Caça aos marajás

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Publicada em 08/11/2018 às 05:07:00

 

O combate à corrupção é palavra 
ordinária no vocabulário de go-
vernantes populistas. E, no entanto, não faltam exemplos na história recente de gestores públicos traídos pela mão grande. Segundo o Ministério Público de Sergipe, este é justamente o caso de Valmir de Francisquinho, prefeito de Itabaiana. A Polícia Civil o acusa pelo desvio anual de pelo menos R$ 6 milhões.
Não é à toa que a bravata da caça aos marajás é moeda corrente nas disputas eleitorais. Mais do que o voluntarismo controverso de uns e outros, no entanto, os políticos malfeitores, surpreendidos com a boca na botija, só têm razão para colocar a barba de molho quando confrontados por ações obedientes a todos os preceitos constitucionais, a exemplo da Operação Abate Final.
De acordo com inquérito do Departamento de Crimes Contra a Ordem Tributária e Administração Pública, o temido Deotap, o prefeito e mais diversos assessores diretos transformaram o abatedouro de Itabaiana em uma mina de ouro. A cobrança de taxas indevidas, depois desviadas para a conta de terceiros utilizados como laranjas, teria deixado o prefeito milionário.
A acusação ainda será levada a juízo. De todo modo, é preciso sublinhar a atuação exemplar da Polícia Civil. Ações assim sepultam de vez qualquer sombra de dúvida porventura remanescente sobre a substituição da delegada Daniele Garcia, afastada do Deotap ao fim do ano passado. Suspeita parecida foi ventilada quando Raquel Dodge assumiu o comando da Procuradoria Geral da República, empossada pelo presidente Michel Temer. Tanto em um caso, como em outro, no entanto, a sucessão dos eventos obedeceu aos ritos previstos em Lei e preservou as instituições de um indesejável acesso personalista.

O combate à corrupção é palavra  ordinária no vocabulário de go- vernantes populistas. E, no entanto, não faltam exemplos na história recente de gestores públicos traídos pela mão grande. Segundo o Ministério Público de Sergipe, este é justamente o caso de Valmir de Francisquinho, prefeito de Itabaiana. A Polícia Civil o acusa pelo desvio anual de pelo menos R$ 6 milhões.
Não é à toa que a bravata da caça aos marajás é moeda corrente nas disputas eleitorais. Mais do que o voluntarismo controverso de uns e outros, no entanto, os políticos malfeitores, surpreendidos com a boca na botija, só têm razão para colocar a barba de molho quando confrontados por ações obedientes a todos os preceitos constitucionais, a exemplo da Operação Abate Final.
De acordo com inquérito do Departamento de Crimes Contra a Ordem Tributária e Administração Pública, o temido Deotap, o prefeito e mais diversos assessores diretos transformaram o abatedouro de Itabaiana em uma mina de ouro. A cobrança de taxas indevidas, depois desviadas para a conta de terceiros utilizados como laranjas, teria deixado o prefeito milionário.
A acusação ainda será levada a juízo. De todo modo, é preciso sublinhar a atuação exemplar da Polícia Civil. Ações assim sepultam de vez qualquer sombra de dúvida porventura remanescente sobre a substituição da delegada Daniele Garcia, afastada do Deotap ao fim do ano passado. Suspeita parecida foi ventilada quando Raquel Dodge assumiu o comando da Procuradoria Geral da República, empossada pelo presidente Michel Temer. Tanto em um caso, como em outro, no entanto, a sucessão dos eventos obedeceu aos ritos previstos em Lei e preservou as instituições de um indesejável acesso personalista.