Unicef reúne representantes de 46 municípios sergipanos

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Publicada em 21/11/2018 às 06:51:00

 

Representantes dos 46 municípios sergipanos inscritos no Selo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) - Edição 2017-2020 -, se reuniram na manhã de ontem na Faculdade São Luís de França, em Aracaju, para participar do 3º Ciclo de Capacitação. Em tempos de amplitude no índice de crianças e adolescentes fora do meio educacional, a proposta do evento foi discutir a educação básica em Sergipe, bem como a saúde e o protagonismo dos jovens. De acordo com dados apresentados pela Unicef, a menor unidade federativa do país possui, ao menos, 120 mil estudantes com idade abaixo de 18 anos com o nível de escolaridade inferior ao previsto (atrasado). Este número é considerado alto para Sergipe.
No Brasil, a Unicef estima que cerca de 7,2 milhões de crianças e adolescentes vivem em atraso escolar, dos quais cerca de 128 mil são sergipanos. Esse é outro problema que deve ser resolvido a partir das estratégias. Uma análise realizada pela consultora do Unicef e coordenadora do Selo Unicef, Ana Carla Carlos, mostra que para mudar este cenário negativo é preciso que as administrações públicas, com destaque às municipais, responsáveis pelo fornecimento do ensino infantil e fundamental, passem a se preocupar e investir mais no setor. Valorizar os professores e gerar todos os dias ações que atraiam os jovens estudantes.
Compartilhando com a linha de raciocínio da coordenadora, a consultora de Educação do Unicef, Daniela Rocha garantiu que: "trata-se de uma situação absurda, pois educação é um direito constitucional que deve ser garantido a toda e qualquer criança, mas o país ainda tem um trajeto longo para isso, todos os Estados brasileiros e nós temos uma estratégia específica de enfrentar a exclusão que se chama Busca Ativa Escolar. Compreendemos que se trata de um assunto de interesse não somente de Sergipe, mas do país inteiro é isso deve ser debatido por todos. Unificando as forças e os diálogos será possível diminuir essa estatística preocupante".
De acordo com o articulador e presidente do Conselho Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) de Aquidabã, Leonardo Siqueira, a realização de eventos com temas intersetoriais, serve para identificar onde as crianças vivem dentro das comunidades, as famílias e como trabalhar para trazer esse público de volta à escola, inserindo em outros serviços públicos. Questionado sobre a participação dos gestores municipais, Leonardo destacou a necessidade do compartilhamento de experiências como mecanismo de progresso unificado. O representante de Aquidabã defende a realização de outros ciclos com a mediação da Unicef.
"Para nós que trabalhamos em uma dessas três áreas importantes (educação, saúde e assistência social), o evento é mais que essencial, ele é uma oportunidade ímpar de se discutir os problemas e juntos encontrarmos soluções de curto e médio prazo para diminuir esse atraso escolar de tantas crianças. Todos os nossos esforços serão sentidos lá na frente quando essa geração de crianças e adolescentes serão os profissionais do futuro. A Unicef tem sido uma parceira especial", avaliou. (Milton Alves Júnior)

Representantes dos 46 municípios sergipanos inscritos no Selo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) - Edição 2017-2020 -, se reuniram na manhã de ontem na Faculdade São Luís de França, em Aracaju, para participar do 3º Ciclo de Capacitação. Em tempos de amplitude no índice de crianças e adolescentes fora do meio educacional, a proposta do evento foi discutir a educação básica em Sergipe, bem como a saúde e o protagonismo dos jovens. De acordo com dados apresentados pela Unicef, a menor unidade federativa do país possui, ao menos, 120 mil estudantes com idade abaixo de 18 anos com o nível de escolaridade inferior ao previsto (atrasado). Este número é considerado alto para Sergipe.
No Brasil, a Unicef estima que cerca de 7,2 milhões de crianças e adolescentes vivem em atraso escolar, dos quais cerca de 128 mil são sergipanos. Esse é outro problema que deve ser resolvido a partir das estratégias. Uma análise realizada pela consultora do Unicef e coordenadora do Selo Unicef, Ana Carla Carlos, mostra que para mudar este cenário negativo é preciso que as administrações públicas, com destaque às municipais, responsáveis pelo fornecimento do ensino infantil e fundamental, passem a se preocupar e investir mais no setor. Valorizar os professores e gerar todos os dias ações que atraiam os jovens estudantes.
Compartilhando com a linha de raciocínio da coordenadora, a consultora de Educação do Unicef, Daniela Rocha garantiu que: "trata-se de uma situação absurda, pois educação é um direito constitucional que deve ser garantido a toda e qualquer criança, mas o país ainda tem um trajeto longo para isso, todos os Estados brasileiros e nós temos uma estratégia específica de enfrentar a exclusão que se chama Busca Ativa Escolar. Compreendemos que se trata de um assunto de interesse não somente de Sergipe, mas do país inteiro é isso deve ser debatido por todos. Unificando as forças e os diálogos será possível diminuir essa estatística preocupante".
De acordo com o articulador e presidente do Conselho Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) de Aquidabã, Leonardo Siqueira, a realização de eventos com temas intersetoriais, serve para identificar onde as crianças vivem dentro das comunidades, as famílias e como trabalhar para trazer esse público de volta à escola, inserindo em outros serviços públicos. Questionado sobre a participação dos gestores municipais, Leonardo destacou a necessidade do compartilhamento de experiências como mecanismo de progresso unificado. O representante de Aquidabã defende a realização de outros ciclos com a mediação da Unicef.
"Para nós que trabalhamos em uma dessas três áreas importantes (educação, saúde e assistência social), o evento é mais que essencial, ele é uma oportunidade ímpar de se discutir os problemas e juntos encontrarmos soluções de curto e médio prazo para diminuir esse atraso escolar de tantas crianças. Todos os nossos esforços serão sentidos lá na frente quando essa geração de crianças e adolescentes serão os profissionais do futuro. A Unicef tem sido uma parceira especial", avaliou. (Milton Alves Júnior)