Médicos de Aracaju reiniciam atendimento após longa greve

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Publicada em 13/11/2018 às 06:41:00

 

Milton Alves Júnior
 
Depois de 113 dias de 
greve, médicos que 
prestam serviço ao Sistema Único de Saúde (SUS), em Aracaju, oficialmente voltaram na manhã de ontem às Unidades de Pronto Atendimento e se depararam com uma ampla demanda assistencial. O cenário já era previsto por gestores da Secretaria Municipal de Saúde e da própria classe trabalhadora já que, no acumulado dos dias parados, mais de 350 mil usuários do sistema deixaram de ser direta, ou indiretamente atendidos. Conforme contabilidade administrativa elaborada pela Prefeitura de Aracaju, diante do amplo número de pacientes desassistidos, a normalidade do serviço ocorrerá apenas em prazo corrido de seis meses.
Durante o último diálogo realizado na última sexta-feira, 09, entre a SMS e o Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe (Sindimed), ficou deliberado em comum acordo que cada médico deve atender diariamente, ao menos, dois pacientes a mais se comparado com a rotina vivenciada antes da deflagração da greve. Com isso, a perspectiva é que o sistema esteja normalizado de forma integral apenas no mês de maio do ano que vem. Apesar do prazo extenso, dezenas de aracajuanos comemoram a recomposição integral das escalas médicas. Para o auxiliar de serviços gerais Anselmo Sousa, 'fica no ar' a sensação de normalização do sistema.
 "Não queríamos que esses problemas entre os médicos e a prefeitura impactasse nós pacientes e acompanhantes - até porque se tem um lado que não tem nada a ver com essa situação somos nós contribuintes, mas ao menos a gente percebe que as coisas começam a entrar nos trilhos novamente. Quem disser que o sistema estava fluindo normalmente durante a greve está mentindo. Em muitos locais não tinha atendimento e agora parece que a coisa começa a mudar", disse. Apesar da cordialidade entre gestores e classe trabalhadora, a direção sindical garante que a categoria segue mobilizada na perspectiva de conquistar avanços para os servidores.
Para João Augusto, presidente do Sindicato dos Médicos, o retorno aos postos de trabalho das Redes Especializada e de Atenção Básica ocorreu conforme prometido pela classe, mas ao Jornal do Dia destacou a necessidade de a administração pública da capital sergipana - sobretudo o prefeito Edvaldo Nogueira, que durante os quase quatro meses de greve não recebeu uma comissão formada pelo Sindimed -, permaneça recebendo os médicos e atenda aos interesses da categoria coerentemente de forma breve. Caso a falta de reajuste salarial e contratação de profissionais por meio de concurso público continue indisponível, o sindicato não descarta a possibilidade de reativar o movimento.
"O retorno às atividades não quer dizer que aceitamos calados a falta de valorização da categoria e qualificação do sistema de forma geral. Em respeito aos usuários do SUS e devido ao posicionamento cordial apresentado pela secretária da saúde da capital, Waneska Barboza, decidimos em assembleia retornar às atividades como a população pôde acompanhar nessa segunda-feira. Só pedimos que a confiabilidade não seja quebrada. Para o bem de todos é importante que se apliquem os avanços", declarou.
Reagendamento - Com o término da greve dos médicos, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) está organizando o fluxo de atendimento de consultas e exames que foram suspensos no período de paralisação dos servidores. 
A paralisação iniciou no dia 20 de julho e seguiu até última sexta-feira, 9, quando os médicos decidiram pelo fim do movimento paredista, após serem recebidos, na tarde da última quinta-feira, 08, pela  secretária municipal da Saúde, Waneska Barboza, e demais gestores da SMS.
O Centro de Especialidades Médicas de Aracaju (Cemar) Siqueira Campos, por exemplo, está entrando em contato com os usuários que tiveram as consultas e exames marcados para fazer um novo agendamento.
"No Cemar Siqueira Campos tivemos pouca demanda porque depois de alguns dias de greve dos médicos, o Núcleo de Controle, Avaliação, Auditoria e Regulação (Nucaar) fechou as agendas, deixando de encaminhar as demandas para aquela unidade. Por isso, ao longo desta semana, estaremos reagendando os procedimentos por telefone", explicou  a coordenadora da Reae, Maria Auxiliadora Brito.

Milton Alves Júnior Depois de 113 dias de  greve, médicos que  prestam serviço ao Sistema Único de Saúde (SUS), em Aracaju, oficialmente voltaram na manhã de ontem às Unidades de Pronto Atendimento e se depararam com uma ampla demanda assistencial. O cenário já era previsto por gestores da Secretaria Municipal de Saúde e da própria classe trabalhadora já que, no acumulado dos dias parados, mais de 350 mil usuários do sistema deixaram de ser direta, ou indiretamente atendidos. Conforme contabilidade administrativa elaborada pela Prefeitura de Aracaju, diante do amplo número de pacientes desassistidos, a normalidade do serviço ocorrerá apenas em prazo corrido de seis meses.
Durante o último diálogo realizado na última sexta-feira, 09, entre a SMS e o Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe (Sindimed), ficou deliberado em comum acordo que cada médico deve atender diariamente, ao menos, dois pacientes a mais se comparado com a rotina vivenciada antes da deflagração da greve. Com isso, a perspectiva é que o sistema esteja normalizado de forma integral apenas no mês de maio do ano que vem. Apesar do prazo extenso, dezenas de aracajuanos comemoram a recomposição integral das escalas médicas. Para o auxiliar de serviços gerais Anselmo Sousa, 'fica no ar' a sensação de normalização do sistema.
 "Não queríamos que esses problemas entre os médicos e a prefeitura impactasse nós pacientes e acompanhantes - até porque se tem um lado que não tem nada a ver com essa situação somos nós contribuintes, mas ao menos a gente percebe que as coisas começam a entrar nos trilhos novamente. Quem disser que o sistema estava fluindo normalmente durante a greve está mentindo. Em muitos locais não tinha atendimento e agora parece que a coisa começa a mudar", disse. Apesar da cordialidade entre gestores e classe trabalhadora, a direção sindical garante que a categoria segue mobilizada na perspectiva de conquistar avanços para os servidores.
Para João Augusto, presidente do Sindicato dos Médicos, o retorno aos postos de trabalho das Redes Especializada e de Atenção Básica ocorreu conforme prometido pela classe, mas ao Jornal do Dia destacou a necessidade de a administração pública da capital sergipana - sobretudo o prefeito Edvaldo Nogueira, que durante os quase quatro meses de greve não recebeu uma comissão formada pelo Sindimed -, permaneça recebendo os médicos e atenda aos interesses da categoria coerentemente de forma breve. Caso a falta de reajuste salarial e contratação de profissionais por meio de concurso público continue indisponível, o sindicato não descarta a possibilidade de reativar o movimento.
"O retorno às atividades não quer dizer que aceitamos calados a falta de valorização da categoria e qualificação do sistema de forma geral. Em respeito aos usuários do SUS e devido ao posicionamento cordial apresentado pela secretária da saúde da capital, Waneska Barboza, decidimos em assembleia retornar às atividades como a população pôde acompanhar nessa segunda-feira. Só pedimos que a confiabilidade não seja quebrada. Para o bem de todos é importante que se apliquem os avanços", declarou.

Reagendamento - Com o término da greve dos médicos, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) está organizando o fluxo de atendimento de consultas e exames que foram suspensos no período de paralisação dos servidores. 
A paralisação iniciou no dia 20 de julho e seguiu até última sexta-feira, 9, quando os médicos decidiram pelo fim do movimento paredista, após serem recebidos, na tarde da última quinta-feira, 08, pela  secretária municipal da Saúde, Waneska Barboza, e demais gestores da SMS.
O Centro de Especialidades Médicas de Aracaju (Cemar) Siqueira Campos, por exemplo, está entrando em contato com os usuários que tiveram as consultas e exames marcados para fazer um novo agendamento.
"No Cemar Siqueira Campos tivemos pouca demanda porque depois de alguns dias de greve dos médicos, o Núcleo de Controle, Avaliação, Auditoria e Regulação (Nucaar) fechou as agendas, deixando de encaminhar as demandas para aquela unidade. Por isso, ao longo desta semana, estaremos reagendando os procedimentos por telefone", explicou  a coordenadora da Reae, Maria Auxiliadora Brito.