Lenine 'Em trânsito' no FASC

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\"Voltar é sempre bom\".
\"Voltar é sempre bom\".

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Publicada em 17/11/2018 às 06:24:00

 

Sábado
(17 de novembro) 
Palco João Bebe-Água (Praça São Francisco): Orquestra de Atabaques de Sergipe, Quinteto de Metais Del Rey, Lenine, Céu, DJ Kaska.
Palco Frei Santa Cecília (Praça do Carmo): Samba de Moça Só, Casco, Banda Eddie, Kilodoinhame.
Salão de Literatura José Augusto Garcez (Largo da Matriz): Feira da Prensa "Cordel e Imprensa Alternativa", Contação de histórias com Adriana Alencar, Oficina de Fanzine: Zé Luciano; Mulheres na Cena: Cordel e RAP com Izabel Nascimento e Bruxas do Cangaço, O Repente, com Vem Vem do Nordeste.
Cine Trianon (Teatro Elic): Mostra Festivalzinho; Mostra Curta-SE Festivalzinho (Infantil), Mostra Cinema Universitário UFS.
Salão de Artes Visuais Vesta Vianna: Exposição de Artes permanente, Sarapatel Filosófico.
Palco Antônio Mariano (Praça da Bíblia): Figo da Figueira: Grupo de Teatro de Bonecos, Mamulengo de Cheiroso, Cenário da Vida: CIA de Dança Nelson Santos.
Beco do Amor (Largo do Amparo): Voodoo Cigano, Arthur Matos, KombiSoul.
Cortejos: Reisado de São Cristóvão, Carimbó, Banda de Fanfarra Araceles, Banda de Afoxé Omo Oxum.
Igreja do Rosário: Vozes da Vitória Guga, Montalvão.
Domingo
(18 de novembro) 
Palco João Bebe-Água (Praça São Francisco): Orquestra Cajuína, Cidade Dormitório, Chico César, Mart'Nália.
Palco Frei Santa Cecília (Praça do Carmo): Anne Karol e Os Afrodrums, Patrícia Polayne, Rincon Sapiência, Papudo Gil e Banda.
Salão de Literatura José Augusto Garcez (Largo da Matriz): Feira da Prensa "Cordel e Imprensa Alternativa", Cantoria para criançada com o espetáculo "Faz de Conta", Guil Costa, Intervenção "Literatura e Mulheres Negras" com Coletivo Coralina Maria de Jesus de Pesquisa em Jornalismo e Cultura, Bate-papo com Euler Lopes sobre textos dramatúrgicos, Contação de estórias como mediação de leitura: Luiz Carlos Nascimento Hora, apresentação musical: Victor Hugo.
Cine Trianon (Teatro Elic): Mostra Festivalzinho; Mostra Curta-SE Festivalzinho (Infantil), Mostra Cinema Acessibilidade (para deficientes auditivos e visuais);
Salão de Artes Visuais Vesta Vianna: Exposição de Artes Permanente, Oficina Arte em Bordado com Naldo Teles, Batalha de Rap.
Palco Antônio Mariano (Praça da Bíblia): Evelise Batistel: Dança Cigana, O Auto da Compadecida: O Julgamento - Cia. Teatral Loucos por Loucos.
Beco do Amor (Largo do Amparo): Pífano de Pife, Luno Torres.
Cortejos: Samba de Coco da Paz, Taieiras de São Cristóvão, Afoxé de Preto.
Igreja do Rosário: Tríade BR, Grupo Chorinho Cidade Histórica.

Desde quando se lançou ao mundo, com o disco 'Baque Solto' (1983), Lenine serve de espelho para a boa música mede in Brasil. Com muita história e diversos hits no repertório, o artista poderia apresentar um show preguiçoso. Mas promete que não será o caso da apresentação de hoje. 'Em Trânsito', contratado pelo FASC, é um show novinho em folha.

"Mais uma vez conseguimos burlar um sentimento de repetição e fizemos algo com um processo novo, com uma nova dinâmica e isso tudo é muito benéfico porque termina dando um frescor. Estamos na estrada e é libertador fazer a música que eu faço".

Jornal do Dia -Quão libertador pra você, enquanto artista, é a turnê 'Em trânsito'? Já é possível falar sobre os frutos deste trabalho? Está contente com esse novo show?

Lenine - Contentíssimo. Muito feliz, pois mais uma vez conseguimos burlar um sentimento de repetição e fizemos algo com um processo novo, com uma nova dinâmica e isso tudo é muito benéfico porque termina dando um frescor. Estamos na estrada e é libertador fazer a música que eu faço. Estou muito contente com o projeto "Em Trânsito".

 Jornal do Dia - Enquanto artista nordestino, você conseguiu levar nossas referências para o eixo sul maravilha. Este show é uma ode ao seu trabalho enquanto nosso representante? O que falta ainda ser mostrado para o resto do país, que o nordeste ainda não mostrou? Existe uma bandeira que Lenine levanta musicalmente falando?

Lenine - É bacana você ter percebido a importância do nordeste, a estética nordestina em meu trabalho, pois está muito presente. Isso tem relação com a identidade sim do povo nordestino.  Eu tenho essa certeza de que quando toco no nordeste sou realmente melhor compreendido com as palavras que eu uso, a maneira como eu falo, o jeito que divido as sentenças que canto. Não existe uma bandeira, o que existe é a constatação de que tem um viés cultural nesse povo nordestino, que vem ali do Piauí até o Rio São Francisco.

 Jornal do Dia - Vivemos um momento complicado, onde o nordeste se encontra no olho do furação. Por que o "tom é grave e o tempo é breve" em sua nova turnê?

Lenine - Acho que o nordeste mostrou estar à esquerda da política ou pelo menos isto ficou evidente. E quando eu falo à esquerda é qualquer movimento que tenha como objetivo o coletivo e não o indivíduo. Essa é a esquerda com que eu me identifico. Acho que essa onda virulenta, retrograda e quase medieval que está se abrindo, por conta da intransigência, é que é muito perigoso e está fazendo com que as pessoas assumam posições cada vez maiores de intolerância para com o outro. Isso sim não tem nada de benéfico e é preocupante, é esse dualismo burro que a gente está vivendo. 

 Jornal do Dia - Já tem alguns anos que você não passa por Sergipe, como vai matar a saudade que o público tem de você? O que você poderá adiantar do repertório que será tocado no FASC?

Lenine - Voltar é sempre bom. O show como falei é o 'Em trânsito' e no final faço um pacotão, pergunto ao pessoal o que querem ouvir e a gente faz aquele momento todos juntos. Vai rolar isso! Apesar de ter um tempo sem tocar em Sergipe eu não sinto essa sensação (de afastamento) porque existe essa alma nordestina. Em qualquer lugar do nordeste todos compreendem da mesma maneira.

 Jornal do Dia - Enquanto artista é preciso se portar politicamente? Você é engajado em causas políticas? Como está acompanhando o cenário nacional? Quais as suas perspectivas para o Brasil?

Lenine - Não sei se enquanto artista é preciso se portar politicamente, eu sei que eu sou assim. Existe a política das coisas, existe a política do bom comportamento (risos), existe a política do amor, a política da boa vizinhança, tudo é política. Não existe ser humano que não tenha que usar o conceito de política. O artista não é diferente de outro ser humano. Sou engajado sim, mas o termo "questões políticas" se banalizou de tal maneira... Gosto mais de causas sociais e ambientais e sou engajado nessas causas porque acredito que a exposição que a minha música me dá eu posso dividir com aqueles que sofrem de invisibilidade. Então se eu puder dividir um pouco dessa exposição que a música me proporciona com projetos bacanas, eu faço sim! Sobre as perspectivas para o Brasil é difícil responder, pois eu não vejo, em curto prazo, muito futuro de uma mudança significativa no Brasil, e isso é doloroso!

Confira a programação dos últimos dias de FASC:

Sábado(17 de novembro) 
Palco João Bebe-Água (Praça São Francisco): Orquestra de Atabaques de Sergipe, Quinteto de Metais Del Rey, Lenine, Céu, DJ Kaska.

Palco Frei Santa Cecília (Praça do Carmo): Samba de Moça Só, Casco, Banda Eddie, Kilodoinhame.

Salão de Literatura José Augusto Garcez (Largo da Matriz): Feira da Prensa "Cordel e Imprensa Alternativa", Contação de histórias com Adriana Alencar, Oficina de Fanzine: Zé Luciano; Mulheres na Cena: Cordel e RAP com Izabel Nascimento e Bruxas do Cangaço, O Repente, com Vem Vem do Nordeste.

Cine Trianon (Teatro Elic): Mostra Festivalzinho; Mostra Curta-SE Festivalzinho (Infantil), Mostra Cinema Universitário UFS.

Salão de Artes Visuais Vesta Vianna: Exposição de Artes permanente, Sarapatel Filosófico.

Palco Antônio Mariano (Praça da Bíblia): Figo da Figueira: Grupo de Teatro de Bonecos, Mamulengo de Cheiroso, Cenário da Vida: CIA de Dança Nelson Santos.

Beco do Amor (Largo do Amparo): Voodoo Cigano, Arthur Matos, KombiSoul.

Cortejos: Reisado de São Cristóvão, Carimbó, Banda de Fanfarra Araceles, Banda de Afoxé Omo Oxum.

Igreja do Rosário: Vozes da Vitória Guga, Montalvão.

Domingo(18 de novembro) 

 Palco João Bebe-Água (Praça São Francisco): Orquestra Cajuína, Cidade Dormitório, Chico César, Mart'Nália.
Palco Frei Santa Cecília (Praça do Carmo): Anne Karol e Os Afrodrums, Patrícia Polayne, Rincon Sapiência, Papudo Gil e Banda.

Salão de Literatura José Augusto Garcez (Largo da Matriz): Feira da Prensa "Cordel e Imprensa Alternativa", Cantoria para criançada com o espetáculo "Faz de Conta", Guil Costa, Intervenção "Literatura e Mulheres Negras" com Coletivo Coralina Maria de Jesus de Pesquisa em Jornalismo e Cultura, Bate-papo com Euler Lopes sobre textos dramatúrgicos, Contação de estórias como mediação de leitura: Luiz Carlos Nascimento Hora, apresentação musical: Victor Hugo.

Cine Trianon (Teatro Elic): Mostra Festivalzinho; Mostra Curta-SE Festivalzinho (Infantil), Mostra Cinema Acessibilidade (para deficientes auditivos e visuais);

Salão de Artes Visuais Vesta Vianna: Exposição de Artes Permanente, Oficina Arte em Bordado com Naldo Teles, Batalha de Rap.

Palco Antônio Mariano (Praça da Bíblia): Evelise Batistel: Dança Cigana, O Auto da Compadecida: O Julgamento - Cia. Teatral Loucos por Loucos.

Beco do Amor (Largo do Amparo): Pífano de Pife, Luno Torres.

Cortejos: Samba de Coco da Paz, Taieiras de São Cristóvão, Afoxé de Preto.

Igreja do Rosário: Tríade BR, Grupo Chorinho Cidade Histórica.