Despachando no xilindró

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Publicada em 18/11/2018 às 07:16:00

 

Valmir de Francisquinho, prefeito 
de Itabaiana, está preso há mais 
de dez dias. E, no entanto, continua exercendo o cargo, como se nada tivesse ocorrido, com a maior tranquilidade do mundo. Acusado pela Polícia Civil de comandar um esquema de cobrança indevida de tributos e desvio de recursos públicos no matadouro municipal, o prefeito segue despachando normalmente, mesmo atrás das grades.
Segundo o inquérito conduzido pela delegada Thais Lemos, do Departamento de Crimes contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap), o prefeito e diversos colaboradores diretos cometeram pelo menos três crimes: associação criminosa, crime de licitação e excesso de exação qualificada (cobrança indevida de tributos). Os supostos desvios teriam acontecido entre 2015 e 2017, período quando se cobrou uma taxa de R$ 50 por animal abatido no matadouro do município. Nesse intervalo, apenas R$ 17 eram recolhidos aos cofres da Prefeitura.
A acusação é das mais graves, escandalosa, deveria bastar para todos os pares do prefeito livres de culpa no cartório lhes darem as costas. Mas não foi o que ocorreu. A base de apoio a Valmir de Francisquinho na Câmara de Vereadores de Itabaiana, por exemplo, se recusa a obedecer os ritos previstos no regimento da Casa e dar posse à vice Carminha Mendonça. Uma afronta que revela a submissão do poder legislativo, além de manifestar um franco desprezo pela opinião pública.
Com o inquérito concluído, restará à Justiça decidir o destino do prefeito Valmir de Francisquinho. Até lá, caberá aos vereadores observar a Lei Orgânica do Município. E ponto final.

Valmir de Francisquinho, prefeito  de Itabaiana, está preso há mais  de dez dias. E, no entanto, continua exercendo o cargo, como se nada tivesse ocorrido, com a maior tranquilidade do mundo. Acusado pela Polícia Civil de comandar um esquema de cobrança indevida de tributos e desvio de recursos públicos no matadouro municipal, o prefeito segue despachando normalmente, mesmo atrás das grades.
Segundo o inquérito conduzido pela delegada Thais Lemos, do Departamento de Crimes contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap), o prefeito e diversos colaboradores diretos cometeram pelo menos três crimes: associação criminosa, crime de licitação e excesso de exação qualificada (cobrança indevida de tributos). Os supostos desvios teriam acontecido entre 2015 e 2017, período quando se cobrou uma taxa de R$ 50 por animal abatido no matadouro do município. Nesse intervalo, apenas R$ 17 eram recolhidos aos cofres da Prefeitura.
A acusação é das mais graves, escandalosa, deveria bastar para todos os pares do prefeito livres de culpa no cartório lhes darem as costas. Mas não foi o que ocorreu. A base de apoio a Valmir de Francisquinho na Câmara de Vereadores de Itabaiana, por exemplo, se recusa a obedecer os ritos previstos no regimento da Casa e dar posse à vice Carminha Mendonça. Uma afronta que revela a submissão do poder legislativo, além de manifestar um franco desprezo pela opinião pública.
Com o inquérito concluído, restará à Justiça decidir o destino do prefeito Valmir de Francisquinho. Até lá, caberá aos vereadores observar a Lei Orgânica do Município. E ponto final.