A Petrobras em pedaços

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Publicada em 20/11/2018 às 06:11:00

 

Para Jair Bolsonaro não há rique-
za natural ou patrimônio materi-
al a salvo do pendor liberal de sua equipe econômica. Nada é sagrado. Embora admita a função estratégica de Petrobras, por exemplo, o presidente eleito não esconde a intenção de partir a maior estatal do País em pedaços.
Não se trata de alarme, insuflado com objetivos políticos. Em declaração motivada pela indicação de novos membros do seu governo, o próprio Bolsonaro foi claro: "Estou conversando com o Paulo Guedes (futuro ministro da economia) sobre levar adiante o plano para privatizar parte da estatal".
O presidente eleito não é ingênuo, a ponto de ignorar o peso econômico e a importância simbólica da Petrobras para os brasileiros. Deve estar ciente de mexer em verdadeiro vespeiro, portanto. Nos diversos estados onde atua, os empregos gerados pela estatal, mais os royalties derivados da exploração do petróleo, funcionam como mola mestra da economia.
A ousadia de Bolsonaro pode custar muito caro para todo mundo. Do ponto de vista dos interesses nacionais, a criação da Petrobras foi seguramente uma vitória. Símbolo do nacionalismo econômico e político que marcaram um capítulo fundamental da história brasileira, a Petrobras ampliaria o campo de suas atividades de maneira extraordinária nas décadas seguintes, tornando-se uma das maiores empresas do setor petroquímico no mundo. E, no entanto, jamais esteve a salvo do impulso privatista de parcela expressiva da classe política verde e amarela.

Para Jair Bolsonaro não há rique- za natural ou patrimônio materi- al a salvo do pendor liberal de sua equipe econômica. Nada é sagrado. Embora admita a função estratégica de Petrobras, por exemplo, o presidente eleito não esconde a intenção de partir a maior estatal do País em pedaços.
Não se trata de alarme, insuflado com objetivos políticos. Em declaração motivada pela indicação de novos membros do seu governo, o próprio Bolsonaro foi claro: "Estou conversando com o Paulo Guedes (futuro ministro da economia) sobre levar adiante o plano para privatizar parte da estatal".
O presidente eleito não é ingênuo, a ponto de ignorar o peso econômico e a importância simbólica da Petrobras para os brasileiros. Deve estar ciente de mexer em verdadeiro vespeiro, portanto. Nos diversos estados onde atua, os empregos gerados pela estatal, mais os royalties derivados da exploração do petróleo, funcionam como mola mestra da economia.
A ousadia de Bolsonaro pode custar muito caro para todo mundo. Do ponto de vista dos interesses nacionais, a criação da Petrobras foi seguramente uma vitória. Símbolo do nacionalismo econômico e político que marcaram um capítulo fundamental da história brasileira, a Petrobras ampliaria o campo de suas atividades de maneira extraordinária nas décadas seguintes, tornando-se uma das maiores empresas do setor petroquímico no mundo. E, no entanto, jamais esteve a salvo do impulso privatista de parcela expressiva da classe política verde e amarela.