João Daniel se solidariza com população brasileira que deixará de ser atendida pelos médicos cubanos

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Publicada em 21/11/2018 às 06:55:00

 

Durante plenária da Câmara Federal, na tarde desta terça-feira, o deputado federal João Daniel (PT/SE), discursou sobre a decisão do Ministério da Saúde Pública de Cuba, que no último dia 14 de novembro, declarou o fim da participação de médicos cubanos no Programa Mais Médicos, no Brasil. Em seu pronunciamento, João Daniel repudiou as declarações feitas pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, sobre as novas condições para atuação dos médicos estrangeiros no programa e se solidarizou com as comunidades brasileiras que deixarão de ser atendidas. 
De acordo com as declarações do próximo presidente do Brasil, os médicos de outras nacionalidades têm a permanência no Programa Mais Médicos condicionada à revalidação do diploma e a contratação individual como única via. Para o deputado, a forma como Bolsonaro tratou o Mais Médicos revela o seu desprezo ao povo brasileiro mais pobre, que deixará de ser atendido pelos médicos cubanos em diversas comunidades brasileiras. "Ocorre que mais de 300 médicos estão deixando as aldeias. É lamentável e triste o que faz o Governo que se elegeu, que ainda não tomou posse, contra Cuba, contra os médicos, em especial contra os pobres brasileiros, contra os trabalhadores, contra as trabalhadoras, principalmente as comunidades rurais, as comunidades quilombolas, as comunidades indígenas", relatou João Daniel. 
Em seu discurso, o parlamentar sergipano destaca que teve a oportunidade de acompanhar a criação do Programa Mais Médicos, em 2013, durante o governo da presidenta Dilma Rousseff. Na época, o programa previu a presença de médicos brasileiros e estrangeiros para trabalhar em zonas pobres e longínquas do Brasil. Mas, segundo João Daniel, a presidenta Dilma deu prioridade em primeiro lugar aos brasileiros; em segundo lugar, aos brasileiros formados no exterior; e em terceiro lugar, para médicos de outras nacionalidades. O deputado ainda relata que acompanhou a chegada das delegações de médicos estrangeiros e que maioria eram cubanos.  
"No nosso Estado de Sergipe e no Brasil inteiro há médicos cubanos. Nas aldeias indígenas do Brasil, a maioria dos médicos do Programa Mais Médicos são cubanos. A nossa solidariedade ao povo brasileiro que neste momento perde o direito de ter seu médico no local onde vive, a exemplo das comunidades de Poço Redondo, e de São Mateus, em Gararu. Ainda ontem, eu ouvi o nosso querido ex-governador, Jackson Barreto, me contar como viu o médico em São Mateus, em Gararu, dois anos atrás: o médico tratava de forma respeitosa, carinhosa e amorosa aquela população. Aliás, nunca houve um médico que morasse naquele povoado. Por isso, nossa solidariedade às comunidades", destacou João Daniel.

Durante plenária da Câmara Federal, na tarde desta terça-feira, o deputado federal João Daniel (PT/SE), discursou sobre a decisão do Ministério da Saúde Pública de Cuba, que no último dia 14 de novembro, declarou o fim da participação de médicos cubanos no Programa Mais Médicos, no Brasil. Em seu pronunciamento, João Daniel repudiou as declarações feitas pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, sobre as novas condições para atuação dos médicos estrangeiros no programa e se solidarizou com as comunidades brasileiras que deixarão de ser atendidas. 
De acordo com as declarações do próximo presidente do Brasil, os médicos de outras nacionalidades têm a permanência no Programa Mais Médicos condicionada à revalidação do diploma e a contratação individual como única via. Para o deputado, a forma como Bolsonaro tratou o Mais Médicos revela o seu desprezo ao povo brasileiro mais pobre, que deixará de ser atendido pelos médicos cubanos em diversas comunidades brasileiras. "Ocorre que mais de 300 médicos estão deixando as aldeias. É lamentável e triste o que faz o Governo que se elegeu, que ainda não tomou posse, contra Cuba, contra os médicos, em especial contra os pobres brasileiros, contra os trabalhadores, contra as trabalhadoras, principalmente as comunidades rurais, as comunidades quilombolas, as comunidades indígenas", relatou João Daniel. 
Em seu discurso, o parlamentar sergipano destaca que teve a oportunidade de acompanhar a criação do Programa Mais Médicos, em 2013, durante o governo da presidenta Dilma Rousseff. Na época, o programa previu a presença de médicos brasileiros e estrangeiros para trabalhar em zonas pobres e longínquas do Brasil. Mas, segundo João Daniel, a presidenta Dilma deu prioridade em primeiro lugar aos brasileiros; em segundo lugar, aos brasileiros formados no exterior; e em terceiro lugar, para médicos de outras nacionalidades. O deputado ainda relata que acompanhou a chegada das delegações de médicos estrangeiros e que maioria eram cubanos.  
"No nosso Estado de Sergipe e no Brasil inteiro há médicos cubanos. Nas aldeias indígenas do Brasil, a maioria dos médicos do Programa Mais Médicos são cubanos. A nossa solidariedade ao povo brasileiro que neste momento perde o direito de ter seu médico no local onde vive, a exemplo das comunidades de Poço Redondo, e de São Mateus, em Gararu. Ainda ontem, eu ouvi o nosso querido ex-governador, Jackson Barreto, me contar como viu o médico em São Mateus, em Gararu, dois anos atrás: o médico tratava de forma respeitosa, carinhosa e amorosa aquela população. Aliás, nunca houve um médico que morasse naquele povoado. Por isso, nossa solidariedade às comunidades", destacou João Daniel.