Hospital já atendeu 449 pessoas atingidas por escorpiões

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Publicada em 14/11/2018 às 09:48:00

 

Período propício à proliferação de escorpiões em Sergipe já contabilizam o atendimento de 449 casos registrados apenas no Centro de Informação e Investigação Toxicológica (Ciatox), anexo ao Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). Esses dados, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, referem-se somente ao terceiro semestre deste ano (agosto, setembro e outubro), quando outras 474 pessoas foram vítimas de  intoxicação por uso de drogas, 138 por medicamentos, 33 por outros animais peçonhentos venenosos, 24 por alimentos, 16 por domissanitários, 10 por agrotóxicos de uso agrícola.
Diante do aumento significativo dos casos, os órgão de saúde chamam a atenção dos sergipanos já que, os relatos sobre o aparecimento de escorpiões próximos às casas costumam aumentar a partir de setembro. Estudos científicos mostram que o tempo úmido e quente é mais propício para a proliferação do aracnídeo, sendo assim, a quantidade de escorpiões começa a aumentar até chegar ao ápice no verão. Em depoimento destacado pela Secretaria da Saúde, a médica e toxicologista - responsável pela coordenação do Ciatox, Júlia Cardoso, enalteceu que a precisão no diagnóstico é fundamental para um resultado bem sucedido.
"Se a vítima foi picada por animais peçonhentos, o ideal é que o animal seja capturado e levado em um frasco para que o médico veja qual o procedimento adequado com a vítima. Isso ajuda na precisão do diagnóstico. Deve ser feita a soroterapia específica preconizado para os acidentes moderados e graves, pois vai inibir a ação do veneno naquele local já que ele age no sistema circulatório e nervoso. Então, quanto mais rápida for feita essa soroterapia, a gente consegue ter um prognóstico melhor para esse paciente", declarou. Picadas de escorpiões costumam gerar dor local, febre, dor abdominal, salivação excessiva, vômito e aumento da pressão arterial.
Esses sintomas são comuns em casos envolvendo o escorpião da espécie Tityus serrulatus, conhecido popularmente como Escorpião amarelo. Um animal típico das regiões Sudeste, Centro oeste e Nordeste do Brasil, e que costuma frequentar indesejadamente a residência de centenas de sergipanos. Em caso de acidente, a orientação dos profissionais é buscar um atendimento especializado o mais breve possível, e, se possível, com a amostra do animal. O uso de medicamentos por conta própria é contraindicado. A orientação do Centro de Informação e Investigação Toxicológica é se dirigir o mais rápido possível a uma unidade de saúde. (Milton Alves Júnior)

Período propício à proliferação de escorpiões em Sergipe já contabilizam o atendimento de 449 casos registrados apenas no Centro de Informação e Investigação Toxicológica (Ciatox), anexo ao Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). Esses dados, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, referem-se somente ao terceiro semestre deste ano (agosto, setembro e outubro), quando outras 474 pessoas foram vítimas de  intoxicação por uso de drogas, 138 por medicamentos, 33 por outros animais peçonhentos venenosos, 24 por alimentos, 16 por domissanitários, 10 por agrotóxicos de uso agrícola.
Diante do aumento significativo dos casos, os órgão de saúde chamam a atenção dos sergipanos já que, os relatos sobre o aparecimento de escorpiões próximos às casas costumam aumentar a partir de setembro. Estudos científicos mostram que o tempo úmido e quente é mais propício para a proliferação do aracnídeo, sendo assim, a quantidade de escorpiões começa a aumentar até chegar ao ápice no verão. Em depoimento destacado pela Secretaria da Saúde, a médica e toxicologista - responsável pela coordenação do Ciatox, Júlia Cardoso, enalteceu que a precisão no diagnóstico é fundamental para um resultado bem sucedido.
"Se a vítima foi picada por animais peçonhentos, o ideal é que o animal seja capturado e levado em um frasco para que o médico veja qual o procedimento adequado com a vítima. Isso ajuda na precisão do diagnóstico. Deve ser feita a soroterapia específica preconizado para os acidentes moderados e graves, pois vai inibir a ação do veneno naquele local já que ele age no sistema circulatório e nervoso. Então, quanto mais rápida for feita essa soroterapia, a gente consegue ter um prognóstico melhor para esse paciente", declarou. Picadas de escorpiões costumam gerar dor local, febre, dor abdominal, salivação excessiva, vômito e aumento da pressão arterial.
Esses sintomas são comuns em casos envolvendo o escorpião da espécie Tityus serrulatus, conhecido popularmente como Escorpião amarelo. Um animal típico das regiões Sudeste, Centro oeste e Nordeste do Brasil, e que costuma frequentar indesejadamente a residência de centenas de sergipanos. Em caso de acidente, a orientação dos profissionais é buscar um atendimento especializado o mais breve possível, e, se possível, com a amostra do animal. O uso de medicamentos por conta própria é contraindicado. A orientação do Centro de Informação e Investigação Toxicológica é se dirigir o mais rápido possível a uma unidade de saúde. (Milton Alves Júnior)