porque neste dia se comemora a entrada na pátria celestial da Serva de Deus Margarida Occhiena, a nossa Mamãe Margarida de Dom Bosco e de toda a Família Salesiana.
Mulher extraordinária, firme na fé e na coragem ao enfrentar as dificuldades da pobreza, da viuvez e dos contratempos da vida. Mãe de seus dois filhos, do filho do marido viúvo e das centenas de filhos sem mãe que recebeu no Oratório de Dom Bosco em Turim. Educadora na fé e no amor, formando seus filhos no temor de Deus, cheia da sabedoria do Alto, seja no humilde lar dos Becchi como no Oratório de Valdocco. Formadora do caráter e da personalidade de seus filhos e dos filhos do povo, dos filhos sem mãe, para com a razão, a religião e o carinho fazer deles, como queria Dom Bosco, bons cristãos e honestos cidadãos. Foi ela quem criou, entre os primeiros filhos de nosso Pai, o necessário ambiente de família, que só ele educa e prepara com eficiência para a vida.
Sendo o mês de novembro o último do ano litúrgico, é também tempo propício para meditarmos na vida eterna e na proximidade da morte. Quando se fala de morte, algumas pessoas julgam tratar-se de processo de depressão, de pessimismo ou de abatimento. Na verdade, a piedade cristã põe a cada momento diante de nossos olhos a verdade inelutável da morte e da vida para além da morte.
Quando rezamos a Ave-Maria, repetimos "agora e na hora de nossa morte". No Credo, professamos nossa fé na vida eterna. E na Santa Missa, já na absolvição inicial, o sacerdote nos diz: "Deus Todo Poderoso… perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna". Ao colocar no cálice o fragmento da hóstia, diz: "Que o Corpo e o Sangue de Cristo… nos sirvam para a vida eterna". Na sua comunhão, o padre repete que o Corpo e o Sangue de Cristo o guardem para a vida eterna. E na absolvição sacramental da Penitência, e em muitos outros momentos, a liturgia sempre nos lembra a grande verdade da vida eterna. E assim também em inúmeras orações populares e jaculatórias que repetimos ao longo de nosso dia de cristãos.
Diz o Salmo 90: "Setenta anos é a vida do homem sobre a terra; oitenta se for vigoroso. Mas passam depressa e a maior parte é ilusão e sofrimento".
E a belíssima oração que a Sagrada Liturgia nos dá no Prefácio III da Eucaristia, diz: "Senhor, vós quisestes que o vosso Filho, obediente até à morte e morte de cruz, nos precedesse no caminho do retorno a Vós, termo último de toda expectativa humana. E, na Eucaristia, testamento de seu amor, ele se fez alimento e bebida para a nossa viagem rumo à Páscoa eterna".
* Dom Edvaldo Gonçalves Amaral, SDB é Arcebispo Emérito de Maceió (foi Bispo Auxiliar de Aracaju - 1975 a 1980)
dedvaldo@salesianorecife.com.br

* Dom Edvaldo Gonçalves Amaral, SDB

O mês de novembro é dedicado, na tradi- ção da Igreja, à comemoração dos fiéis  defuntos. É o mês da saudade, do reconhecimento e das orações por nossos parentes, amigos e benfeitores que já partiram para a Casa do Pai. O Santo Rosário de Maria pelas benditas Almas do Purgatório é uma prática cristã e familiar, que devemos conservar e/ou incentivar em nossas famílias.
O calendário salesiano prescreve, todos os anos, um dia do mês de novembro no qual em todas as casas salesianas é celebrada Missa por alma dos benfeitores e membros da Família Salesiana falecidos. E no dia 25 de novembro é também celebrada Missa de finados pelos pais falecidos dos Salesianos e das Filhas de Maria Auxiliadora. E isto porque neste dia se comemora a entrada na pátria celestial da Serva de Deus Margarida Occhiena, a nossa Mamãe Margarida de Dom Bosco e de toda a Família Salesiana.
Mulher extraordinária, firme na fé e na coragem ao enfrentar as dificuldades da pobreza, da viuvez e dos contratempos da vida. Mãe de seus dois filhos, do filho do marido viúvo e das centenas de filhos sem mãe que recebeu no Oratório de Dom Bosco em Turim. Educadora na fé e no amor, formando seus filhos no temor de Deus, cheia da sabedoria do Alto, seja no humilde lar dos Becchi como no Oratório de Valdocco. Formadora do caráter e da personalidade de seus filhos e dos filhos do povo, dos filhos sem mãe, para com a razão, a religião e o carinho fazer deles, como queria Dom Bosco, bons cristãos e honestos cidadãos. Foi ela quem criou, entre os primeiros filhos de nosso Pai, o necessário ambiente de família, que só ele educa e prepara com eficiência para a vida.
Sendo o mês de novembro o último do ano litúrgico, é também tempo propício para meditarmos na vida eterna e na proximidade da morte. Quando se fala de morte, algumas pessoas julgam tratar-se de processo de depressão, de pessimismo ou de abatimento. Na verdade, a piedade cristã põe a cada momento diante de nossos olhos a verdade inelutável da morte e da vida para além da morte.
Quando rezamos a Ave-Maria, repetimos "agora e na hora de nossa morte". No Credo, professamos nossa fé na vida eterna. E na Santa Missa, já na absolvição inicial, o sacerdote nos diz: "Deus Todo Poderoso… perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna". Ao colocar no cálice o fragmento da hóstia, diz: "Que o Corpo e o Sangue de Cristo… nos sirvam para a vida eterna". Na sua comunhão, o padre repete que o Corpo e o Sangue de Cristo o guardem para a vida eterna. E na absolvição sacramental da Penitência, e em muitos outros momentos, a liturgia sempre nos lembra a grande verdade da vida eterna. E assim também em inúmeras orações populares e jaculatórias que repetimos ao longo de nosso dia de cristãos.
Diz o Salmo 90: "Setenta anos é a vida do homem sobre a terra; oitenta se for vigoroso. Mas passam depressa e a maior parte é ilusão e sofrimento".
E a belíssima oração que a Sagrada Liturgia nos dá no Prefácio III da Eucaristia, diz: "Senhor, vós quisestes que o vosso Filho, obediente até à morte e morte de cruz, nos precedesse no caminho do retorno a Vós, termo último de toda expectativa humana. E, na Eucaristia, testamento de seu amor, ele se fez alimento e bebida para a nossa viagem rumo à Páscoa eterna".

* Dom Edvaldo Gonçalves Amaral, SDB é Arcebispo Emérito de Maceió (foi Bispo Auxiliar de Aracaju - 1975 a 1980)dedvaldo@salesianorecife.com.br