Sem médico

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Publicada em 17/11/2018 às 07:03:00

 

A queda de braço ideológica por 
trás do programa Mais Médicos, 
do Governo Federal, pode deixar milhões de brasileiros sem assistência médica. A indisposição do presidente eleito Jair Bolsonaro com os ventos que sopram em Havana levou o governo cubano a suspender o convênio que mantém 8,5 mil profissionais cubanos em solo brasileiro. Sinal dos tempos. Contra todas as previsões, apesar dos ataques das entidades de classe nacionais, o programa sucumbiu mesmo por força de política mesquinha, uma combinação desastrosa de retórica populista e parolagem.
Todo mundo já sabe que as entidades de classe dos médicos brasileiros viraram as costas para o Brasil profundo. Os ataques ao programa Mais Médicos - que tem em vista a aproximação entre os doutores (eles gostam de ser chamados assim) e os mais necessitados - revelaram a indisposição com o desconforto necessário para alcançar a população. No que dependesse dos sindicatos, o programa nunca teria saído do papel.
Não é à toa que a participação de médicos brasileiros no programa sempre foi modesta. O Mais Médicos chegou a contar com mais de 11 mil profissionais cubanos contra apenas 1.846 brasileiros. A diferença sublinha a discrepância apontada pelo próprio Conselho Federal de Medicina, entidade segundo a qual as cidades pequenas, pouco atraentes para a maioria dos profissionais habilitados para o exercício da medicina, concentram 33% da população brasileira. Apesar disso, esses municípios dispõem de apenas 8% dos médicos aptos para atuar em território nacional.
Entre todas as críticas dirigidas ao programa Mais Médicos, a única que possui algum fundamento lamenta que a presença de profissionais médicos não dêem conta das carências estruturais e físicas do Sistema Único de Saúde (SUS). Uma meia verdade. Às vezes, o programa provou, um olhar atencioso pode fazer toda a diferença do mundo.

A queda de braço ideológica por  trás do programa Mais Médicos,  do Governo Federal, pode deixar milhões de brasileiros sem assistência médica. A indisposição do presidente eleito Jair Bolsonaro com os ventos que sopram em Havana levou o governo cubano a suspender o convênio que mantém 8,5 mil profissionais cubanos em solo brasileiro. Sinal dos tempos. Contra todas as previsões, apesar dos ataques das entidades de classe nacionais, o programa sucumbiu mesmo por força de política mesquinha, uma combinação desastrosa de retórica populista e parolagem.
Todo mundo já sabe que as entidades de classe dos médicos brasileiros viraram as costas para o Brasil profundo. Os ataques ao programa Mais Médicos - que tem em vista a aproximação entre os doutores (eles gostam de ser chamados assim) e os mais necessitados - revelaram a indisposição com o desconforto necessário para alcançar a população. No que dependesse dos sindicatos, o programa nunca teria saído do papel.
Não é à toa que a participação de médicos brasileiros no programa sempre foi modesta. O Mais Médicos chegou a contar com mais de 11 mil profissionais cubanos contra apenas 1.846 brasileiros. A diferença sublinha a discrepância apontada pelo próprio Conselho Federal de Medicina, entidade segundo a qual as cidades pequenas, pouco atraentes para a maioria dos profissionais habilitados para o exercício da medicina, concentram 33% da população brasileira. Apesar disso, esses municípios dispõem de apenas 8% dos médicos aptos para atuar em território nacional.
Entre todas as críticas dirigidas ao programa Mais Médicos, a única que possui algum fundamento lamenta que a presença de profissionais médicos não dêem conta das carências estruturais e físicas do Sistema Único de Saúde (SUS). Uma meia verdade. Às vezes, o programa provou, um olhar atencioso pode fazer toda a diferença do mundo.