PF apreende 120 quilos de cocaína e R$ 880 mil em dinheiro

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Dinheiro apreendido com os traficantes
Dinheiro apreendido com os traficantes

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Publicada em 14/11/2018 às 09:42:00

 

Gabriel Damásio
Duas pessoas foram 
presas e mais de Rmce_markernbsp;
880 mil em espécie foram apreendidas durante a 'Operação Högel', deflagrada nesta segunda-feira pela Polícia Federal em cidades de Sergipe e Pernambuco. A investigação foi conduzida por equipes da PF em Aracaju, que apuraram a denúncia de um esquema de envio de cocaína para estados do Nordeste. Ao todo, 120 quilos de pasta-base de cocaína foram encontrados pelos policiais. Parte da droga e do dinheiro estava em uma caminhonete com placas de Pernambuco, que foi interceptada na BR-101, próximo a Japaratuba (Vale do Cotinguiba).
Segundo a polícia, 72 quilos da droga estavam escondidos em um compartimento falso no fundo da caminhonete e dentro de um cilindro de gás natural. O carro era dirigido por um homem conhecido como "Enfermeiro", que, segundo a PF, é apontado como responsável pela droga e tinha ainda consigo documentos falsos e pouco mais de R$ 8 mil em dinheiro. Uma mulher que o acompanhava em outro carro, conhecido como 'batedor', também foi detida. Os policiais fizeram outras buscas na casa de 'Enfermeiro', em Bezerros (PE), onde ele morava e estava construindo um novo imóvel. Neste local, os agentes encontraram mais 40 quilos de cocaína, o restante do dinheiro, quatro máquinas de contagem de dinheiro, um cilindro de gás adaptado para armazenar as drogas, e um total de seis carros, sendo quatro que estavam em Pernambuco. Um dos veículos era blindado e até usava uma sirene atribuída à polícia. 
O delegado federal Alex Ranieri, delegado regional de combate ao crime organizado da PF, explicou que os acusados eram acostumados a fazer uma rota de transporte de drogas entre Minas e Pernambuco, a fim de abastecer traficantes da região. "A pessoa que foi presa informou que, depois que estabeleceu esse negócio ilícito, tinha uma frequência neste envio de drogas e, a cada dois meses mandava uma carga deste tipo. Os valores que ele arrecadava era certamente eram grandes e, muito provavelmente, ele usava a construção de imóveis para lavar o dinheiro do tráfico", disse Alex.
'Enfermeiro', que já era foragido do sistema prisional pernambucano, já era investigado há algum tempo pelos federais, que acompanharam o suspeito e identificaram principalmente em uma lanchonete montada na residência construída pelo suspeito. Ao todo, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão foram concedidos pela Justiça Federal. Ele e a mulher que o acompanhava foram autuados pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, uso de documento falso e lavagem de dinheiro. A PF pretende agora descobrir se há outras pessoas envolvidas com o tráfico. "Normalmente, uma organização criminosa não sufixa em poucas pessoas. Sempre vai ter algum conjunto que dá o apoio e o suporte, a logística de entrada e recebimento das drogas. Certamente, existem outras pessoas envolvidas", explicou o delegado.
A operação policial foi assim denominada em alusão ao enfermeiro Nils Högel, que foi preso em 2017 na Alemanha e condenado à prisão perpétua após confessar o assassinato de 30 pacientes, apesar de a polícia alemã concluir que ele tenha matado pelo menos 90 pessoas. "(...) contrariando a profissão que exercia, ceifou deliberadamente a vida de inúmeros de seus pacientes, mal semelhante ao que o investigado, apelidado de "Enfermeiro", causaria com a volumosa distribuição de drogas que realizava", relacionou a PF, em nota.

Duas pessoas foram  presas e mais de Rmce_markernbsp; 880 mil em espécie foram apreendidas durante a 'Operação Högel', deflagrada nesta segunda-feira pela Polícia Federal em cidades de Sergipe e Pernambuco. A investigação foi conduzida por equipes da PF em Aracaju, que apuraram a denúncia de um esquema de envio de cocaína para estados do Nordeste. Ao todo, 120 quilos de pasta-base de cocaína foram encontrados pelos policiais. Parte da droga e do dinheiro estava em uma caminhonete com placas de Pernambuco, que foi interceptada na BR-101, próximo a Japaratuba (Vale do Cotinguiba).
Segundo a polícia, 72 quilos da droga estavam escondidos em um compartimento falso no fundo da caminhonete e dentro de um cilindro de gás natural. O carro era dirigido por um homem conhecido como "Enfermeiro", que, segundo a PF, é apontado como responsável pela droga e tinha ainda consigo documentos falsos e pouco mais de R$ 8 mil em dinheiro. Uma mulher que o acompanhava em outro carro, conhecido como 'batedor', também foi detida. Os policiais fizeram outras buscas na casa de 'Enfermeiro', em Bezerros (PE), onde ele morava e estava construindo um novo imóvel. Neste local, os agentes encontraram mais 40 quilos de cocaína, o restante do dinheiro, quatro máquinas de contagem de dinheiro, um cilindro de gás adaptado para armazenar as drogas, e um total de seis carros, sendo quatro que estavam em Pernambuco. Um dos veículos era blindado e até usava uma sirene atribuída à polícia. 
O delegado federal Alex Ranieri, delegado regional de combate ao crime organizado da PF, explicou que os acusados eram acostumados a fazer uma rota de transporte de drogas entre Minas e Pernambuco, a fim de abastecer traficantes da região. "A pessoa que foi presa informou que, depois que estabeleceu esse negócio ilícito, tinha uma frequência neste envio de drogas e, a cada dois meses mandava uma carga deste tipo. Os valores que ele arrecadava era certamente eram grandes e, muito provavelmente, ele usava a construção de imóveis para lavar o dinheiro do tráfico", disse Alex.
'Enfermeiro', que já era foragido do sistema prisional pernambucano, já era investigado há algum tempo pelos federais, que acompanharam o suspeito e identificaram principalmente em uma lanchonete montada na residência construída pelo suspeito. Ao todo, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão foram concedidos pela Justiça Federal. Ele e a mulher que o acompanhava foram autuados pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, uso de documento falso e lavagem de dinheiro. A PF pretende agora descobrir se há outras pessoas envolvidas com o tráfico. "Normalmente, uma organização criminosa não sufixa em poucas pessoas. Sempre vai ter algum conjunto que dá o apoio e o suporte, a logística de entrada e recebimento das drogas. Certamente, existem outras pessoas envolvidas", explicou o delegado.
A operação policial foi assim denominada em alusão ao enfermeiro Nils Högel, que foi preso em 2017 na Alemanha e condenado à prisão perpétua após confessar o assassinato de 30 pacientes, apesar de a polícia alemã concluir que ele tenha matado pelo menos 90 pessoas. "(...) contrariando a profissão que exercia, ceifou deliberadamente a vida de inúmeros de seus pacientes, mal semelhante ao que o investigado, apelidado de "Enfermeiro", causaria com a volumosa distribuição de drogas que realizava", relacionou a PF, em nota.