Os tostões da saúde

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Publicada em 14/11/2018 às 09:12:00

 

A saúde dos brasileiros não mere-
ce nem quatro tostões furados. 
A conclusão é baseada em levantamento do Conselho Federal de Medicina. Na ponta do lápis, o Brasil investiu exatos R$ 3,48 por dia para cobrir as despesas médicas da população.
Não adianta brigar com os números. De 2008 a 2017, os gastos públicos per capita com a saúde no país não tiveram reajustes que superassem os valores de reposição previstos no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o principal indicador de inflação no Brasil. Nesse período, o índice subiu cerca de 80%. Caso os valores tivessem sido corrigidos pelo IPCA a partir de 2008, o gasto anual por pessoa, que em 2017 foi de R$ 1.271,35, seria ampliado para R$ 1.800.
De acordo com a Associação Médica Brasileira e a Federação Nacional dos Médicos, o descaso com a saúde dos brasileiros caracteriza uma política genocida, voltada para o extermínio da população pobre. Segundo estas entidades, a saúde é um dever do Estado. Assim, ao ter um direito negado, a população é vítima de um crime de lesa-humanidade.
A situação descrita pelo documento divulgado pelo CFM faz lembrar o calvário dos pacientes oncológicos em Sergipe. De fato, como o Jornal do Dia sempre faz questão de lembrar, poucas obras fazem tanta falta aos sergipanos mais necessitados quanto a sempre adiada construção do Hospital do Câncer. Sem os leitos prometidos pelo ex-governador Jackson Barreto, os dependentes do Sistema Único de Saúde percorrem verdadeira via crucis em busca de assistência médica. De um lado pra outro, com a cara na porta. O resultado muitas vezes é o óbito.

A saúde dos brasileiros não mere- ce nem quatro tostões furados.  A conclusão é baseada em levantamento do Conselho Federal de Medicina. Na ponta do lápis, o Brasil investiu exatos R$ 3,48 por dia para cobrir as despesas médicas da população.
Não adianta brigar com os números. De 2008 a 2017, os gastos públicos per capita com a saúde no país não tiveram reajustes que superassem os valores de reposição previstos no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o principal indicador de inflação no Brasil. Nesse período, o índice subiu cerca de 80%. Caso os valores tivessem sido corrigidos pelo IPCA a partir de 2008, o gasto anual por pessoa, que em 2017 foi de R$ 1.271,35, seria ampliado para R$ 1.800.
De acordo com a Associação Médica Brasileira e a Federação Nacional dos Médicos, o descaso com a saúde dos brasileiros caracteriza uma política genocida, voltada para o extermínio da população pobre. Segundo estas entidades, a saúde é um dever do Estado. Assim, ao ter um direito negado, a população é vítima de um crime de lesa-humanidade.
A situação descrita pelo documento divulgado pelo CFM faz lembrar o calvário dos pacientes oncológicos em Sergipe. De fato, como o Jornal do Dia sempre faz questão de lembrar, poucas obras fazem tanta falta aos sergipanos mais necessitados quanto a sempre adiada construção do Hospital do Câncer. Sem os leitos prometidos pelo ex-governador Jackson Barreto, os dependentes do Sistema Único de Saúde percorrem verdadeira via crucis em busca de assistência médica. De um lado pra outro, com a cara na porta. O resultado muitas vezes é o óbito.