Sergipe tem a 2ª maior taxa de desocupação do país

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Publicada em 15/11/2018 às 08:03:00

 

A taxa de desocupação 
em Sergipe foi de 
17,5% no terceiro trimestre de 2018. Apenas o Amapá (18,3%) teve desempenho pior entre as 27 unidades da federação. As menores taxas foram observadas em Santa Catarina (6,2%), Mato Grosso (6,7%) e Mato Grosso do Sul (7,2%). Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-C) e foram divulgados hoje pelo IBGE.
 Os números apontam um cenário de estabilidade na taxa de desocupação entre o segundo e o terceiro trimestres de 2018. Numericamente, houve uma mudança de 0,7 ponto percentual (de 16,8% no segundo trimestre para 17,5% no terceiro trimestre), mas, estatisticamente, a variação não é significativa. Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, porém, o desemprego cresceu. A diferença entre a taxa do terceiro trimestre de 2017 (13,6%) e a taxa atual (17,5%) é de 3,9 pontos percentuais.
 Em números absolutos, isso se traduz em 44 mil desempregados a mais em um período de um ano. Sergipe hoje conta com 182 mil pessoas desocupadas. Há um ano eram 139 mil pessoas nessa condição. O contingente de pessoas sem emprego subiu 31,5% em doze meses.
A série histórica da PNAD-C, que teve início no primeiro trimestre de 2012, indica que a taxa de desocupação atual é recorde no estado de Sergipe. No terceiro trimestre de 2015, isto é, há cerca de três anos, Sergipe teria o seu melhor resultado na série histórica, com um desemprego de 8,6%. Hoje, portanto, o percentual é mais que o dobro do que foi observado no mesmo trimestre de 2015. Em números absolutos, são 94 mil pessoas a mais (de 88 mil em 2015 para 182 mil em 2018) em situação de desemprego. 
 Esse cenário levou Sergipe a estar entre os cinco estados com maiores taxas de desocupação em todos os trimestres de 2018. No terceiro trimestre, o estado apresentou o segundo pior desempenho, algo inédito. Taxas de desocupação acima da média nacional são muito comuns nos estados do Nordeste, a região com os maiores percentuais de desempregados no Brasil. Dos cinco estados com maiores taxas de desemprego no terceiro trimestre de 2018, quatro deles estão na região Nordeste.
Região metropolitana - Entre as chamadas regiões metropolitanas, a Grande Aracaju também teve a segunda maior taxa de desocupação do Brasil. A Região Metropolitana (RM) de Aracaju é composta pelos municípios de Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão e Barra dos Coqueiros. Juntos, os quatro municípios somam quase 950 mil pessoas, o que corresponde a mais de 40% da população sergipana. A taxa de desocupação combinada dos quatro municípios ficou em 18,6% para o terceiro trimestre de 2018, atrás apenas da RM de Recife (18,7%), e logo à frente das RMs de Maceió (18,2%), Salvador (18,1%) e Macapá (17,6%).
 Considerando apenas o município da capital, Aracaju (16,9%) ocupou a terceira posição entre as 27 capitais brasileiras. Com cerca de 650 mil pessoas, Aracaju responde por mais de 28% da população sergipana. Manaus, capital do Amazonas, teve a maior taxa de desocupação (17,4%), seguida de Maceió (17,2%). Recife (16,5%) e Salvador (16,1%) completam o ranking das cinco capitais com maiores percentuais de desempregados.
Desocupação é maior entre mulheres - O desemprego é maior entre mulheres do que entre homens em todos os trimestres da érie histórica da PNAD-C. No trimestre atual, para mulheres, a taxa de desocupação era de 19,0%, enquanto para os homens a taxa estava em 16,3%. Em termos percentuais, o desemprego na população feminina era 16,6% mais elevado que o desemprego na população masculina.
Jovens - Tradicionalmente, as pessoas em grupos etários iniciais têm mais dificuldade em ingressar no mercado de trabalho. Em Sergipe, essa dificuldade se traduz em números bastante expressivos: o desemprego entre as pessoas com 14 a 17 anos de idade chegou a 39,2% no terceiro trimestre de 2018. No grupo etário seguinte, de 18 a 24 anos de idade, a desocupação atingiu 37,6%. Nos dois casos, esses são os valores mais altos da série histórica da PNAD-C.
Na comparação com o mesmo trimestre de 2017, a desocupação só não teve alta entre as pessoas com diploma universitário. Nesse grupo, o desemprego fica em um dígito (7,5%). Por outro lado, entre as pessoas que iniciaram mas não concluíram o ensino médio o desemprego chegou a 27,6% no terceiro trimestre de 2018.

A taxa de desocupação  em Sergipe foi de  17,5% no terceiro trimestre de 2018. Apenas o Amapá (18,3%) teve desempenho pior entre as 27 unidades da federação. As menores taxas foram observadas em Santa Catarina (6,2%), Mato Grosso (6,7%) e Mato Grosso do Sul (7,2%). Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-C) e foram divulgados hoje pelo IBGE.
 Os números apontam um cenário de estabilidade na taxa de desocupação entre o segundo e o terceiro trimestres de 2018. Numericamente, houve uma mudança de 0,7 ponto percentual (de 16,8% no segundo trimestre para 17,5% no terceiro trimestre), mas, estatisticamente, a variação não é significativa. Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, porém, o desemprego cresceu. A diferença entre a taxa do terceiro trimestre de 2017 (13,6%) e a taxa atual (17,5%) é de 3,9 pontos percentuais.
 Em números absolutos, isso se traduz em 44 mil desempregados a mais em um período de um ano. Sergipe hoje conta com 182 mil pessoas desocupadas. Há um ano eram 139 mil pessoas nessa condição. O contingente de pessoas sem emprego subiu 31,5% em doze meses.
A série histórica da PNAD-C, que teve início no primeiro trimestre de 2012, indica que a taxa de desocupação atual é recorde no estado de Sergipe. No terceiro trimestre de 2015, isto é, há cerca de três anos, Sergipe teria o seu melhor resultado na série histórica, com um desemprego de 8,6%. Hoje, portanto, o percentual é mais que o dobro do que foi observado no mesmo trimestre de 2015. Em números absolutos, são 94 mil pessoas a mais (de 88 mil em 2015 para 182 mil em 2018) em situação de desemprego. 
 Esse cenário levou Sergipe a estar entre os cinco estados com maiores taxas de desocupação em todos os trimestres de 2018. No terceiro trimestre, o estado apresentou o segundo pior desempenho, algo inédito. Taxas de desocupação acima da média nacional são muito comuns nos estados do Nordeste, a região com os maiores percentuais de desempregados no Brasil. Dos cinco estados com maiores taxas de desemprego no terceiro trimestre de 2018, quatro deles estão na região Nordeste.

Região metropolitana - Entre as chamadas regiões metropolitanas, a Grande Aracaju também teve a segunda maior taxa de desocupação do Brasil. A Região Metropolitana (RM) de Aracaju é composta pelos municípios de Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão e Barra dos Coqueiros. Juntos, os quatro municípios somam quase 950 mil pessoas, o que corresponde a mais de 40% da população sergipana. A taxa de desocupação combinada dos quatro municípios ficou em 18,6% para o terceiro trimestre de 2018, atrás apenas da RM de Recife (18,7%), e logo à frente das RMs de Maceió (18,2%), Salvador (18,1%) e Macapá (17,6%).
 Considerando apenas o município da capital, Aracaju (16,9%) ocupou a terceira posição entre as 27 capitais brasileiras. Com cerca de 650 mil pessoas, Aracaju responde por mais de 28% da população sergipana. Manaus, capital do Amazonas, teve a maior taxa de desocupação (17,4%), seguida de Maceió (17,2%). Recife (16,5%) e Salvador (16,1%) completam o ranking das cinco capitais com maiores percentuais de desempregados.

Desocupação é maior entre mulheres - O desemprego é maior entre mulheres do que entre homens em todos os trimestres da érie histórica da PNAD-C. No trimestre atual, para mulheres, a taxa de desocupação era de 19,0%, enquanto para os homens a taxa estava em 16,3%. Em termos percentuais, o desemprego na população feminina era 16,6% mais elevado que o desemprego na população masculina.

Jovens - Tradicionalmente, as pessoas em grupos etários iniciais têm mais dificuldade em ingressar no mercado de trabalho. Em Sergipe, essa dificuldade se traduz em números bastante expressivos: o desemprego entre as pessoas com 14 a 17 anos de idade chegou a 39,2% no terceiro trimestre de 2018. No grupo etário seguinte, de 18 a 24 anos de idade, a desocupação atingiu 37,6%. Nos dois casos, esses são os valores mais altos da série histórica da PNAD-C.
Na comparação com o mesmo trimestre de 2017, a desocupação só não teve alta entre as pessoas com diploma universitário. Nesse grupo, o desemprego fica em um dígito (7,5%). Por outro lado, entre as pessoas que iniciaram mas não concluíram o ensino médio o desemprego chegou a 27,6% no terceiro trimestre de 2018.