Sindicatos mobilizam população contra reformas

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Os sindicatos querem mobilizar a população contra reformas
Os sindicatos querem mobilizar a população contra reformas

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Publicada em 23/11/2018 às 06:57:00

 

Dando início à série de mobilizações em defesa dos direitos trabalhistas, na manhã de ontem, no Dia Nacional em Defesa da Previdência Pública e Seguridade Social, centrais sindicais se reuniram no centro comercial de Aracaju a fim de coletar a opinião popular sobre futuro projeto de lei já anunciado pelo presidente eleito Jair Messias Bolsonaro, em torno da Reforma da Previdência. Este projeto é semelhante ao anteriormente apresentado pelo ainda chefe do executivo federal Michel Temer, o qual foi barrado antes mesmo de ser levado à votação no Congresso Nacional. Pressões populares inibiram deputados e senadores, muitos de olho no período eleitoral deste ano.
Agora, com os parlamentares eleitos e prestes a receber o certificado oficializando a posse do mandato legislativo que segue ao menos até 2022 para deputados, e 2026 para senadores, Bolsonaro espera contar com o apoio sobretudo dos partidos e aprovar sem maiores dificuldades o projeto de reforma previdenciária. No texto a ser encaminhado para tramitação possui, por exemplo, a proposta de fixar a idade mínima em 61 anos para os homens e 56 para mulheres. Por se tratar de mudanças semelhantes às apresentadas por Temer, a perspectiva das classes trabalhadoras é que, já no início do próximo ano, grupos se formem a fim de pressionar os deputados e senadores a rejeitarem a proposta.
Na concepção do presidente da Central Única dos Trabalhadores em Sergipe (CUT/SE), Rubens Marques, passado o período eleitoral, quando inúmeros eleitores decidiram eleger Jair Bolsonaro por motivos variados, aproxima-se o momento de esta parcela de cidadãos também comece a questionar e impor que o futuro presidente administre o país de acordo com os interesses populares. De acordo com Rubens Marques, é preciso chamar a atenção de todos os brasileiros para as ações prejudiciais que essa reforma implicara na vida, inclusive, daqueles que optaram por votar em Bolsonaro. O sindicalista defende a realização de ações populares e participativas a partir de janeiro.
 "Não me refiro a palanque eleitoral. Essa fase já passou há quase dois meses. O que estamos dialogando com a população é sobre esse projeto novamente debatido sobre a Reforma da Previdência. Não podemos permanecer calados, inclusive aqueles que votaram em Bolsonaro, justamente porque essas mudanças irão atingir a todos e a unificação das forças populares se faz necessário. Precisamos (povo) ser convidados a debater esse tipo de assunto, a gestão deve ser popular, e não semelhante à adotada por Michel Temer, por exemplo", declarou. A atividade democrática realizada na capital sergipana contou ainda com o apoio de movimentos estudantis.
No conjunto de perguntas apresentadas aos participantes, uma perguntava se o cidadão acreditava no governo ao dizer que a previdência está falida. A perspectiva é que, com o resultado das respostas, as unidades sindicais voltem a se reunir e definir o modelo de atos públicos a serem realizados em 2019. "Precisamos ouvir a opinião das pessoas, conversar com elas para que possamos unificar nossas lutas e trabalhar por avanços. Essa pressão deve começar pelos deputados e senadores eleitos por Sergipe. Eles formam a base porta-voz do povo sergipano em Brasília", declarou Rubens Marques. A CUT não informou quando apresentará um balanço das respostas preenchidas na enquete.

Dando início à série de mobilizações em defesa dos direitos trabalhistas, na manhã de ontem, no Dia Nacional em Defesa da Previdência Pública e Seguridade Social, centrais sindicais se reuniram no centro comercial de Aracaju a fim de coletar a opinião popular sobre futuro projeto de lei já anunciado pelo presidente eleito Jair Messias Bolsonaro, em torno da Reforma da Previdência. Este projeto é semelhante ao anteriormente apresentado pelo ainda chefe do executivo federal Michel Temer, o qual foi barrado antes mesmo de ser levado à votação no Congresso Nacional. Pressões populares inibiram deputados e senadores, muitos de olho no período eleitoral deste ano.
Agora, com os parlamentares eleitos e prestes a receber o certificado oficializando a posse do mandato legislativo que segue ao menos até 2022 para deputados, e 2026 para senadores, Bolsonaro espera contar com o apoio sobretudo dos partidos e aprovar sem maiores dificuldades o projeto de reforma previdenciária. No texto a ser encaminhado para tramitação possui, por exemplo, a proposta de fixar a idade mínima em 61 anos para os homens e 56 para mulheres. Por se tratar de mudanças semelhantes às apresentadas por Temer, a perspectiva das classes trabalhadoras é que, já no início do próximo ano, grupos se formem a fim de pressionar os deputados e senadores a rejeitarem a proposta.
Na concepção do presidente da Central Única dos Trabalhadores em Sergipe (CUT/SE), Rubens Marques, passado o período eleitoral, quando inúmeros eleitores decidiram eleger Jair Bolsonaro por motivos variados, aproxima-se o momento de esta parcela de cidadãos também comece a questionar e impor que o futuro presidente administre o país de acordo com os interesses populares. De acordo com Rubens Marques, é preciso chamar a atenção de todos os brasileiros para as ações prejudiciais que essa reforma implicara na vida, inclusive, daqueles que optaram por votar em Bolsonaro. O sindicalista defende a realização de ações populares e participativas a partir de janeiro.
 "Não me refiro a palanque eleitoral. Essa fase já passou há quase dois meses. O que estamos dialogando com a população é sobre esse projeto novamente debatido sobre a Reforma da Previdência. Não podemos permanecer calados, inclusive aqueles que votaram em Bolsonaro, justamente porque essas mudanças irão atingir a todos e a unificação das forças populares se faz necessário. Precisamos (povo) ser convidados a debater esse tipo de assunto, a gestão deve ser popular, e não semelhante à adotada por Michel Temer, por exemplo", declarou. A atividade democrática realizada na capital sergipana contou ainda com o apoio de movimentos estudantis.
No conjunto de perguntas apresentadas aos participantes, uma perguntava se o cidadão acreditava no governo ao dizer que a previdência está falida. A perspectiva é que, com o resultado das respostas, as unidades sindicais voltem a se reunir e definir o modelo de atos públicos a serem realizados em 2019. "Precisamos ouvir a opinião das pessoas, conversar com elas para que possamos unificar nossas lutas e trabalhar por avanços. Essa pressão deve começar pelos deputados e senadores eleitos por Sergipe. Eles formam a base porta-voz do povo sergipano em Brasília", declarou Rubens Marques. A CUT não informou quando apresentará um balanço das respostas preenchidas na enquete.