Sem ajuda dos partidos

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O vice-presidente nacional do PT, Márcio Macedo, continua nas visitas políticas após as eleições. Ontem ele visitou a prefeita em exercício Eliane Aquino (PT) acompanhado dos companheiros do partido: o presidente do PT de Aracaju, Jefferson Lima; os membr
O vice-presidente nacional do PT, Márcio Macedo, continua nas visitas políticas após as eleições. Ontem ele visitou a prefeita em exercício Eliane Aquino (PT) acompanhado dos companheiros do partido: o presidente do PT de Aracaju, Jefferson Lima; os membr

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Publicada em 20/11/2018 às 06:02:00

 

Vários deputados estaduais, deputados fede
rais e senadores em Sergipe e no país foram 
eleitos este ano sem receber dinheiro de seus partidos. Alguns vão exercerão mandato pela primeira vez e outros foram reeleitos sem qualquer recurso do fundo partidário.
Em Sergipe mesmo, dos dois senadores eleitos só Rogério Carvalho (PT) recebeu dinheiro do Diretório Nacional, correspondente a R$ 1 milhão, dos R$ 1.204.429,41 arrecadados na campanha. Já o campeão de votos, o delegado Alessandro Vieira (Rede), não recebeu nenhum recurso do fundo partidário, tendo arrecadado apenas R$ 102.518,08 de doações pessoas físicas.
Para Câmara dos Deputados, por Sergipe, o deputado federal eleito Valdevan Noventa (PSC) foi o único que não recebeu qualquer dinheiro do seu partido. Ele declarou ter arrecadado de doação pessoa física apenas R$ 352.193,00.
Os que receberam mais recursos do fundo partidário foram os deputados federais eleitos Bosco Costa/PR (R$ 2.100.000,00), Laércio Oliveira/PP (1.731.095.00) e Fábio Reis/MDB (1.500.000,00). Receberam uma quantia menor os eleitos Fábio Henrique/PDT (R$ 100.000,00), Gustinho Ribeiro/SD (R$ 800.000,00) e João Daniel/PT (R$ 900.000,00) e Fábio Mitidieri/PSD (R$ 670.000,00).  Todos receberam um pouco mais que esse valor de doação pessoa física.
Dos 513 eleitos e reeleitos para a Câmara dos Deputados nas eleições deste ano, 62 - equivalente a 12% - não receberam dinheiro de seus partidos. O levantamento do portal G1 aponta que a maior parte desses deputados vai exercer mandato na Câmara pela primeira vez. Desses 62, 49 vão assumir uma cadeira na Casa pela primeira vez.
No pleito deste ano, os partidos repassaram R$ 429 milhões de seus recursos - que incluem fundo partidário, doações e contribuições às siglas e o Fundo Especial de Financiamento de Campanhas (FEFC), que ficou conhecido como "fundão" - para eleger 451 deputados. Os outros 62 conseguiram se eleger sem ajuda das legendas.
Ainda de acordo com o levantamento do G1, quase metade dos eleitos sem recursos partidários são filiados ao PSL e ao PDT. Foram 22 pessoas eleitas sem recursos filiadas ao partido do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). O PDT de Ciro Gomes terá oito deputados de suas fileiras que conseguiram chegar a Câmara sem dinheiro da sigla. Outros dez se elegeram pelo DEM (5) e PSD (5).
Quase 7,8 mil pessoas se candidataram às 513 vagas da Câmara dos Deputados nas eleições de 2018 e 70% delas - equivalente a 5.423 pessoas - receberam valores de suas legendas. Juntos, esses candidatos receberam mais de R$ 1 bilhão.
Este foi o primeiro ano em que os candidatos tiveram um teto de gastos e não poderiam receber doações de empresas. Quem se candidatou a deputado federal e senador em 2018 poderia gastar, no máximo, R$ 2,5 milhões.  

Vários deputados estaduais, deputados fede rais e senadores em Sergipe e no país foram  eleitos este ano sem receber dinheiro de seus partidos. Alguns vão exercerão mandato pela primeira vez e outros foram reeleitos sem qualquer recurso do fundo partidário.
Em Sergipe mesmo, dos dois senadores eleitos só Rogério Carvalho (PT) recebeu dinheiro do Diretório Nacional, correspondente a R$ 1 milhão, dos R$ 1.204.429,41 arrecadados na campanha. Já o campeão de votos, o delegado Alessandro Vieira (Rede), não recebeu nenhum recurso do fundo partidário, tendo arrecadado apenas R$ 102.518,08 de doações pessoas físicas.
Para Câmara dos Deputados, por Sergipe, o deputado federal eleito Valdevan Noventa (PSC) foi o único que não recebeu qualquer dinheiro do seu partido. Ele declarou ter arrecadado de doação pessoa física apenas R$ 352.193,00.
Os que receberam mais recursos do fundo partidário foram os deputados federais eleitos Bosco Costa/PR (R$ 2.100.000,00), Laércio Oliveira/PP (1.731.095.00) e Fábio Reis/MDB (1.500.000,00). Receberam uma quantia menor os eleitos Fábio Henrique/PDT (R$ 100.000,00), Gustinho Ribeiro/SD (R$ 800.000,00) e João Daniel/PT (R$ 900.000,00) e Fábio Mitidieri/PSD (R$ 670.000,00).  Todos receberam um pouco mais que esse valor de doação pessoa física.
Dos 513 eleitos e reeleitos para a Câmara dos Deputados nas eleições deste ano, 62 - equivalente a 12% - não receberam dinheiro de seus partidos. O levantamento do portal G1 aponta que a maior parte desses deputados vai exercer mandato na Câmara pela primeira vez. Desses 62, 49 vão assumir uma cadeira na Casa pela primeira vez.
No pleito deste ano, os partidos repassaram R$ 429 milhões de seus recursos - que incluem fundo partidário, doações e contribuições às siglas e o Fundo Especial de Financiamento de Campanhas (FEFC), que ficou conhecido como "fundão" - para eleger 451 deputados. Os outros 62 conseguiram se eleger sem ajuda das legendas.
Ainda de acordo com o levantamento do G1, quase metade dos eleitos sem recursos partidários são filiados ao PSL e ao PDT. Foram 22 pessoas eleitas sem recursos filiadas ao partido do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). O PDT de Ciro Gomes terá oito deputados de suas fileiras que conseguiram chegar a Câmara sem dinheiro da sigla. Outros dez se elegeram pelo DEM (5) e PSD (5).
Quase 7,8 mil pessoas se candidataram às 513 vagas da Câmara dos Deputados nas eleições de 2018 e 70% delas - equivalente a 5.423 pessoas - receberam valores de suas legendas. Juntos, esses candidatos receberam mais de R$ 1 bilhão.
Este foi o primeiro ano em que os candidatos tiveram um teto de gastos e não poderiam receber doações de empresas. Quem se candidatou a deputado federal e senador em 2018 poderia gastar, no máximo, R$ 2,5 milhões.  

Sem ajuda do partido 1

Para a Assembleia Legislativa de Sergipe os quatro deputados eleitos e reeleitos pelo PSC não receberam qualquer dinheiro do partido para campanha. Capitão Samuel arrecadou de doação pessoa física (R$ 170.615,69), Dr. Vanderbal (R$ 134.235,85), Gilmar Carvalho (R$ 122.610,30) e Ibrain Monteiro (R$ 112.931,57).

Sem ajuda do partido 2

Os dois deputados estaduais eleitos do Podemos, Zezinho Sobral e Diná Almeida, também não receberam dinheiro de fundo partidário. Zezinho conseguiu arrecadar R$ 206.533,59 de doação pessoa física e Diná a importância de R$ 237.060,15. Dilson de Agripino (PPS) também não recebeu dinheiro algum do seu partido. Conseguiu arrecadar R$ 100 mil de pessoa física.

Sem ajuda do partido 3

Dos dois deputados estaduais eleitos pela Rede, Georgeo Passos, que foi para a reeleição, não recebeu nenhum dinheiro do partido, tendo arrecadado recursos pessoa física apenas a importância de R$ 126.895,39. Já Kitty Lima, eleita deputada, recebeu do Diretório Estadual apenas R$ 715,00 e arrecadou pessoa física R$ 29.024,76.

Só mixaria

Receberam uma quantia insignificante do partido para a campanha os deputados estaduais reeleitos Luciano Pimentel/PSB (R$ 10 mil) e Francisco Gualberto/PT (R$ 40 mil). Assim como os deputados eleitos: Dr. Samuel Carvalho/PPS (R$ 23mil), Iran Barbosa/PT (R$ 32 mil) e Rodrigo Valadares/PTB (R$ 30 mil).

Ajuda boa

Foram bem contemplados com recursos do fundo partidário repassados pelos seus partidos os deputados estaduais eleitos: Maisa Mitidieri/PSD (R$ 1 milhão) Janier Mota/PR (R$ 950 mil), Talysson Costa/PR (R$ 700 mil), Maria Mendonça/PSDB (R$ 421.875) e Luciano Bispo/MDB (R$ 330 mil).

Melhor que nada

Receberam entre R$ 200 mil e R$ 300 mil do fundo partidários os deputados estaduais eleitos R$ Garibalde Mendonça/MDB (R$ 230 mil), Goretti Reis/PSD (R$ 300 mil), Jeferson Andrade/PSD (R$ 200 mil) e Zezinho Guimarães/MDB (R$ 230 mil). Todos receberam doações de pessoas físicas, que não passou de R$ 200 mil.

Melhor e pior

Os partidos que foram mais generosos com seus candidatos nas eleições deste ano, com repasses de recursos, foram PP e PR. Os que foram medianos MDB e PSD. Já PSC e Rede não ajudaram em nada seus candidatos tanto a deputado estadual quanto a deputado federal. André Moura (PSC) foi o único candidato do partido a receber recursos para campanha do Senado.     

No STF 1    

A Rede, partido da candidata à Presidência Marina Silva, derrotada nas eleições deste ano, vai questionar no Supremo Tribunal Federal (STF) o artigo que proíbe que siglas com menos de cinco anos possam se fundir com outras. A Rede elegeu apenas um deputado federal neste ano e não conseguiu ultrapassar a cláusula de barreira.

No STF 2

O partido de Marina vai questionar a regra por negociar uma fusão com outra sigla, mas ter como obstáculo a data de fundação. Registrada em 2015, a Rede não poderia se fundir com outra sigla por ter menos de cinco anos, de acordo com a Lei dos Partidos Políticos.

Próximo ano

A decisão da Rede sobre uma possível fusão ou a continuação como partido, mas com mudanças na estrutura e no estatuto da sigla, deve ser tomada no congresso extraordinário da sigla, convocado para janeiro de 2019. O congresso para definir o futuro do partido, previsto no estatuto da Rede, foi antecipado após o fraco desempenho nas urnas.

No PPS 1

Há conversas para os parlamentares eleitos este ano pela Rede irem para o PPS ou PV, estando mais avançado o diálogo com o PPS. Em Sergipe mesmo, o senador eleito delegado Alessandro Vieira (Rede) já deve se filiar ao PPS está semana.

No PPS 2

Nessa quarta-feira, o presidente estadual do PPS, Clóvis Silveira, já foi convocado para uma reunião em Brasília, com a Executiva Nacional, visando fechar os entendimentos para o delegado se filiar ao partido assumir o seu comando no Estado com a destituição da direção estadual e criação de uma comissão provisória.

De volta

O prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB) retornou ontem de Barcelona, na Espanha, e reassume hoje o comando da Prefeitura de Aracaju, prometendo apresentar "muita experiência boa e ideias incríveis" para a capital. Ele viajou dia 9 para participar de encontro de Cidades Inteligentes do mundo, a convite da Frente Nacional de Prefeitos.

É hoje

A vice-prefeita de Itabaiana, Carminha Mendonça (PSC), assume hoje às 11h o comando do município durante sessão solene na Câmara Municipal. Ela foi notificada ontem pelo presidente da Casa, vereador José Teles, para assumir o cargo mediante a vacância com a prisão do prefeito Valmir de Francisquinho (PR) há mais de 10 dias.  Não ocorrerá sessão ordinária nessa terça-feira na Câmara, às 8h.

E agora?

A Lei Orgânica do Município de Itabaiana estabelece que o prefeito e o vice-prefeito, quando no exercício do cargo não poderão, sem licença da Câmara Municipal, ausentar-se do município por período superior a 10 dias, sob pena de perda do cargo ou de mandato. Hoje completa 14 dias que Valmir de Francisquinho está preso.

Afastado

Ontem à tarde, a juíza Taiane Danusa Gusmão Barroso Sande, da 2ª Vara Cível de Itabaiana, determinou o afastamento imediato do prefeito Valmir de Francisquinho (PR) de suas funções e a posse da vice, Carminha Mendonça (PSC), no cargo de prefeita. Também foi determinado o afastamento do secretário de Agricultura, Erotildes José de Jesus.

Situação

Valmir está preso desde o dia 7 deste mês, no Presídio Militar em Aracaju, acusado pelos crimes de cobrança indevida de tributos, lavagem de dinheiro, associação criminosa e de licitação entre os anos de 2015 e 2017 relacionados ao matadouro da cidade. O Ministério Público de Itabaiana pediu o seu afastamento e ele foi indiciado pelo Departamento de Combate aos Crimes Tributários e Administração Pública (Deotap), por três crimes: crime de licitação, excesso de exação qualificada (cobrança indevida de tributos) e associação criminosa. Sua assessoria jurídica já entrou com pedido de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que pode sair a qualquer momento.  

Veja essa ...

Do ex-conselheiro e ex-deputado estadual Reinaldo Moura, ontem, nas redes sociais, com o título "De Reinaldo Moura para Belivaldo e Edvaldo: Ainda bem que vocês descobriram a tempo que ´sua oposição´ está dentro da ´sua situação´. Nunca vi aparecer tantos donos e donas da verdade querendo ser o próximo Alessandro e já saindo ´de fininho´ do seu governo. E ainda querem calar a boca dos poucos que se dispõem a exercer o seu papel de oposionista. O chega pra lá do Galeguinho botou ordem na casa e os apressadinhos ficaram pianinho, sem falar que ainda tá cedo pra perder os ´CCsinhos´. Em tempo: Black Friday só foi o delegado".

Curtas

O deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), atual presidente da Câmara dos Deputados, pretende disputar a presidência da Casa por mais dois anos. A eleição, que é realizada em fevereiro, já tem pelo menos outros sete deputados na disputa com Maia.

Até agora, João Campos (PRB-GO), Alceu Moreira (MDB-RS), Capitão Augusto (PR-SP), Giacobo (PR-PR), Fábio Ramalho (MDB-MG), JHC (PSB-AL) e Delegado Waldir (PSL-GO) têm se movimentado para tentar a presidência da Casa daqui três meses.

Para dar início oficial à sua campanha pela presidência da Casa, Rodrigo Maia vai oferecer um jantar para aproximadamente 40 deputados novatos hoje.

O DEM de Maia já garantiu espaço na Esplanada dos Ministérios com Onyx Lorenzoni (DEM-RS) e Tereza Cristina (DEM-MS), que já foram anunciados como futuros ministros da Casa Civil e da Agricultura, respectivamente. Outro nome do DEM, o deputado Luiz Henrique Mandetta (MS), também é cotado para assumir o Ministério da Saúde.