OAB/SE: Empréstimo não contabilizado atinge candidatura de oposição

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Publicada em 17/11/2018 às 06:55:00

 

Em meio a uma das disputas eleitorais mais acirradas da história para a Diretoria da Ordem dos Advogados do Brasil em Sergipe, surge uma informação que compromete seriamente o candidato e ex-presidente da OAB-SE, Carlos Augusto Nascimento. E mais uma vez envolve a gestão financeira da instituição no período em que ele a presidiu, de 2013 a 2015. 
Esse novo fato vem somar-se às diversas irregularidades detectadas pela Auditoria do Conselho Federal da OAB e que levaram este órgão de controle interno classificar a administração do ex-presidente como "Péssima Gestão". Agora, segundo afirmação do candidato da Chapa 3 Inácio Krauss, em debate na FAN FM, a OAB/SE correu um sério risco de sofrer um prejuízo milionário "em razão da ineficaz gestão financeira do ex-presidente, que deixou o seu mandato com um débito de R$ 961 mil." 
Em 13 de outubro de 2015, faltando pouco mais de três meses para a sua saída, Carlos Augusto assinou um contrato de empréstimo bancário com o Bradesco, no valor de R$ 200 mil, justamente para tapar parte das obrigações e garantir o pagamento dos salários dos funcionários da Ordem.  "Vários fatores tornam essa transação financeira questionável e nunca vista em toda a história da OAB Sergipe", relata Inácio Krauss. 
Segundo o candidato da Chapa 3, essa foi a primeira vez que a Ordem recorreu a um banco para obter financiamento. Além disso, o Bradesco nunca foi a instituição financeira oficial da OAB. "A conta bancária oficial da OAB/SE está no Banco do Brasil. O Bradesco, na verdade, é cliente do escritório de advocacia do ex-presidente e agora candidato ao terceiro mandato", explica Inácio. 
O candidato da Chapa 3 também considerou estranho, que o contrato não tenha aparecido na contabilidade da gestão de Carlos Augusto. Nem mesmo a conta corrente que foi aberta no Bradesco, para receber os valores, é mencionada em qualquer prestação de contas. "O ex-presidente ainda teve a coragem de assinar um contrato cuja taxa de juros chegava a 210,09% ao ano, o que poderia comprometer as finanças da instituição por um grande período", adverte.  
De acordo com Inácio, o prejuízo não chegou a ser efetivado porque a OAB nacional fez um aporte financeiro para a Ordem sergipana, evitando o que poderia ocasionar um prejuízo milionário aos cofres da instituição. "Isso tudo é lamentável e preocupante. Certamente esse modelo de gestão não voltará à OAB, reabilitando procedimentos administrativos temerários, que ameaçam a estabilidade financeira de uma instituição com 83 anos de bons serviços prestados à classe e à sociedade sergipana", finalizou Inácio Krauss.
Confirmou - No mesmo debate, quando questionado sobre o contrato, Carlos Augusto confirmou sua existência, mas não explicou do porquê do empréstimo não constar nos balancetes da sua prestação de contas. Segundo o ex-presidente da OAB/SE, o empréstimo foi pago pela Ordem.

Em meio a uma das disputas eleitorais mais acirradas da história para a Diretoria da Ordem dos Advogados do Brasil em Sergipe, surge uma informação que compromete seriamente o candidato e ex-presidente da OAB-SE, Carlos Augusto Nascimento. E mais uma vez envolve a gestão financeira da instituição no período em que ele a presidiu, de 2013 a 2015. 
Esse novo fato vem somar-se às diversas irregularidades detectadas pela Auditoria do Conselho Federal da OAB e que levaram este órgão de controle interno classificar a administração do ex-presidente como "Péssima Gestão". Agora, segundo afirmação do candidato da Chapa 3 Inácio Krauss, em debate na FAN FM, a OAB/SE correu um sério risco de sofrer um prejuízo milionário "em razão da ineficaz gestão financeira do ex-presidente, que deixou o seu mandato com um débito de R$ 961 mil." 
Em 13 de outubro de 2015, faltando pouco mais de três meses para a sua saída, Carlos Augusto assinou um contrato de empréstimo bancário com o Bradesco, no valor de R$ 200 mil, justamente para tapar parte das obrigações e garantir o pagamento dos salários dos funcionários da Ordem.  "Vários fatores tornam essa transação financeira questionável e nunca vista em toda a história da OAB Sergipe", relata Inácio Krauss. 
Segundo o candidato da Chapa 3, essa foi a primeira vez que a Ordem recorreu a um banco para obter financiamento. Além disso, o Bradesco nunca foi a instituição financeira oficial da OAB. "A conta bancária oficial da OAB/SE está no Banco do Brasil. O Bradesco, na verdade, é cliente do escritório de advocacia do ex-presidente e agora candidato ao terceiro mandato", explica Inácio. 
O candidato da Chapa 3 também considerou estranho, que o contrato não tenha aparecido na contabilidade da gestão de Carlos Augusto. Nem mesmo a conta corrente que foi aberta no Bradesco, para receber os valores, é mencionada em qualquer prestação de contas. "O ex-presidente ainda teve a coragem de assinar um contrato cuja taxa de juros chegava a 210,09% ao ano, o que poderia comprometer as finanças da instituição por um grande período", adverte.  
De acordo com Inácio, o prejuízo não chegou a ser efetivado porque a OAB nacional fez um aporte financeiro para a Ordem sergipana, evitando o que poderia ocasionar um prejuízo milionário aos cofres da instituição. "Isso tudo é lamentável e preocupante. Certamente esse modelo de gestão não voltará à OAB, reabilitando procedimentos administrativos temerários, que ameaçam a estabilidade financeira de uma instituição com 83 anos de bons serviços prestados à classe e à sociedade sergipana", finalizou Inácio Krauss.

Confirmou - No mesmo debate, quando questionado sobre o contrato, Carlos Augusto confirmou sua existência, mas não explicou do porquê do empréstimo não constar nos balancetes da sua prestação de contas. Segundo o ex-presidente da OAB/SE, o empréstimo foi pago pela Ordem.