Médicos cubanos já estão deixando o Estado

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Publicada em 23/11/2018 às 06:58:00

 

Milton Alves Júnior
Médicos cubanos 
que até o início 
da semana passada atendiam milhares de sergipanos cadastrados ao Sistema Único de Saúde (SUS), já começaram a deixar o Estado com destino ao país de origem. Conforme declaração oficial apresentada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), os 94 ex-integrantes do Programa Mais Médicos atuavam em 35 municípios sergipanos desde o ano de 2013 quando o Governo Federal decidiu criar o serviço com a perspectiva de enfrentar o problema da má distribuição de médicos pelo país e para aprimorar a Atenção Básica no Brasil, principalmente nas regiões mais carentes. Conforme destacado desde a semana passada pelo JORNAL DO DIA, o Governo de Sergipe segue preocupado com o cenário negativo.
Um balanço divulgado na manhã de ontem pelo Ministério da Saúde mostra que 6.394 profissionais formados no Brasil se inscreveram para trabalhar no Mais Médicos até o momento. Do total, no entanto, foram validados 2.812 pedidos. As demais inscrições foram anuladas, por apresentarem inconsistências nos dados apresentados. Dos inscritos efetivados, 2.209 já escolheram os locais onde vão trabalhar. O Ministério da Saúde, através do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (SUS), e da Empresa Brasileira de Telecomunicações (Embratel), responsáveis por investigar as suspeitas de ataque cibernético, não informaram os locais já selecionados para receber os novos profissionais da saúde.
Ao todo, o programa oferece 8.517 vagas para atuação em 2.824 municípios e 34 distritos indígenas, que antes eram ocupadas por médicos contratados por meio de acordo de cooperação com Cuba. O que tem gerado maior preocupação por parte dos gestores em Sergipe é que, justamente em virtude da imprecisão operacional do sistema de cadastro, a perspectiva do Governo Federal é que o processo de cadastro seja prorrogado por tempo ainda não oficialmente determinado. Anteriormente a previsão do poder executivo federal era de reinício das atividades no próximo dia 03 de dezembro. O JD lembra que, ao menos, 600 mil sergipanos deixaram de ser atendidos pelos médicos cubanos.
"Desde a semana passada o governador Belivaldo Chagas e o secretário de estado da Saúde, o médico Valberto de Oliveira Lima, seguem acompanhando os encaminhamentos a nível nacional na expectativa de se deparar o mais rápido possível com a solução deste problema que não atinge apenas o Estado de Sergipe, mas sim toda a Nação. Sabemos da representatividade desse programa, e por este motivo podemos garantir que Segipe segue buscando o Governo Federal para que o sistema volte a ser fornecido normalmente aos usuários do SUS o mais rápido possível", declarou o assessor de comunicação da SES, André Carvalho.
Suspensão do programa - O início do conflito ocorreu após Cuba lamentar que o presidente eleito Jair Messias Bolsonaro tenha posto em questão a preparação profissional dos médicos cubanos. Em nota o governo do país caribenho informou: "Não é aceitável questionar a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos. Os povos da nossa América e do resto do mundo sabem que sempre poderão contar com a vocação humanista e solidária de nossos profissionais".
Novo prazo - No início da noite de ontem o Ministério da Saúde oficializou que prorrogou até o dia 7 de dezembro o prazo para os médicos com registro no Brasil se inscreverem no Mais Médicos. Com esta alteração, a data de apresentação aos municípios, também, mudou. A partir de hoje até o dia 14 de dezembro, os médicos já inscritos e alocados poderão entregar a documentação no município escolhido e iniciar as atividades.

Médicos cubanos  que até o início  da semana passada atendiam milhares de sergipanos cadastrados ao Sistema Único de Saúde (SUS), já começaram a deixar o Estado com destino ao país de origem. Conforme declaração oficial apresentada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), os 94 ex-integrantes do Programa Mais Médicos atuavam em 35 municípios sergipanos desde o ano de 2013 quando o Governo Federal decidiu criar o serviço com a perspectiva de enfrentar o problema da má distribuição de médicos pelo país e para aprimorar a Atenção Básica no Brasil, principalmente nas regiões mais carentes. Conforme destacado desde a semana passada pelo JORNAL DO DIA, o Governo de Sergipe segue preocupado com o cenário negativo.
Um balanço divulgado na manhã de ontem pelo Ministério da Saúde mostra que 6.394 profissionais formados no Brasil se inscreveram para trabalhar no Mais Médicos até o momento. Do total, no entanto, foram validados 2.812 pedidos. As demais inscrições foram anuladas, por apresentarem inconsistências nos dados apresentados. Dos inscritos efetivados, 2.209 já escolheram os locais onde vão trabalhar. O Ministério da Saúde, através do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (SUS), e da Empresa Brasileira de Telecomunicações (Embratel), responsáveis por investigar as suspeitas de ataque cibernético, não informaram os locais já selecionados para receber os novos profissionais da saúde.
Ao todo, o programa oferece 8.517 vagas para atuação em 2.824 municípios e 34 distritos indígenas, que antes eram ocupadas por médicos contratados por meio de acordo de cooperação com Cuba. O que tem gerado maior preocupação por parte dos gestores em Sergipe é que, justamente em virtude da imprecisão operacional do sistema de cadastro, a perspectiva do Governo Federal é que o processo de cadastro seja prorrogado por tempo ainda não oficialmente determinado. Anteriormente a previsão do poder executivo federal era de reinício das atividades no próximo dia 03 de dezembro. O JD lembra que, ao menos, 600 mil sergipanos deixaram de ser atendidos pelos médicos cubanos.
"Desde a semana passada o governador Belivaldo Chagas e o secretário de estado da Saúde, o médico Valberto de Oliveira Lima, seguem acompanhando os encaminhamentos a nível nacional na expectativa de se deparar o mais rápido possível com a solução deste problema que não atinge apenas o Estado de Sergipe, mas sim toda a Nação. Sabemos da representatividade desse programa, e por este motivo podemos garantir que Segipe segue buscando o Governo Federal para que o sistema volte a ser fornecido normalmente aos usuários do SUS o mais rápido possível", declarou o assessor de comunicação da SES, André Carvalho.

Suspensão do programa - O início do conflito ocorreu após Cuba lamentar que o presidente eleito Jair Messias Bolsonaro tenha posto em questão a preparação profissional dos médicos cubanos. Em nota o governo do país caribenho informou: "Não é aceitável questionar a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos. Os povos da nossa América e do resto do mundo sabem que sempre poderão contar com a vocação humanista e solidária de nossos profissionais".

Novo prazo - No início da noite de ontem o Ministério da Saúde oficializou que prorrogou até o dia 7 de dezembro o prazo para os médicos com registro no Brasil se inscreverem no Mais Médicos. Com esta alteração, a data de apresentação aos municípios, também, mudou. A partir de hoje até o dia 14 de dezembro, os médicos já inscritos e alocados poderão entregar a documentação no município escolhido e iniciar as atividades.